Copo de 3

13 dezembro 2005

PROVA Vinha Conchas 2003

Este Vinha Conchas 2003, vem da Estremadura e é um vinho feito pela Quinta da Cortezia, que ganhou a medalha de prata no Concurso Tempranillos ao Mundo 2005.
Elaborado a partir das castas Aragonez, Touriga Nacional, Trincadeira, Alicante Bouschet e Castelão, apresenta-se com 12,5%.
Com uma bonita tonalidade ruby escuro, na prova de nariz mostra-se com uma entrada de fruta vermelha madura (amora, framboesa, cereja) de boa intensidade, leve vegetal, notas de fumo acompanhado de chocolate no fundo e um toque balsâmico (mentol).
Na prova de boca, mostrou-se com corpo suave, fruta presente, fresco e bastante agradável, mostrando-se equilibrado e suave, afinadinho com final de boca com persistência média e ligeiramente balsâmica, com a presença de mentol.
Uma boa aposta este Vinha Conchas, custou cerca de 3€ no Pingo Doce, um vinho que se mostrou muito agradável, fino e um bom companheiro para o dia a dia. 14,5

Um Copo de 3 de Touriga Nacional

Novo mês, e nova casta, neste caso é acabar o ano com a prata da casa, a Touriga Nacional.
Dentro do enorme número de castas que por cá temos, o desprezo por algumas, quase levou ao desaparecimento de algumas variedades. Uma das castas que estiveram quase mortas, por ser pouco produtiva, foi a Touriga Nacional, neste momento é a casta da moda, aparecendo em todas as regiões de Portugal, e começando a despertar curiosidade no estrangeiro.


Touriga Nacional a Rainha das Castas Lusas


A Touriga Nacional é sem dúvida o nosso melhor exemplar, caracteristica da composição do Vinho do Porto e tintos do Douro, também conhecida no Dão, fez à poucos anos uma viagem para o resto do País, instala-se principalmente no Alentejo onde dá vinhos de grande qualidade, colocando os mesmos entre os melhores de Portugal. A Touriga Nacional que neste momento já começa a despontar interesse de produtores por este mundo fora, reconhecendo o alto potencial desta casta para vinhos de topo. Interessante também que sejam os vinhos estrangeiros com a casta Touriga Nacional que comecem a despertar o interesse dos consumidores estrangeiros e de críticos por este mundo, quando a grande maioria dos nossos vinhos não consegue tal feito, mas até é bom, pois quando a casta ganhar a fama que merece, será muito bom para nós, temos é de continuar a trabalhar a alto nível para estar prontos para tal.
SINONÍMIA
Dão – Touriga Nacional - Tourigão – Tourigo Antigo
Bairrada – Tourigo do Dão
Douro – Touriga Nacional – Touriga Fina
Ribatejo Oeste – Touriga Nacional
Alentejo - Touriga Nacional
Setúbal - Touriga Nacional

Origens da Touriga Nacional

Embora tenha sua fama associada ao Vinho do Porto e aos tintos de mesa do Douro, um certo mistério cerca as origens da Touriga Nacional. É difícil precisar em qual região vinícola portuguesa ela nasceu. Alguns estudiosos dizem que ela provém do Dão, apoiando essa afirmação em antigos relatos. Em 1900 Cincinnato da Costa escreveu, em seu livro "O Portugal Vinícola", que no século XIX 90% dos vinhedos do Dão eram plantados com esta uva - ali chamada de Tourigo ou pelos sinónimos Mortágua, Preto Mortágua ou Elvatoiriga. Os vinhos de Touriga são maciços de cor, apresentando-se em certos anos completamente opacosNa região do Dão a Touriga Nacional é conhecida, normalmente, por Tourigo, embora se lhe reconheçam vários sinónimos, tais como Preto Mortágua, Mortágua, Elvatoiriga ou Tourigo Antigo. Este facto é relevante, pois a existência de uma pequena aldeia, entre Tondela e Santa Comba Dão, com o nome de Tourigo constitui um argumento importante para considerar esta casta originária do Dão. Também não deixam de ser significativos os sinónimos Mortágua e Preto Mortágua, surgidos a partir do topónimo da vila vizinha de Santa Comba Dão. Em contrapartida no Douro não se lhe conhece nenhum sinónimo com conotação geográfica.
Seja como for, é cultivada nas duas regiões desde um passado longínquo. Enigmático, entretanto, é o declínio da Touriga no Dão depois da tragédia provocada pela Filoxera, a praga que devastou quase todos os vinhedos europeus no final do século XIX.. Ao contrário de outras áreas, as vinhas ali não foram replantadas com a casta que predominava antes. Acredita-se que a espécie perdeu o vigor, por falta de adequação dos porta-enxertos americanos, necessários para escapar dos efeitos mortais da doença. Com as inovações tecnológicas actuais, especialmente na selecção de clones de Touriga Nacional (mais seleccionados), alguns porta-enxertos são mais adequados à pujança da casta, o cultivo da vinha está ligeiramente melhor, embora tenha desaparecido quase totalmente a calda bordalesa, os meios tecnológicos evoluíram, os processos microbiológicos da vinificação são bem conhecidos e os fenómenos químicos do envelhecimento começaram a ser desvendados. É certo que continuamos a saber muito pouco de fisiologia da videira e de bioquímica da maturação, continuamos muito dependentes dos caprichos do tempo, só fazemos grandes vinhos quando as produções são baixas ou muito baixas, mas avançámos muito em relação ao que se fazia há vinte anos atrás.E os vinhos de Touriga Nacional passaram a ser bebíveis muito mais cedo. Mudaram muito no estilo, mais fáceis, mais elegantes, mais limpos de aroma, provavelmente com menor longevidade e, também, mais iguais aos outros, por força do estágio em barricas de carvalho. É este estilo de vinho que fez da casta um verdadeiro fenómeno de popularidade, entre nós, nos finais dos anos noventa e até aos dias de hoje.

