Copo de 3

11 setembro 2006

PROVA Monte dos Cabaços Branco 2005

Monte dos Cabaços Branco 2005
Castas: Antão Vaz, Arinto e Roupeiro -

Tonalidade citrino médio com leve dourado.
Nariz a mostrar boa intensidade, com parte floral ao lado de fruta que bem parece uma salada de frutas com tropical, citrino e alguma fruta branca a mostrar-se com tudo bem maduro e fresco e fundo mineral.
Na boca tem boa entrada, acidez a marcar presença com frescura, fruta presente apesar de a complexidade perder um pouco para o nariz, equilibrado e a dar boa prova com final de boa persistência e mineral de fundo.

Uma novidade deste não tão recente produtor de Estremoz, desta vez o Monte dos Cabaços cuja proprietária é dona do Restaurante São Rosas e da Garrafeira Coisas de Baco em Estremoz onde este vinho se pode comprar por 6,50€ e a procura tem sido muita.

Um vinho que se mostra uma boa estreia e a afinar em anos futuros.
15

PROVA Dom Januário Rosé 2005

Dom Januário Rosé 2005
Castas: Aragonês e Trincadeira - 12% Vol.

Tonalidade rosada com toque avermelhado.
No nariz mostra um aroma fino e muito tímido mostra ligeiras notas de fruta vermelha, com algum vegetal e floral leve com mineral em plano de fundo mas sem dizer muito mais.
Na boca entrada de corpo suave, acidez a dar frescura ao conjunto com fruta vermelha presente muito leve e ligeira presença de açucar residual, final fresco com persistência média.

Mais um rosé do Alentejo, do produtor Herdade das Aldeias com vinhas situadas no concelho de Vila Viçosa. Um rosé que não vem trazer nada de novo, com um preço de 4,5€ a não justificar muito o investimento.
14

07 setembro 2006

Brancos Fiúza com sotaque Francês.

Em pleno Ribatejo onde Joaquim Mascarenhas Fiúza herdeiro de uma tradição familiar já secular no mundo do vinho, junta-se em parceria com o enólogo australiano Peter Bright, nascendo assim a Fiuza & Bright.
Relembro com alguma saudade o Fiúza Reserva 1996, aquele que foi a minha estreia nos vinhos de qualidade do Ribatejo e que lembra um pouco a escola de Bordéus no seu perfil onde junta a Cabernet Sauvignon com a Merlot.
Mas em prova vão estar dois vinhos com sotaque Francês, mas desta vez em versão brancos, por um lado o Fiúza Sauvignon Blanc 2005 e por outro o Fiúza Chardonnay 2005.

Fiúza Sauvignon Blanc 2005
100% Sauvignon Blanc - 12,5% Vol.

Tonalidade não muito concentrada, com uma mistura de dourado muito leve com toque esverdeado.
Nariz com entrada fresca, a componente vegetal está de braço dado com a componente frutada apesar de a intensidade não ser tão grande como eu gostaria, se na primeira temos a sensação de relva e erva, na segunda temos a fruta tropical presente (ananás) leve citrino, ainda se destaca um leve floral com fundo mineral.
Na prova de boca não se mostra com muito corpo, com uma acidez viva bem colocada a dar frescura ao conjunto, a fruta marca presença neste caso com destaque para o citrino e algum vegetal, mineral no final de boca que se mostra com uma persistência final média.

Como marca foi um dos primeiros varietais de Sauvignon Blanc em Portugal, custou cerca de 4€ e está um bom branco, fresco e para um consumo do dia a dia.
15


Fiúza Chardonnay 2005
100% Chardonnay - 5 meses em carvalho americano - 13% Vol.

Tonalidade amarelo dourado de concentração média/alta.
Nariz a mostrar uma boa intensidade de aromas, fruta presente com maçã verde e fruto tropical (ananás) em boa companhia com alguma baunilha, com algum agitar do copo surge um leve aroma a rebuçado de mel, untuosidade, floral, frutos secos com leve torrado.
Boca a mostrar-se fresco, mediano de corpo, fruto tropical, ligeira untuosidade e final com persistência média, apesar de tudo o que tem de bom no nariz perde depois na boca, faltando mais alguma complexidade e mais corpo, acabando antes do desejado.

Um vinho que custou 4,5€ e que mostra de maneira um pouco tímida as pontencialidades desta casta. Galardoado com a medalha de prata no Concurso Mundial de Bruxelas 2006, é um dos bons Chardonnays de Portugal mas a lista de nomes também não é assim tão grande.
15,5

PROVA Couteiro-Mor Colheita Seleccionada 2004

Couteiro-Mor Colheita Seleccionada 2004
Castas Aragonêz, Trincadeira, Castelão e Alicante Bouschet - estagiou em quartolas de carvalho - 14% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração média alta.

Nariz a mostrar uma boa intensidade aromática, fruta (vermelha e negra) madura e ligeiramente compotada, sensações de mato, esteva, floral com ligeira baunilha em companhia de torrado, fumo, ligeiro cacau e uma brisa mentolada em fundo, tudo muito bem colocado num aroma envolvente.
Boca a mostrar uma boa entrada, corpo com boa estrutura, fruta presente em companhia de leve apontamento vegetal, vinho de final longo e persistente.

