El Duende de Andrés Herrera é um tinto feito com a casta Syrah, com uvas da zona de Borba mas pensado à moda Australiana, não chegam a ser 1500 garrafas deste Grande Reserva 2010, a 25€ a garrafa. André Almeida é filho de pai português e mãe espanhola, nascido na linha do Estoril foi na Herdade da Murteirinha (Estremoz) que se estabeleceu, estudou em Évora e os vinhos nasceram todos na região, grande parte oriundos de vinhas velhas propriedade do seu sogro. São vinhos todos eles peculiares e cheios de salero, vinhos com garbo, bom porte mas sempre a pedirem comida de bom tom por perto. Este mostra-se opulento e fresco, raçudo com elegância da fruta negra um pouco a acusar o toque macerado (a graduação ajuda neste toque), alguma pimenta preta, folha de tabaco seco, ligeiro perfume de violeta que paira no ar muito sibilante. É um vinho de impacto, investe e não se fica, grande estrutura suportada por uma boa acidez, a dar sinais de estar num belo momento para se beber com pratos de temperamento forte. 92 pts
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20 janeiro 2019
06 junho 2018
Torero Grande Reserva Tinto 2010
O caminho escolhido por este produtor, onde desponta o nome de Andrés Herrera, é em tudo bastante peculiar até pelo facto de o tempo de estágio dos seus vinhos ser superior ao normal. Este 2010, cujo lançamento é recente, estagiou 3 anos em barricas usadas e mais 4 anos em garrafa. Na alma tem um blend tipicamente Alentejano com Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet. O vinho tem raça, investe com nobreza, mostrando um bouquet amaciado pelo tempo, recebe-nos com garbo e frescura que lhe dá uma bonita vivacidade enquanto rodopia no copo. A rondar os 15€, pelo poderio que tem pede pratos de forte temperamento, uma presa de ibérico grelhada no carvão será sempre uma excelente opção. 91 pts
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