A uva e o vinho

Os vinhos se bem feitos, são inconfundíveis, qualquer que seja a região onde se produzam. Os Tourigas Nacionais do Dão, do Douro, da Estremadura, do Alentejo têm, quando bem feitos, a elegância, a robustez e o equilíbrio como denominadores comuns, embora sejam claramente distintos entre si, como já foi dito, são maciços de cor, apresentando-se, em certos anos, verdadeiramente opacos; os aromas primários, inconfundíveis, fazem lembrar frutos pretos, como as amoras, os mirtilos e, por vezes, os abrunhos, onde sobressaem as notas de caruma de pinheiro e de flores silvestres, como a esteva e, em anos excepcionais, o rosmaninho. O estágio em madeira de carvalho, e não em madeira de castanho como era tradição no Dão, valoriza as suas notas aromáticas, conferindo-lhes maior complexidade, e acelera-lhes o arredondamento dos taninos, tornando-os bebíveis ao fim de um ano ou pouco mais. O exemplo mais simbólico é, sem dúvida, o Porto vintage, cujo perfil aromático, tão intenso quanto elegante, reflecte toda a sua individualidade.
É uma uva que exige paciência do produtor.É também uma casta que tem um processo de maturação lento, as virtudes só se vão acumulando lentamente nos bagos. A cor, por exemplo, é muito lenta a surgir no bago mas, no final, ultrapassa as outras castas em quantidade de matéria corante.A vindima, idealmente feita quando a uva apresenta um grau provável de 13, 5º, acaba sempre por se arrastar até bem dentro do mês de Outubro.No que respeita ao trabalho de adega, a Touriga apresenta muita cor, é muito regular na produção ou, como se diz na linguagem popular, não é aneira. Nos casos em que se apresenta com pouca cor desenvolve aromas de bergamota, o cheiro a chá Earl Grey. Como é muito rica em compostos fenólicos é uma casta que beneficia com macerações pós-fermentativas, ficando assim mais rica de aromas. Com tintos, bem estruturados, suportam bravamente o estágio em barrica de carvalho que se pode prolongar por muito tempo (Este estágio mais prolongado pode mesmo ser determinante para que se libertem os aromas da casta) e beneficiam com o envelhecimento na garrafaA Touriga tem, para o enólogo e para o consumidor, a desvantagem de ter tendência a desenvolver fenóis voláteis, o conhecido cheiro de suor de cavalo. A solução para o problema ainda está em estudo.




DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA

RAMO JOVEM
Ápice vegetativo aberto, com média pigmentação antociânica na orla e média pilosidade aplicada.

FOLHAS JOVENS
Amarelas-acobreadas e com média pigmentação antociânica. Página inferior com média pilosidade aplicada entre e sobre as nervuras.

PÂMPANOS
Com estrias vermelhas nas 2 faces dos entre-nós. Nós verdes na face ventral e estriados de vermelho na dorsal. Olhos com média pigmentação antociânica.

GAVINHAS
Distribuídas em 2 ou menos nós sucessivos e médias.

