Copo de 3

20 junho 2006

PROVA Herdade das Servas Reserva 2003


O vinho aqui provado, topo de gama da Herdade das Servas, tem sido seguido com alguma atenção pelo Copo de 3. Quando me foi apresentado, em prova, pelo seu produtor, já demonstrou bastante nível, e verifiquei que assim continua numa última prova realizada
, elaborado pelos enólogos Luís Duarte e Tiago Garcia tem na sua composição, Alicante Bouschet, Touriga Nacional, Syrah e Aragonez, tendo estagiado em carvalho americano e francês, apresenta-se com tonalidade ruby escuro de boa concentração e 15%.
No nariz mostra boa intensidade, com a baunilha a mostrar-se bem integrada com as notas de madeira e fruta vermelha, um vinho onde o trabalho de madeira se mostra muito bem feito, equilibrado e sedutor são palavras que o podem descrever, com boa evolução no copo, frescura presente durante a prova, evolução para café, cacau, balsâmico, floral e alguma compota e umas notas de alfarroba de fundo.
Na prova de boca mostra um corpo com boa estrutura mas bem harmonioso, redondo e muito guloso, a fruta marca presença bem madura e alguma compota, tem uma acidez bem presente a dar frescura ao conjunto, com um leve balsâmico de fundo que o coloca com um final muito bem colocado e de persistência alta.
Um vinho que se mostra cada vez melhor, tem vindo a evoluir muito bem, tem a harmonia e sedução de uma fruta bem trabalhada com a barrica, o preço muito correcto que ronda os 20€
É um prazer beber vinhos assim e foi por tudo isto que foi o escolhido na prova cega dos Reservas 2003 de Estremoz.
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PROVA Dona Maria Reserva 2003

Há mais de 130 anos que se produz vinho na Quinta Dona Maria ou Quinta do Carmo, é na colheita de 2003 que vemos o regresso ao activo daquele que é o seu actual proprietário, Júlio Tassara Bastos depois de nos ter deixado no passado com os famosos Quinta do Carmo Garrafeira 1985, 1986 e 1987, reconhecidos pela sua grande qualidade.
Com um lote composto com Alicante Bouschet (50%) , Aragonês, Cabernet Sauvignon e Syrah com direito a fermentação em lagares de mármores e um ano de estágio em barrica de carvalho francês, sendo engarrafas 17.300 garrafas num vinho da autoria dos enólogos Luís Duarte e Sandra Gonçalves.
Mostra uma tonalidade ruby escura de boa concentração, com 14% e a dar uma prova de nariz com boa entrada a mostrar uma boa intensidade aromática, inicialmente notas de alguma madeira, torrados com algum cacau ainda que leve e em conjunto com baunilha, floral, balsâmico presente em conjunto com fruta vermelha/negra bem madura e ligeira compota, acaba com nota especiada e uma lembrança de licor.
Na boca tem uma boa entrada, a mostra bom corpo, acidez colocada a dar frescura suficiente ao vinho que se mostra fino, redondo e equilibrado, envolvente no palato, bem feito com leve balsâmico em companhia de um toque especiado que lhe confere um final de persistência alta.
Um feliz regresso deste produtor, com um preço a rondar os 25€
17,5

PROVA Encostas de Estremoz Reserva 2003

É a entrada nos topos de gama do produtor Encostas de Estremoz - Vinhos D. Joana, uma estreia com este Reserva 2003 a cargo do enólogo Miguel Catarino, para tal efeito foram escolhidas as castas 50% Touriga Nacional, 35% Touriga Franca e 15% Alicante Bouschet com um estágio de um ano em barricas novas de carvalho francês grão fino e extrafino com mais 10 meses de garrafa num vinho com tonalidade ruby escuro de concentração alta e 14%
Na prova de nariz mostra uma boa intensidade de aromas, com fruta presente e madura, ligeira compota em conjunto com balsâmicos presentes em harmonia com perfil fresco e floral, abrindo para aromas de baunilha com fundo torrado e ligeiro licor.
Na boca mostra-se fresco, com bom corpo, ligeiro cacau com fruta madura presente e fundo especiado (pimenta), leve secura vegetal mas tudo muito bem colocado e harmonioso, final de boca de persistência média/alta com ligeiro toque balsâmico.
Não brilha mais devido a uma falta de maior complexidade, um vinho que se mostra um pouco diferente do normal vinho Alentejano, lembrando outras paragens mais a norte. Tem um preço que ronda os 12€
16,5

