Foi provado no meio de outros tantos brancos, em prova cega ninguém sabe o que lhe cai na rifa, pode-se gostar ou passar completamente ao lado... os gostos para o meu lado andam mais exigentes, ando saturado de vinhos sem graça, pesadões com o álcool a dar aquela mordida no final da prova. O vinho que me tinham deitado no copo começou por mostrar-se pouco expressivo e nada fresco, depois aumentou o volume mas pouco, alguma fruta, leve calda e pouco mais de frescura mas pouca o que não me cativou, parecia ter tido um banho em banheira de madeira que se notava levemente... tudo sem grande entusiasmo... pesado e anafado, com dificuldades claras em desenvolver no copo, começas mal pensei eu. Na boca o mesmo desespero, os 14% Vol. batem forte, o vinho torna-se em algo sem graça, gaiato gordo com a mania mas que acaba por ser apenas isso... depois apertamos com ele e sai com o rabo entre as pernas... tem mais corpo que garganta, no final o álcool mostra-se novamente, quente, a faltar frescura. Olho para os meus companheiros de prova e ninguém esboça uma palavra de atrevimento ou elogio, o vinho termina como começou...sem graça, sem nervo ou fio condutor que lhe permita uma estadia valente em garrafa ou mesmo qualquer vontade de repetir, se fosse um bolo era uma bola de berlim com creme daquelas com fritura a mais e creme a menos... comemos uma e ficamos fartos... não faz minimamente o meu estilo de branco, não gostei daquilo que me disse, falta-lhe frescura e é de 2009 mesmo com a desculpa que terá visto madeira pelo caminho, gosto bem mais de outros e até pelo preço praticado que a rondar os 19€ esperava muito mais do que aqui encontrei. 14,5 - 86 pts
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26 junho 2011
Vale d'Algares branco 2009
Foi provado no meio de outros tantos brancos, em prova cega ninguém sabe o que lhe cai na rifa, pode-se gostar ou passar completamente ao lado... os gostos para o meu lado andam mais exigentes, ando saturado de vinhos sem graça, pesadões com o álcool a dar aquela mordida no final da prova. O vinho que me tinham deitado no copo começou por mostrar-se pouco expressivo e nada fresco, depois aumentou o volume mas pouco, alguma fruta, leve calda e pouco mais de frescura mas pouca o que não me cativou, parecia ter tido um banho em banheira de madeira que se notava levemente... tudo sem grande entusiasmo... pesado e anafado, com dificuldades claras em desenvolver no copo, começas mal pensei eu. Na boca o mesmo desespero, os 14% Vol. batem forte, o vinho torna-se em algo sem graça, gaiato gordo com a mania mas que acaba por ser apenas isso... depois apertamos com ele e sai com o rabo entre as pernas... tem mais corpo que garganta, no final o álcool mostra-se novamente, quente, a faltar frescura. Olho para os meus companheiros de prova e ninguém esboça uma palavra de atrevimento ou elogio, o vinho termina como começou...sem graça, sem nervo ou fio condutor que lhe permita uma estadia valente em garrafa ou mesmo qualquer vontade de repetir, se fosse um bolo era uma bola de berlim com creme daquelas com fritura a mais e creme a menos... comemos uma e ficamos fartos... não faz minimamente o meu estilo de branco, não gostei daquilo que me disse, falta-lhe frescura e é de 2009 mesmo com a desculpa que terá visto madeira pelo caminho, gosto bem mais de outros e até pelo preço praticado que a rondar os 19€ esperava muito mais do que aqui encontrei. 14,5 - 86 pts
27 janeiro 2011
Vale d'Algares Selection branco 2009
O Selection branco do produtor Vale D`Algares (Tejo) lançou-se recentemente no mercado com a colheita 2008, um vinho que entrou num novo segmento dentro do seu portefólio de vinhos, situa-se entre o já conhecido Guarda Rios e o patamar mais elevado Vale D’Algares (Viognier). Surge agora em prova a nova versão, colheita de 2009, com leve mudança no lote onde além da Viognier e da Alvarinho passou a constar a Verdelho, a fermentação alcoólica acontece 90% em barricas de carvalho francês e os 10% restantes em tanques de aço inox. Estagia durante 6 meses em barricas de carvalho francês com battonage. Foram produzidas 9.500 garrafas com P.V.P. recomendado a rondar os 10€.