FLOR
Hermafrodita.

VIGOR
Forte.

PORTE
Horizontal.

ÉPOCA DO PINTOR
Média.

FOLHA ADULTA
Apresenta um grande polimorfismo, sendo a mais característica, pequena, pentagonal e quinquelobada. Página superior verde médio, plana, com fraco empolamento, enrugada e ondulação generalizada. Dentes curtos, rectilíneos, e convexo-côncavo. Seio peciolar aberto com base em V. Seios laterais superiores abertos com base um U. Página inferior com fraca pilosidade aplicada e média erecta entre as nervuras e sobre estas, fraca pilosidade aplicada. Pecíolo mais curto que a nervura principal mediana e com média pilosidade aplicada.

CACHO
Pequeno e compacto. Pedúnculo médio e com forte lenhificação.

BAGO
Pequeno, não uniforme, arredondado e com secção transversal regular. Epiderme negra-azul com forte pruína. Película medianamente espessa e hilo pouco aparente. Polpa não corada, rija, suculenta e de sabor especial. Pedicelo curto e de difícil separação.

GRAÍNHAS
Com forte dureza do tegumento.

SARMENTO
Achatado, estriado-costado, arroxeado e glabro.


Info retirada de:
http://winexperts.terra.com.br/arquivos/touriga.html
Revista dos Vinhos
Jornal Público

12 dezembro 2005

Prova Cega serve para ?

Quando se prova um vinho ou vários vinhos, sozinho ou em grupo, um dos possíveis tipos de prova a ser utilizada é a Prova Cega. Quem não sabe a Prova Cega é uma prova em que o provador não sabe que vinho está a provar uma vez que as garrafas se encontram tapadas. Dentro do estilo temos também a prova cega dupla, onde não sabemos nada sobre os vinhos em prova, como ano, zona, tipo de vinho…

Este tipo de prova é bastante útil, e permite ao provador descobrir melhor os seus gostos, e perder certos medos ao analisar algo que desconhece, sendo este um acto de bastante humildade e que se torna bastante educativo.Quando os vinhos provados são completamente diferentes seja em castas, estilo ou ano, recomenda-se uma prova normal dos mesmos.
E como se prepara uma prova cega ou uma dupla cega?Neste caso, temos de ter sempre alguém que nos prepare a prova, caso a prova seja em casa de um amigo, ou se levam as garrafas já tapadas, sabendo cada um o vinho que leva, ou é o nosso amigo que conhece todos os vinhos em prova, mas o objectivo é sempre tapar as garrafas, esconder tudo o que dê informação sobre o vinho em prova, como cápsulas, rolhas… numerar cada garrafa e cada decanter, e mesmo os copos para evitar possíveis trocas. Cada provador, anota a sua opinião sobre cada vinho e no final é discutido por todos.

Nos casos de concursos de vinhos, lançamento de guias… nestes casos a prova cega é mais que obrigatória, e torna-se essencial para o provador manter uma imagem imparcial e isenta, afastado de qualquer ajuda a um possível rótulo amigo. Mas será que uma pessoa como é o crítico, auto-denominado especialista em vinhos, não tem a capacidade para se abstrair do peso de marca, nome do produtor e todos os restantes factores que podem influenciar uma prova?Será que depois será acusado de não ser isento? Normalmente um crítico que se seja digno desse nome, prova sozinho, mas aí mete-se um problema... como é que uma pessoa provando a sós, consegue que a prova seja cega? Deste modo não está a ser isento, pois sabe o que está a provar. É nestes casos necessário alguém que lhes prepare as provas, e se não tiver, então dificilmente consegue fazer com que a prova seja cega.

Imaginemos um crítico sentado no seu sofá, depois de ter numerado todas as suas garrafas, virar-se para o filho mais novo e dizer: Rapaz, tira aí um papel da caixa, mostra à tua mãe e ela que vá buscar a garrafa, mas que venha com o rótulo tapado. Enquanto isto, a filha mais velha tapa os olhos do pai com uma venda, para que assim se evitem possíveis tentações. Claro está que não se pode correr o risco de pedir à mulher ou aos filhos para escolherem uma garrafa ao acaso, porque arriscamos a dar de caras com a jóia da nossa garrafeira aberta para acompanhar umas espetadas de porco com arroz branco.