PROVA Monte Seis Reis Reserva 2003


O Monte Seis Reis deu que falar com os seus vinhos de 2003, com destaque para os badalados varietais, Syrah e Touriga Nacional. Recentemente foi lançado para o mercado o novo topo de gama desta casa, o Reserva 2003 elaborado pelo enólogo Luís Ramos de Carvalho, elaborado com Touriga Nacional (50%), Syrah(25%) e Alicante Bouschet(25%) teve estágio de 20 meses em barrica de carvalho francês com mais seis meses de estágio em garrafa. Tonalidade ruby escuro de boa concentração, na prova de nariz mostra um caracter com mais vegetal em companhia de algum químico que quase ofusca a prova, a fruta madura um pouco escondida em conjunto com um toque balsâmico mas muito tímido, torrados com baunilha aparecem pouco tempo depois libertando ligeiro floral com algum couro de fundo em parceria com especiaria (canela, pimenta) e final ligeiramente alcoolico. Na prova de boca tem entrada com alguma frescura, acompanhado de uma pronta secura vegetal, com a fruta a aparecer em conjunto com um final prolongado e apimentado, apesar de se mostrar melhor na boca que no nariz mostra um perfil um pouco rústico e com álcool presente, a não mostrar grande harmonia de conjunto com as notas vegetais em destaque e derivados da madeira, sem grande complexidade como se pede a um vinho deste calibre. O preço é algo que não ajuda em nada neste caso, falamos de um vinho com um preço a rondar os 30€ que me parece completamente desfazado da realidade, portanto uma má relação preço/qualidade com a nota final a mostrar isso mesmo. 15,5

12 junho 2006

Fusão de comissões vitivinícolas pronta este mês

O ministro da Agricultura, Jaime Silva, anunciou terça-feira que o processo de fusão das comissões vitivinícolas deverá ficar concluído este mês, devendo passar a existir menos de metade das actuais.
Em declarações aos jornalistas em Viseu, Jaime Silva disse que, respondendo "ao desafio de serem ambiciosos", os responsáveis do sector lhe fizeram a proposta de "passar das actuais 16 regiões vitivinícolas para oito".
"Ainda vou dialogar com o sector este mês para ver se os consigo convencer a reduzir ainda mais", adiantou, frisando que "o ideal era que houvesse uma coincidência com a reorganização administrativa do país", ou seja, cinco comissões vitivinícolas.
"Mas não faço questão disso. É um sector que está maduro para assumir responsabilidades e portanto vou tentar ainda convencê-los a reduzir uma ou duas", acrescentou.
Também no que respeita à certificação dos vinhos, o governante espera anunciar o que pretende fazer em breve.
"Irá ficar ligada directa ou indirectamente às comissões vitivinícolas e ai é que gostaríamos que fossem menos (entidades certificadoras), para lhes dar mais sustentabilidade", adiantou.
Jaime Silva lembrou que a certificação do vinho "já hoje é feita por organismos profissionais", sendo que, "basicamente, o que fará a administração pública no futuro é a auditoria dessa certificação, para assegurar ao consumidor que tudo está a funcionar".
No que respeita à política europeia do vinho e da vinha, em discussão em Bruxelas, o ministro da Agricultura contou que a posição do Governo português já foi explicada à comissária da Agricultura.
"Explicámos-lhe que o sector do vinho é um sector prioritário para nós. Temos potencialidades e um mercado relativamente equilibrado", afirmou aos jornalistas.
Por isso, pretende que "a reforma permita aos Estados-membros desenvolverem o sector em qualidade e que, no futuro, as áreas que foram reduzidas ou retiradas da produção, possam potencialmente ser reintroduzidas".
Jaime Silva esclareceu não ver "necessidade de se privilegiar o arranque" da vinha em Portugal, dando como exemplo o caso do sector dos vinhos verdes onde "ainda há margens de produção e não houve renovação, as castas são as mesmas, há pequenos produtores".
No entanto, considera que "seria demagógico" dizer que ia negociar "para ter mais áreas de produção para poder plantar novas vinhas", quando ainda há muitas para reconverter na Beira Interior, no Norte e no Algarve.
"Estamos numa fase de reconversão, em que nalguns sectores de produção há alguns excedentes estruturais. Nós só poderemos pensar em aumentar áreas quando tivermos isto equilibrado", sublinhou.
Segundo o governante, o objectivo de Portugal é ter "flexibilidade dentro da reforma, que salvaguarde o trabalho que já foi feito até hoje".

Fonte:
AgroNotícias

09 junho 2006

Copo de 3 na Revista DOVINHO

A revista da Vinalda, de nome DOVINHO deu destaque com um artigo da autoria da jornalista Maria João de Almeida, ao tema O Vinho na Internet, onde de forma abrangente se destaca que «Através da internet, o cibernauta pode descobrir o vinho sobre outra perspectiva. Uma ferramenta útil para quem se quer manter informado e actualizado neste sector. »
Já no que toca a blogs, atenção que o Copo de 3 não ultrapassa as 10.000 visitas por mês mas sim ultrapassa as 10.000 visitas, o mesmo pode ser lido:
Já ao nível dos blogs, existem vários, maioritariamente idealizados por enófilos ferrenhos. Sobressai o http://copod3.blogspot.com , que já ultrapassa as 10.000 visitas/mês, na medida em que é um trabalho bem conseguido, assumindo o objectivo de dar a conhecer o mundo do vinho, seja com notas de prova, visitas a adegas ou outras actividades semelhantes. Outros exemplos menos representativos podem descobrir-se em http://quetalovinho.blogspot.com; (com a descrição de notas de prova mais curtas) http://dovinho.blogspot.com e o http://saca-a-rolha.blogspot.com.