Aroma de boa intensidade, marcado por leve tosta com fruta madura (pêssego, manga, lima, tangerina) bem alinhavada logo de seguida, sente-se alguma untuosidade derivada do passeio pela barrica com toque de calda de fruta, chá verde e mineralidade em fundo. Segue de perto o que o 2008 nos mostrou, talvez um pouco menos marcado pela madeira, ligeiramente mais fresco e menos repetitivo, boa harmonia entre fruta/barrica com acidez a ser a suficiente para não enjoar ou tornar-se pesado.
Na boca mostra-se bem estruturado, corpo médio e arredondado, frescura suave que percorrer do princípio ao fim. A fruta mostra-se presente, com leve baunilha, sensação de cremosidade a meio palato rapidamente compensada por acidez e mineralidade no final de boca de boa persistência.Mantenho o que disse do 2008, é um vinho bastante satisfatório, destacando-se uma boa harmonia entre fruta/barrica/acidez/álcool, o vinho facilita e de que maneira a aproximação de quem o prova, mostra tudo o que tem e sabe manter-se assim durante o tempo suficiente para se terminar a refeição. É uma belíssima aposta, ainda por mais tendo em conta o preço que pedem por ele. 16,5 - 91 pt
17 janeiro 2011
Guarda Rios 2008
Antes está o texto que escrevi a quando da prova do Guarda Rios 2006 tinto, em dois anos entre colheitas em prova, mudou o nome da região de Ribatejo para Tejo, o produtor em causa aumentou o seu portefólio e o Guarda Rios 2008 passou a ser composto apenas por Syrah, Touriga Nacional e Merlot deixando de lado a Aragones, mantendo os seus 9 meses de estágio em barrica.
Este 2008 mostrou-se no nariz com aroma de média intensidade, vegetal e apimentado, com toque de madeira a dar fumados em fundo, fruta presente em tons escuros e boa dose de frescura, tudo acomodado com ligeiro bálsamo vegetal.
Na boca mostra frescura, equilibrado com taninos a deixarem lastro de secura ligeira no final de boca, equilibrado com fruta a mostrar-se madura, vegetal e alguma pimenta preta no final.
Um vinho bem feito e que agrada facilmente a quem o beber, descomplexado no seu conjunto e maneira de estar, moderno e descontraído, pronto para acompanhar uns nacos de novilho na pedra, pelo preço que pedem aproxima-se perigosamente dos 10€ omeça a ser um preço algo puxado para o nível aqui apresentado. 15,5 - 89
16 dezembro 2010
Guarda Rios branco 2009
Vinho proveniente do Riba TEJO, do produtor Vale d´Algares. Dos 3,5 hectares de vinha em solos argilo-calcários foram escolhidas as castas Chardonnay (34%), Sauvignon blanc (26%), Fernão pires (24%) e Alvarinho (16%) com 35% do lote a fermentar em barricas de carvalho francês com batonnage durante 6 meses, o resto ficou no inox. No final saíram 27000 garrafas, com preço a rondar os 7€.
Guarda Rios branco 2009
Nariz um pouco calado, leve floral com notas de fruta (citrinos, fruto de pomar e leve tropical) e ponta vegetal fresca (espargos verdes). Aroma agradável, directo e sem mostrar grande complexidade, agradável e bem feito. Sente-se um leve arredondamento em fundo, provavelmente da ligeira passagem a terá tido direito.
Boca com estrutura mediana, alguma frescura no equilíbrio de todo o conjunto, vegetal ligeiramente agreste a lembrar espargos verdes com a fruta novamente ao nível da prova de nariz, madura e bem composta. Dá uma prova de boca satisfatória, com algum arredondado derivado da barrica, num final de boa persistência.