Faz-se a pergunta: E se o vinho é uma novidade, ou nos é desconhecido, tanto faz ser prova cega ou não?Imaginemos um vinho vindo da China ou da África do Sul, ou mesmo da Grécia, o facto de ter o rótulo visível penso que em nada vai influenciar a prova. Se tal for possível, não se entende então a razão da prova ser cega, mas esta conversa pode dar pano para mangas. Podemos perfeitamente provar um vinho do Douro, Dão ou Alentejo, cara a cara com o rótulo e seriamente avaliar o prazer que o vinho nos proporciona, as suas qualidades... mas será que o rótulo não vai ter sempre um peso na nossa consciência?

A hipótese de se querer beber um dito vinho numa noite, e fazer a prova do mesmo, será escusado de fazer prova cega, não seria bonito dizer: Maria hoje vamos provar o Mouchão novo, traz a garrafa mas tapa o rótulo que a prova é cega... Não, este exemplo não será o mais correcto. Provar sozinho parece um pouco complicado, completamente diferente do que provar em conjunto com os amigos, onde aí sim, podemos organizar as provas cegas ou dupla cega, com mais rigor. Apesar de tudo uma prova cega, obriga-nos a concentrar e a confiar inteiramente no que os nossos sentidos apreendem – e não no que diversas pré-concepções sugerem que devem apreender.

É questão de dizer que: quem já sabe aprecia, quem não sabe aprende.

Fica ao critério de cada um... mas fica a sugestão, faça uma prova cega com os seus amigos dedicada a um tema, por exemplo uma prova de Touriga Nacional 2003, Grandes do Alentejo, por brincadeira podem colocar um «vinho intruso» que nada tenha de semelhante com os outros, por exemplo um Tinta Roriz numa prova de Touriga Nacional, divirtam-se e aprendam com algumas partidas que os vinhos nos pregam, será sempre algo útil e didáctico.

11 dezembro 2005

PROVA Montinho São Miguel 2004

Depois do primeiro vinho Herdade de São Miguel 2003, surge este ano do mesmo produtor, como novidade este Montinho São Miguel 2004, um vinho feito a partir das castas Aragonês, Trincadeira e Cabernet Sauvignon, apresentando-se com 13,5% e uma tonalidade granada escuro de boa intensidade.No nariz, tem uma entrada a fruta vermelha e negra bem madura (ameixa, amora) com boa concentração aromática, em conjunto com leve fumo e notas de torrados que se juntam a especiarias (pimenta), notas vegetais, acompanhadas de ligeiro floral.Na prova de boca, mostrou-se de corpo médio, com presença de fruta, algum torrado num conjunto que se mostra redondo e equilibrado com boa passagem na boca, leve vegetal dando ligeira adstringência no final, acidez a dar frescura ao vinho com final de boca médio/curto ligeiramente especiado.Mostrou-se um vinho fresco de aromas, equilibrado e bom companheiro do dia a dia, com um preço no produtor de 3,75€ 14,5

10 dezembro 2005

PROVA Caves Primavera Dão Special Selection 1997

Elaborado com as castas Tinta Roriz, Touriga Nacional e Alfrocheiro Preto, com 13%, foram engarrafadas 7200 garrafas, cabendo a esta o nº 6219.
Apresenta-se com tonalidade ruby escuro, com ligeiro tijolo no rebordo, mostrando já sinal de evolução para um vinho com 8 anos, sendo altura para ser bebido.
No nariz mostra-se com entrada a fruta madura em compota (ameixa, framboesa, amora) e lembranças de marmelada, baunilha e leves torrados da madeira acompanham notas de chocolate, algum vegetal e um leve floral, tem final fresco de aroma balsâmico (mentol).
Na prova de boca, tem corpo médio, presença de fruta, torrados da madeira e leve chocolate, redondo e equilibrado no seu conjunto, fino e de agradável passagem na boca, ligeiro balsâmico (mentol) num final de boca que se mostrou médio/longo.
15

07 dezembro 2005

E que tal comprar uma vinha ?