Mais um vinho do Couteiro-Mor, neste caso o Colheita Seleccionada, que desde o ano de 1999 tem sido um dos meus vinhos de eleição, podendo ficar esquecido uns tempos na garrafeira que até vai agradecer.
Um belo vinho Alentejano, fiel representante das suas terras, com um preço a rondar os 4€ no Pingo Doce e a mostrar uma belíssima relação preço/qualidade.
16

PROVA Couteiro-Mor Tinto 2004

Couteiro-Mor 2004
Castas: Aragonês, Castelão e Trincadeira - 13% Vol.

Tonalidade ruby de concentração média/baixa.
No nariz mostra-se essencialmente frutado, com leve vegetal de fundo, tudo com intensidade mediana e leve fumo de fundo.
Na boca tem entrada com alguma frescura (ainda que leve), fruta madura num perfil que se mostra equilibrado entre nariz e boca com ligeiro vegetal que não chega a incomodar a prova, mostra leve adstringência na parte final.

Os vinhos deste produtor ano após ano conseguem ter uma boa relação preço/qualidade, um vinho bem feito e uma aposta segura para o dia a dia com um preço a rondar os 2,5€.
15

PROVA Lancers Rosé

Lancers Rosé
Castas: Variedades locais - 10% Vol.

Tonalidade a lembrar o salmão.
Nariz a notar-se a presença clara de carbónico com fruta madura (framboesa, morango) num conjunto com leve sensação de adocicado, alguma frescura ainda que insuficiente.

Na boca temos a presença de agulha derivada do carbónico, corpo leve com mais fruta pesente e sem grandes concentrações a mostrar um vinho simples sem grandes atributos.

É um dos rosés de Portugal mais conhecidos lá fora, o Lancers da José Maria da Fonseca. Por ser vinho de mesa não indica o ano de colheita. Um vinho que apesar do preço de 2,90€ em garrafeira no Algarve, não se mostra à altura de tantos outros que podemos encontrar por preços semelhantes.
11

PROVA Monte das Servas Rosé 2005

Monte das Servas Rosé 2005
Castas: Touriga Nacional e Syrah - 13% Vol.

Tonalidade rosada com toque avermelhado.
Nariz a mostrar boa intensidade aromática com toque fresco e fruta (vermelha) bem presente, ligeiramente especiado e floral, fundo com sensação de rebuçado muito leve.
Boca a mostrar uma entrada fresca com a fruta presente, muito bem integrado todo o conjunto, o açúcar residual não se mostra em excesso e a acidez no final dá uma frescura acertada e faz com que o vinho seja muito agradável sem chegar a enjoar, final com persistência média/alta.

Depois de já ter sido aqui referenciado mais que uma vez, chegou a altura de colocar a nota de prova deste rosé que foi uma das minhas escolhas para este Verão.
Um rosé bem feito, equilibrado e bom companheiro dos dias mais quentes, com um preço a rondar os 3,50€ a mostrar grande relação preço/qualidade.

16

06 setembro 2006

PROVA Chateau Pailhas 2004


Quando se fala de vinho de França, o mar de nomes, regiões e sub-regiões é enorme e claro está que uma fuga aos nomes mais consagrados implica navegar num mar desconhecido onde o risco de se apanhar um autêntico barrete seja grande.
Neste caso foi colocado em prova um vinho de Bordéus, mais propriamente um vinho Bordeaux AOC ou será o mesmo que um Bordeaux Appellation Origine Controlée neste caso Rouge, ganhou prata no concurso de vinhos d´Aquitaine (região de França) e foi engarrafado para a companhia Ginestet.
Apresentando-se com 12,5% e uma tonalidade ruby de intensidade média, as castas presentes não são indicadas.
No nariz apresenta-se com fruta madura, especiaria ligeira, fresco de aroma e alguma componente mais vegetal com leve sensação de chocolate no final. É um vinho que pelo aroma se mostra simples e bastante directo sem muito que mostrar.
Na boca temos mais do mesmo, parte vegetal, corpo simples, fruta presente com especiado no final que é de persistência média/baixa.
Vinho fino, leve e muito certinho em todo o seu conjunto, em minha opinião não vale a pena perder muito tempo com ele, a beber jovem e pelo preço de 6€ temos em Portugal muito melhor e mais barato.
13

04 setembro 2006

PROVA Vertente 2003

Vertente 2003
Castas:Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Touriga Nacional entre outras - Estágio: 12 meses em carvalho francês e americano - 13,5% Vol.

Tonalidade granada de boa concentração.
Nariz a mostrar boa intensidade com um aroma complexo de belo nível, a fruta vermelha e negra marca presença (alguma compota) envolvente e cativante, fumo, baunilha, tabaco, especiarias, ligeiro torrado, caramelo, chocolate, no final um toque floral a lembrar a esteva em final balsâmico a dar uma pitada de frescura ao vinho.
Boca com uma entrada muito elegante, com a fruta a marcar presença, muito fino e arredondado, o equilibrio é palavra de ordem neste vinho, com os taninos muito maduros e uma bela passagem pela boca, com a persistência final a ser alta num vinho altamente recomendável.