Um vinho bem feito, bebe-se bem à mesa e acompanha descontraidamente e com facilidade larga panóplia de pratos de peixe. Pelo preço, que já não é uma pechincha, pedia-se um pouco mais de refinamento, identidade e quem sabe, distinção. Não terá sido das provas que mais me entusiasmou no que a brancos de 2009 diz respeito. 15 - 88 pts
Guarda Rios branco 2009
Nariz um pouco calado, leve floral com notas de fruta (citrinos, fruto de pomar e leve tropical) e ponta vegetal fresca (espargos verdes). Aroma agradável, directo e sem mostrar grande complexidade, agradável e bem feito. Sente-se um leve arredondamento em fundo, provavelmente da ligeira passagem a terá tido direito.
Boca com estrutura mediana, alguma frescura no equilíbrio de todo o conjunto, vegetal ligeiramente agreste a lembrar espargos verdes com a fruta novamente ao nível da prova de nariz, madura e bem composta. Dá uma prova de boca satisfatória, com algum arredondado derivado da barrica, num final de boa persistência.
Um vinho bem feito, bebe-se bem à mesa e acompanha descontraidamente e com facilidade larga panóplia de pratos de peixe. Pelo preço, que já não é uma pechincha, pedia-se um pouco mais de refinamento, identidade e quem sabe, distinção. Não terá sido das provas que mais me entusiasmou no que a brancos de 2009 diz respeito. 15 - 88 pts
22 abril 2010
Vale D´Algares Selection tinto 2007
Depois do Selection Branco (colheita de 2008) é a vez do novo Selection Tinto (colheita de 2007) vir reforçar a presença da Vale D'Algares num segmento de mercado mais exigente, com uma gama que pretende situar-se entre o seu Guarda Rios e o patamar mais elevado da Marca (Viognier). O novo Selection Tinto é um vinho Regional do Tejo, do qual foram produzidas 6.400 garrafas a partir das castas Merlot e Touriga Nacional, distribuídas por uma área de 3,5 hectares de vinha, num vale de solos argilo-calcários.
Vale D´Algares Selection tinto 2007
Castas: 60% Merlot e 40% Touriga Nacional - Estágio: 14 meses em barricas novas de carvalho francês - 14,5% Vol.
Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta.
Nariz a mostrar uma boa intensidade, prende pelo interesse que despoleta logo de inicio, com um aroma a chamar a atenção, direi diferente e até moderno, com grande entrosamento entre as duas castas e a madeira, a mostrar-se muito bem ligada com todo o conjunto, notas leves de tosta, e baunilha com bálsamo vegetal, violetas, cacau, conjunto a mostrar vivacidade e alguma pujança, com muita fruta (ameixa, framboesa) madura e fresca e levemente compotada.
Boca de boa espacialidade, amplo, estruturado, com macieza, taninos afinados, fruta bem presente ao nível do encontrado no nariz, especiaria doce, um vinho guloso, que dá prazer beber, boa ligação com a madeira a conferir alguma cremosidade e envolvência ao conjunto, com o equilíbrio da acidez a proporcionar boa dose de frescura, em final de boca de boa persistência.
Este Selection tinto segue as pisadas do Selection branco, mostrando-se como um vinho de ar moderno, com toque inovador e respectiva dose de originalidade, cativante, muito bem feito e capaz de acompanhar bem uma refeição, o preço indicado para a qualidade apresentada, mostra-se bastante sensato, rondando neste caso os 15€. 16,5 - 91 pts
Castas: 60% Merlot e 40% Touriga Nacional - Estágio: 14 meses em barricas novas de carvalho francês - 14,5% Vol.
Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta.
