Para começar, eles decidiram fazer coisas diferentes, como plantar castas tintas numa área tradicionalmente de brancas. Deste modo introduziram o Syrah (na altura não aprovado) e um sistema de condução da vinha bem diferente do local. Em 1998, quando engarrafaram o primeiro monocasta Syrah, tiveram alguns problemas na escolha do seu rótulo, uma vez que a casta Syrah ainda não estava autorizada na produção de “Vinho Regional”. Daí o nome “Incógnito”.
Passado todos estes anos o nome ficou e o vinho em prova já é da colheita 2003.
Castas: 100% Syrah - Estágio: 8 meses em barricas de carvalho americano (50%) e de carvalho francês (50%) - 14,5% Vol.
Tonalidade ruby muito escuro com rebordo azulado.
Nariz de bela intensidade e complexidade, mostra grande maturação de conjunto com muita fruta madura (frutos silvestres) com apontamentos que recordam marmelada. Os empireumáticos resultantes da passagem por madeira estão bem integrados dando uma bela complexidade a todo o conjunto. Temos então suave baunilha, cacau, ervas aromáticas, especiarias (cravinho, canela) que se fundem em brisa fresca de fundo. No final tem um toque balsâmico, num vinho cheio e a mostrar-se bem guloso e pleno de encantos.
Boca com belíssima estrutura, pleno de solidez, com muita fruta madura bem presente com frescura suficiente. Um vinho cheio, redondo, mostra-se com uma ponta de gulodice, que se colmata com toque balsâmico e especiado. Pronto a seduzir e a encantar, em final longo e persistente.
Um vinho que se desmarca claramente dos restantes vinhos do Alentejo, em que o perfil claramente Novo Mundo se mostra em belo nível pronto a dar grandes alegrias.
Este 2003 parece estar num ponto alto para ser consumido, apesar de um pouco longe das performances de outros tempos.
17,5
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