Para todos aqueles apaixonados pelo vinho, que sempre tiveram o sonho de ter uma vinha, e produzir o seu próprio vinho, aqui está a oportunidade...Com uma tradição vinícola de 400 anos, a casa Cal Celdoni, apresenta o projecto Compre uma Vinha, proposta única em Espanha que vai permitir a empresas e a particulares serem proprietários exclusivos de um vinhedo composto por 20 cepas que pode variar em dois lotes (14 cepas Syrah e 6 Chardonnay ou 14 cepas Cabernet Sauvignon e 6 Chardonnay) em Clos Peguera (Conca de Barberà).Segundo este inovador projecto, os proprietários, podem participar desde o cultivo da vinha, decidir as decisões de exploração, apanhar a uva, provas em primeur, provas comparativas de vinhos e uvas e também dos varietais, seguir a evolução do vinho, decidir coupages, formação em enologia, Enoturismo no Castelo Cal Calcedoni com direito a reserva de espaços na adega para provas com amigos, festas e actividades exclusivas para os proprietários, Catering «El Bulli» e todo um mundo a que poucos têm direito.O factor escolha do tipo de garrafa também é possível, tal como o rótulo personalizado.Dispondo anualmente de garrafas de vinho das cepas de Cal Celdoni, desenhadas por grandes enólogos, e personalizadas ao gosto do cliente. Serão 42 garrafas por ano, 30 de tinto (18 de selecção e 12 de autor) e 12 de branco (6 estágio em barrica e 6 em inox), recebidas em caixa de madeira, assinadas por Ferran Adrià ou por outra personalidade do mundo do vinho.De destacar que dos lotes que fazem os vinhos tintos desta casa, a Touriga Nacional é uma dessas castas.Com tudo isto ainda temos como embaixadores o prestigiado cozinheiro Ferran Adrià e o seu sócio Juli Soler, proprietário do restaurante El Bulli. Parece que a coisa fica por uns 59€ por mês, mas para mais informação o melhor é ir ao site:

http://www.calceldoni.com

05 dezembro 2005

PROVA Quinta de Marrocos Porto 10 Anos

A quinta de Marrocos está situada a 2 km da Régua, junto à estrada Régua-Pinhão, mesmo no coração do Baixo Corgo. A vinha, apenas com 13 hectares, está classificada pela Casa do Douro na classe B. Possui lagares de granito, onde as uvas são pisadas a pé, e armazéns onde o vinho é amadurecido em tonéis de madeira.
A quinta encontra-se nas mãos da família Martins Correia desde 1920. Em 1974, o actual proprietário, César Augusto Correia de Sequeira, herdou de sua Tia, Guiomar Martins Correia, De então para cá, César Sequeira, continuou a fornecer os seus vinhos aos exportadores de Vila Nova de Gaia, como fizeram seus familiares durante várias décadas, mas recentemente começou a vendê-los directamente, o que foi possível face à alteração regulamentar de Maio de 1986 motivada pela nossa adesão à Comunidade Europeia. A família sempre conservou um pequeno stock de vinho para consumo próprio e do pessoal das quintas, donde nasceram os vinhos que hoje estão a ser lançados no mercado, incluindo tawnies, rubies, Portos brancos e Douro VQPRD.
Info retirada do site: http://www.quintademarrocos.com

Com 20%, apresenta-se com tonalidade âmbar escuro.
No nariz é de intensidade mediana, com aromas a iodo, frutos secos, leve fumo, flores (esteva) o álcool aparece um pouco fora do conjunto, aroma a lembrar casca de laranja e algum mel no conjunto.
Melhor na boca, redondo e suave, equilibrado, com entrada frutada (frutos secos), algum torrado da madeira acompanhado de um leve trago a mel de esteva, corpo médio/encorpado com final de boca persistente e acidez a dar frescura agradável ao conjunto.
Mostrou-se um Porto 10 anos simpático e sem grandes euforias.
14,5

03 dezembro 2005

PROVA Trei Hectare Chardonnay 2002

Este vinho de um produtor Romeno, Murfatlar Winery, é proveniente de uma reserva especial com edição limitada da colheita 2002. Este Chardonnay teve estágio em barrica, tonalidade amarelo de concentração mediana e apresenta-se com 13%.
No nariz tem uma entrada fresca e de boa intensidade, com destaque para a fruta bem madura (líchias, pêra, melão, ananaz), acompanhada por leves aromas florais, algum mel, e uma ponta de manteiga e baunilha, aompanhando leves e discretos torrados.
Na boca mostrou-se directo, elegante, fresco, bastante agradável no seu conjunto com corpo mediano e fruta presente, redondo como que amanteigado, leve presença de mel, acidez presente a dar frescura ao conjunto, final de boca médio.
A deixar sem palavras, o preço que rondou uns 0,82€, para um vinho com excelente relação preço/qualidade. 15