08 junho 2006

PROVA Coop Borba Cabernet Sauvignon & Syrah 2004

Mais um bivarietal da Coop de Borba, desta vez um vinho que segue uma das duplas mais famosas da enologia Australiana aqui revista em mais uma edição, com 4 meses de estágio em carvalho americano e francês.
A mostrar uma tonalidade granada de mediana concentração, tem 14% .
Nariz com vegetal (leve pimento) aliado a fruta (vermelha e negra) madura com ligeira sensação de compota, frescura leve com toque de chocolate, especiado e ligeiro mineral (laje molhada).
Boca com entrada média, acidez a dar boa frescura, fino e redondo com alguma doçura, harmonioso, secura vegetal ainda que muito leve no final de boca com ligeiro apimentado e de persistência moderada.
Não mostrou grandes pergaminhos, mostrando-se um vinho agradável e bem feito mas longe da qualidade de outros vinhos deste produtor...
15

06 junho 2006

Resultados de `Gosto mais dos vinhos da região´

Quando o Copo de 3 perguntou aos seus leitores qual a zona de vinho que mais gostava, os resultados foram os seguintes (colocados por ordem de mais a menos votado):

Alentejo 36% 35 votos
Douro 36% 35 votos
Dão 14% 15 votos
Terras do Sado 5% 5 votos
Ribatejo 4% 4 votos
Beiras/Bairrada 4% 4 votos
Estremadura 1% 1 voto
Minho 1% 1 voto
Interessante verificar um empate entre Alentejo e Douro, talvez as duas regiões mais destacadas nos últimos tempos, um Dão a aparecer novamente no panorama colocando-se como a 3º Região mais escolhida, os novos vinhos que tem aparecido nos últimos tempos têm feito por tal e ainda bem, as Terras do Sado e os adeptos da Castelão conseguiram uma boa prestação seguidos muito de perto pelo Ribatejo e pelas Beiras/Bairrada com empate entre as duas, revelando que se tem trabalho pela frente, nos últimos lugares uma Estremadura e um Minho (vinhos verdes) apenas com um voto... a Estremadura talvez a precisar de um empurrão, mas pelo que já mostrou tem condições para muito melhor.

05 junho 2006

PROVA Quinta do Cerrado Malvasia-Fina 2004

Com os dias cada vez mais quentes nada melhor que abrir um vinho branco fresco.
A escolha foi um vinho do Dão, do produtor União Comercial da Beira Lda pela sua Quinta do Cerrado, um extreme da casta Malvasia-Fina elaborado pelo enólogo Osvaldo Amado, um vinho que teve direito a 2 meses de barrica de carvalho nacional e posteriormente 1 mês me garrafa para afinar, apresentando-se com 13% e uma tonalidade amarelo citrino com leve esverdeado no rebordo.
Na prova de boca mostra-se com uma boa intensidade aromática, floral presente ao lado de fruta (tropical e algum citrino) madura aliada a uma presença de baunilha em companhia de leve fumo e torrado, tudo muito fresco com passagem melada pelo meio e de fundo mineral.
Na prova de boca tem uma boa entrada, de corpo médio com acidez viva a dar boa acidez ao conjunto, fruto presente com fundo mineral e boa persistência final a mostrar um vinho fresco e vivo na boca a dar uma boa prova e a mostrar-se um exemplar a conhecer por um preço que ronda os 4,5€
15,5

04 junho 2006

PROVA Quinta da Gaivosa LBV 1999

Este LBV da Quinta da Gaivosa foi engarrafado em 2004, curiosamente destina-se ao mercado externo pelo que para Portugal tem de ser encomendado.
Mostra uma tonalidade granada escura com boa concentração e rebordo violeta, muito maduro de aromas, com a fruta em destaque (amora, ameixa) alguma compota acompanhada de ligeiro torrado e toque vegetal, tem uma sensação de torrado e chocolate com balsâmico no fundo. Apesar de não ser muito exuberante na prova de nariz, mostra uma boa harmonia de aromas e um conjunto que se torna bem agradável.
Na boca é redondo e afinado, equilibrado com compota e leve chocolate a darem alguma doçura, acidez bem encaixada no conjunto a dar uma frescura que não o torna enjoativo, fica meio termo entre a potência e a planura com final de boca médio/alto em perfil mais que apelativo.
Um bom companheiro para um final de refeição.
16,5

03 junho 2006

TSF - PESSOAL... E TRANSMISSÍVEL com José António Salvador

Retirado do site da Rádio TSF temos esta conversa bastante interessante com o conhecido enófilo José António Salvador:
O vinho é muito mais do que uma bebida alcoólica. O enófilo José António Salvador dedicou os últimos quatro anos ao levantamento de tudo o que diz respeito à cultura vinícola em Portugal e vem apresentar, na conversa com Carlos Vaz Marques, o ábum em seis volumes que nasceu desse trabalho.
( 20:20 29 de Maio 06 )
Carlos Vaz Marques
 
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