Copo de 3: Adega da Cartuxa
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01 novembro 2016

Cartuxa Colheita Tardia 2011


Um vinho que se insere nas comemorações dos 50 anos da criação da Fundação Eugénio de Almeida por Vasco Maria Eugénio de Almeida. É por isso mesmo um vinho de comemoração, daqueles exemplares raros e únicos que se estimam até ao derradeiro momento de partilha do mesmo. Para muitos que andam mais atentos sabem que não é a primeira vez que a Adega da Cartuxa lança um colheita tardia, remontando as suas primeiras edições aos anos 80. Este segue um caminho diferente e resulta de uma parcela muito especial da casta Riesling que afectada pelo nobre fungo, Botrytis cinerea, da qual se escolheram os melhores bagos a fim de se criar este belíssimo exemplar que na sua fase final estagiou 18 meses em garrafa antes de ser lançado no mercado. Surpreende pela frescura mostrando boa presença de fruta em calda bem fresca, as notas da Botrytis fazem-se notar num conjunto fresco, envolvente e que transmite sensação de untuosidade que no palato ganha outra dimensão de prazer.Com algum tempo no copo expande ligeiramente a sua complexidade, longo, fresco, com um bonito equilíbrio entre doçura/acidez/fruta num conjunto de muita qualidade que nos prende ao copo no final do jantar. Asseguradamente um dos melhores exemplares a ser feito em Portugal, caso tenha a sorte de o encontrar, o preço ronda os 22€ em Garrafeira. 94 pts

03 maio 2016

Cartuxa 50 Anos branco 2012

Em jeito comemorativo do cinquentenário da Fundação Eugénio de Almeida, nasceu este branco em tudo especial criado pelo enólogo Pedro Baptista. Este branco nasce de um lote de várias castas, entre elas Assario, Arinto e Roupeiro, ganha outra dimensão e feito com fermentação com curtimenta completa durante 25 dias. Sem conhecer o aconchego da madeira o vinho apenas viu o frio do inox. Por instante parei e relembrei-me dos primeiros Pêra Manca branco, mas o aroma deste vinho é algo de diferente, mistura a frescura com um bouquet puro e sensual, notas de bolo de laranja, muitas flores, ligeiro arredondamento e uma energia contagiante. Vinho para a mesa, gastronómico com aquela voracidade natural para peixes nobres no forno, lembrei-me porém de uns achigãs com hortelã da ribeira, foi até à última gota. 94 pts

03 fevereiro 2016

Pêra Manca branco 2012

Foi durante largos anos, década de 90, uma presença na minha mesa e na minha garrafeira. Era um vinho que na altura se demarcava claramente da restante concorrência, facto que o elevou a um estatuto superior num ápice. Um vinho que apenas estagiava no frio inox com base na dupla Antão Vaz/Arinto e cuja evolução em garrafa era sempre uma agradável surpresa, mesmo para os mais cépticos. Depois vieram as mudanças, a enologia e a história já sabem. Este pouco ou mesmo nada tem a ver com o do passado, apenas mantém a dupla de castas pois de resto começou a passar por barrica. Quer-me parecer que ganhou nova alma, um perfil moderno e terrivelmente apelativo, fácil de se gostar e de se ficar com vontade de o repetir uma e outra vez, tal como me aconteceu com as primeiras colheitas. Este  Pêra Manca branco 2012 mostra uma muito boa exuberância com um certo arredondamento, muito elegante com fruta (citrinos, fruta de caroço) limpa e madura, especiaria, bonita evolução no copo. Harmonioso e envolvente, sério e a encher a boca de sabor e classe, frescura tem a suficiente que abraça todo o conjunto de forma equilibrada de maneira a que não temos por ali pontas soltas. O trabalho de madeira está nesta altura completamente integrado, um novo perfil que me agradou neste belíssimo branco da Adega da Cartuxa, cujo preço ronda os 22€. 94 pts

21 dezembro 2015

Pêra Manca 2010

É o expoente máximo da Adega da Cartuxa (Alentejo), nascido pela primeira vez na colheita de 1990 e dá pelo nome de Pêra Manca. Sem comparações possíveis com o vinho que já foi no passado e apesar de durante alguns anos parecer ter andado meio perdido, mostrar-se agora nesta colheita de 2010 à altura daquilo a que me tinha acostumado. Obviamente que com todas as mudanças a enologia também mudou e o vinho sofreu os necessários ajustes que demoraram o seu tempo a assentar arraial, porém comanda a finesse e harmonia de componentes, tudo numa toada de pura classe com frescura e fruta de grande gabarito. Na boca enche o palato de sabor e com belíssima harmonia, estruturado com raça e energia, capaz de evoluir por largos anos. Diga-se que é dos que se bebem com imenso prazer, sem cansar e apetece sempre mais um copo e outro até que a garrafa fica vazia. É a todos os níveis um grande vinho, que se soube reencontrar no caminho da glória que conquistou nos anos 90. Mais que um Clássico é um Ícone dos vinhos de mesa em Portugal com um preço que na loja do produtor ronda os 100€ por garrafa. 95 pts
 
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