02 dezembro 2005

PROVA Coop Borba Syrah 2004

Depois de um Coop Borba Syrah 2003 que foi um sucesso, surge agora a sua nova versão colheita 2004, desta vez já com direito a um estágio de 4 meses em madeira de carvalho francês e americano, e 5 meses em garrafa.
Apresenta-se com 14%, uma tonalidade violeta, de concentração média.
No nariz, mostrou-se fresco de aromas e de concentração aromática intensa, com fruta vermelha e negra (amora, cereja, ameixa) bem madura, em conjunto com ligeiros torrados, baunilha, cacau, perfume de violetas, com ligeiro especiado (pimenta) em conjunto com alguns aromas vegetais, e um fundo mineral.
Na boca tem corpo médio, com destaque para a fruta acompanhada de alguma madeira e algum vegetal. Taninos presentes, suaves e bem colocados, bem estruturado o equilíbrio entre nariz e boca, acidez a dar frescura ao conjunto, que se mostrou com final longo e apimentado.
Um belo Syrah que dá uma bela prova neste momento, mas que com mais algum tempo de garrafa vai ficar muito melhor. Pelo preço na WineShop, cerca de 6€, é uma excelente aposta com grande relação preço/qualidade. 16,5

PROVA Coop Borba Antão Vaz & Arinto 2004

Depois de um Coop Borba Roupeiro 2003, surge como novidade da colheita 2004 um Bivarietal, Antão Vaz com Arinto.
Desta vez o vinho já teve direito a uma fermentação em barrica de carvalho americano e um estágio de 3 meses em garrafa.
Apresenta-se com 13% e uma bonita e suave tonalidade amarelo dourado.
Na prova de nariz, intensidade aromática mediana com o destaque para a fruta madura (ananáz, lima, pêra, maçã) em conjunto com aromas a baunilha, leve torrado da madeira e algum amanteigado com ligeiro toque floral no fundo, em conjunto com uma ponta mineral.
Na boca tem uma entrada fresca e frutada, redondo na boca, taninos suaves, mostrando-se algo guloso com notas de mel a aparecer durante a prova. Acidez bem colocada a dar alguma frescura ao conjunto, mas que poderia estar mais presente. Bom final de boca, com persistência média. Notável a qualidade deste vinho, com um preço mais que atraente a rondar os 2,63€ na WineShop da Coop Borba. Depois do Roupeiro 2003 ser uma boa escolha para o Verão, este novo Antão Vaz com Arinto, a ser uma boa escolha para os tempos mais frios. 16

01 dezembro 2005

PROVA Quinta dos 4 Ventos 2000

Produzido pelas Caves Aliança este vinho que na altura era o topo de gama da casa na região Douro, substituido pelo Reserva.
Das mãos dos enólogos, Michel Rolland e Francisco Antunes, a partir das castas Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca, com estágio de 14 meses em barricas novas de carvalho francês e americano, temos este Quinta dos Quatro Ventos 2000, já com 5 anos de vida, que se apresenta com 13% e uma tonalidade granada de boa intensidade, sem que se note a passagem do tempo. Na prova de nariz, entrada com fruta (negra e vermelha) bem madura, ligeira compota, tudo muito bem ligado com notas de baunilha e um leve torrado. Com o tempo aparecem notas de cacau, café, aromas especiados (pimenta e noz moscada) e fumo.
Na boca, mostrou-se com corpo médio, fruta e madeira bem ligadas, taninos presentes mas muito bem colocados num perfil fino e elegante, acidez a colocar alguma frescura no conjunto, que se mostra de bom nível, faltando algo de corpo para sêr um vinho mais sério. Tem um final médio/longo e ligeiramente especiado. Bom vinho do Douro, bastante elegante. 15,5

PROVA IRREVERENTE 2001

Este vinho Regional Beiras, produzido pela UDACA, pelas mãos do enólogo Carlos Costa Silva, utilizando as castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Jaen com estágio de 4 dias em madeira, e 5 meses em garrafa. Foram engarrafadas 66.653 garrafas sendo esta a nº 57693.
Apresenta-se com 12,5% e uma tonalidade ruby escuro, neste vinho já a caminho dos 5 anos de vida.
Na prova de nariz tem uma entrada com fruta bem madura (amora, cereja e ameixa), leve especiaria (pimenta), um pouco de baunilha e ligeiro cacau, acompanhado de um aroma vegetal com leve floral, bouquet que se mostrou simples e directo.
Na boca é suave e redondo, mostrou-se novamente com fruta, algum vegetal a dar alguma adstrigência ao conjunto, leve acidez a dar frescura. Final de boca curto e ligeiramente apimentado, mostrando-se um vinho correcto, simples e apelativo com um nível que se enquadra dentro de muitos outros, faltando ainda muito para honrar o seu nome. 13,5

 
Powered By Blogger Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Portugal License.