Este vinho da Niepoort que nos acompanha desde 2000 vê aqui em prova a colheita de 2003, com uvas provenientes da Quinta de Nápoles (de onde já tivemos um Niepoort Quinta de Nápoles que foi deixado de lado) e do Pinhão, resultante deste trabalho sairam 12.000 garrafas com um preço a rondar os 12€.

É um vinho que se pretende ser mais pronto a beber que os seus irmãos Redoma, Batuta e Charme mas sempre dentro de um perfil fino e harmonioso, aliado a uma qualidade bem conhecida dos vinhos desta casa.
17

PROVA Azamor 2003

Azamor 2003
Castas: Merlot, Touriga Franca e Syrah - Estágio: Carvalho americano e francês - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby escuro de concentração média/alta.
Nariz com boa intensidade aromática, fruta madura (negra e vermelha) com alguma compota, a madeira bem integrada no conjunto, vegetal presente com especiaria de fundo, ligeiro químico e balsâmico, tudo muito bem integrado a dar uma boa prova com alguma frescura.
Na boca o vinho mostrou-se fresco, acidez correcta, mineral de fundo, muito arredondado, com algum vegetal na boca que não chega a incomodar, bom final de boca.

De novo em prova este vinho, a última data de Janeiro pelo que passados estes 7 meses vale a pena ver como está de saúde. O vinho mostrou-se mais uma vez com muito bom nível, e um pouco mais afinado do que na primeira prova pelo que a nota mostra isso mesmo. Vale a pena guardar algumas garrafas pois ainda tem pernas para andar, consumo até 2009 estrando no ano que vem no seu ponto alto.
16,5

PROVA Ázeo 2005 Branco

Ázeo 2005 Branco
Castas:Viosinho e Chardonnay - Estágio: 6 meses carvalho francês - 13% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de boa concentração.
Nariz a mostrar uma intensidade aromática média/alta destaca-se pela qualidade da fruta com citrino de bom recorte, frutos secos torrados, ligeiro floral que lembra o aroma da esteva no monte, ligeira baunilha com mineral de fundo bem presente num perfil fino de aromas e muito refinado com bom equilibrio entre eles.
Boca com mais do mesmo, fruta presente em conjunto com uma acidez muito bem colocada a dar frescura ao vinho, harmonioso com tudo no seu sítio, uma certa untuosidade dá um toque guloso mas nada que seja em excesso, apenas o suficiente para que se diga sim senhor. No fundo um travo mineral acaba com uma persistência alta.

Das terras Durieneses pelas mãos do enólogo João Brito e Cunha, sai em 2004 a primeira versão deste branco que foi um 100% Viosinho, de seu nome Ázeo que em latim significa bago de uva.

Nos últimos anos não têm sido muitos, os brancos do Douro que me conseguiram despertar alguma atenção mas este conseguiu e bem, numa zona dominada claramente pelo vinho do Porto e pelos vinhos tintos o vinho branco é colocado num plano bastante inferior, surge nos últimos tempos uma nova vaga de vinhos brancos onde se nota a cada ano que passa um aumento da sua qualidade.
Este Ázeo 2005 é um fiel exemplo disso, um vinho que se coloca num patamar alto e fiel representativo da zona que o viu nascer, o preço ronda os 12€ e é mais que merecido, sendo que a nota final fica que nem uma luva.
17

PROVA Dom Januário Colheita 2005 Branco

Dom Januário Colheita 2005 Branco
Castas: Antão Vaz e Arinto - 12,5% Vol.

Tonalidade amarelo citrino de concentração mediana com leve toque dourado.
Nariz com boa intensidade aromática dando lugar inicialmente a fruta madura (tropical e algum citrino) em conjunto com leve apontamento a mel de esteva e uma ponta mineral de fundo, o vinho não se mostra muito exuberante mas sim mais contido e num plano simplex mas bem feito e agradável.
Boca com entrada pouco vistosa, nota-se que falta alguma complexidade para melhor acompanhar o nariz, acidez presente em quantidade suficiente mostrando-se no final com algum mineral num final de boca de persistência mediana.

Produzido e engarrafado na Herdade dos Outeiros Altos situada no concelho de Vila Viçosa, este vinho obteve a Talha de Prata no XV Concurso «Os melhores vinhos do Alentejo» realizado pela Confraria dos Enófilos do Alentejo, de relembrar que mais um ano a qualidade não foi suficiente para atribuir o ouro. De um perfil mais que conhecido das terras Alentejanas, relembro que esta ligação Antão Vaz com a casta Arinto pode ser encontrada desde terras do Alto Alentejo até ao Baixo Alentejo, sempre jogando com a fruta da Antão Vaz e a frescura e boa acidez da Arinto.
Em conclusão temos um vinho bem feito, fresco e agradável em que o conjunto se mostra bem afinado, com um preço a rondar os 4€.
15,5
 
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