Nariz a mostrar uma boa intensidade, prende pelo interesse que despoleta logo de inicio, com um aroma a chamar a atenção, direi diferente e até moderno, com grande entrosamento entre as duas castas e a madeira, a mostrar-se muito bem ligada com todo o conjunto, notas leves de tosta, e baunilha com bálsamo vegetal, violetas, cacau, conjunto a mostrar vivacidade e alguma pujança, com muita fruta (ameixa, framboesa) madura e fresca e levemente compotada.
Boca de boa espacialidade, amplo, estruturado, com macieza, taninos afinados, fruta bem presente ao nível do encontrado no nariz, especiaria doce, um vinho guloso, que dá prazer beber, boa ligação com a madeira a conferir alguma cremosidade e envolvência ao conjunto, com o equilíbrio da acidez a proporcionar boa dose de frescura, em final de boca de boa persistência.
Este Selection tinto segue as pisadas do Selection branco, mostrando-se como um vinho de ar moderno, com toque inovador e respectiva dose de originalidade, cativante, muito bem feito e capaz de acompanhar bem uma refeição, o preço indicado para a qualidade apresentada, mostra-se bastante sensato, rondando neste caso os 15€. 16,5 - 91 pts
03 fevereiro 2010
VALE D´ALGARES SELECTION branco 2008
O produtor Vale D`Algares lançou recentemente um novo segmento dentro do seu portfolio de vinhos. Denominado “Selection” este segmento situa-se entre o já conhecido Guarda Rios e o patamar mais elevado Vale D’Algares (Viognier). Numa primeira fase foi lançado o “Selection” branco, colheita de 2008, proveniente de uvas dos talhões que mais se destacaram no conjunto da vinha (9A+9B). Viognier e Alvarinho foram as castas que neste ano atingiram maior complexidade, elegância e frescura, características pilar desta gama “Selection”, um produto Super-Premium concebido pelo enólogo Pedro Pereira Gonçalves, produzido em solos argilo-calcários, sob um clima de influência Mediterrânico com influência do rio Tejo. Sujeito a uma colheita manual para caixas de 12 quilos, transportadas sob protecção de gelo seco, e vinificação em tapete de escolha de cachos. As castas – Viognier (55%) e Alvarinho (45%) – são sujeitas a prensagem 100% com engaço e fermentação alcoólica em barricas de carvalho francês (90%) e cubas de inox (10%). É comercializado nos pontos de venda a um P.V.P. recomendado de 8,5€.
VALE D´ALGARES SELECTION branco 2008Castas: Viognier (55%) e Alvarinho (45%) - Estágio: barricas de carvalho francês com battonage, durante seis meses - 14% Vol.
Tonalidade amarelo citrino com dourado ligeiro em média concentração.
Nariz de boa intensidade, dominado por abundante fruta madura (pêssego, maçã verde, manga, lima, tangerina) acompanhada por tosta, algum melado, flores laranjeira, chá verde e mineralidade sentida em fundo. Boa frescura de conjunto, com toque de vegetal fresco, sentindo-se uma boa untuosidade dada pela barrica, com boa harmonia entre fruta/barrica/acidez num vinho que se sabe mostrar desde o início.
Boca de perfil bem estruturado, a mostrar desde logo um vinho fresco e com fruta bem presente em harmonia com leve cremosidade que confere algum arredondamento ao vinho. Além do bom volume na boca, tem também algum peso, jogando em pleno com o encontrado anteriormente na prova de nariz, sente-se a fruta bem madura, leve toque de calda, algum vegetal e travo mineral em pano de fundo, com final de persistência média/alta.
É um vinho também ele resultante de um lote improvável na região onde nasceu, digo improvável porque é fruto de uma casta estrangeira (Viognier) e de uma casta natural da região dos vinhos verdes (Alvarinho). Aqui o resultado é bastante satisfatório, destacando-se uma boa harmonia entre fruta/barrica/acidez/álcool, o vinho facilita e de que maneira a aproximação de quem o prova, mostra tudo o que tem e sabe manter-se assim durante o tempo suficiente para se terminar a refeição. É uma belíssima aposta, ainda por mais tendo em conta o preço que pedem por ele. 16,5 - 91 pts
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