Vai já na segunda edição este rosé criado pela Azores Wine Company, que se mostra a meu ver mais afinado e sem tantas pontas soltas. Mantém a mesma linha de grande frescura, contenção aromática com fruta vermelha em plano discreta, num conjunto dominado por alguma austeridade, num perfil seco e cheio de nervo. Marca o palato pela fruta bem delineada, que no imediato se deixa dominar pela austeridade mineral que tem no fundo, o preço por garrafa ronda os 12€ e é um grande companheiro de comida oriental. 89 pts
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10 agosto 2016
16 janeiro 2015
Tinto de Castelão by António Maçanita Reserva 2010
A casta Castelão será na actualidade uma das castas mal amadas do panorama nacional, terá sido vezes sem conta retirada do mapa e mesmo dos rótulos para dar o lugar a nomes mais sonantes embora menos acostumados aos terrenos que vieram pisar. Esta casta, Alentejana de gema, ganhou fama por terras da Península de Setúbal carregando às costas a marca que durante tanto tempo lhe deu nome, Periquita, mas nem nas terra das areias a casta conseguiu convencer, sendo em muitos casos o seu vinhedo mais velho substituído pela febre da Touriga Nacional. Curiosamente ou não, no Alentejo ainda permanece a terceira casta mais plantada, local onde António Maçanita (FitaPreta) decidiu ser uma vez mais contra corrente e lançar um tinto de Castelão, um tinto que tal como a casta soube esperar para melhor se mostrar. Para tal estagiou 24 meses em barrica mais 20 meses em garrafa, tiragem curta (garrafa 0392 de 2636) com preço ajustado a rondar os 18€.
A casta que nunca teve fama de ter grande concentração, apresenta-se neste vinho a proporcionar um imediato sorriso nostálgico a quem o prova. Como se afirma no contra rótulo, a algo vindo do passado e que nos mostra no imediato o erro de alguns lhe virarem costas. Quem se recorda dos grandes Castelão da zona de Setúbal encontra aqui algo do seu agrado, um belíssimo exemplar cheio de frescura com a marca vincada do Alentejo. Muita fruta presente, madura e com ligeira compota, folha de tabaco, cacau, conjunto ainda denso a dizer que o tempo ainda tem muito que lapidar por ali. Cresce no copo, boa estrutura de suporte num conjunto muito prazenteiro, fresco, fruta muito saborosa a estalar na boca, termina fresco com travo especiado, longo e persistente. A festa é completa com um Arroz de Pato no Forno. 92 pts
03 março 2012
Preta 2007
O aroma firme e complexo que o Preta 2007, da Fita Preta Vinhos, debita no copo é de se tirar o chapéu, não é um aroma impositivo nem austero, não, é um aroma envolvente, muito Alentejano na maneira de ser. Com a fruta preta gorda e madura, no pingo da doçura com compota de amoras e mirtilos, mas com boa frescura e toque floral. A barrica por onde passou segurou-lhe a alma, refinou-lhe o espírito, especiado com pimenta preta em destaque, fumo e chocolate preto. Na boca mostra-se amplo, denso, fresco, boa presença com passagem descomplicada, muito pronto a beber, especiado e harmonioso, sente-se vigor da fruta que quase se mastiga, profundidade e boa persistência final. O lote composto por Touriga Nacional (50%) Alicante Bouschet (35%) e Cabernet Sauvignon (15%) num vinho que com um tempo de cave ganha um refinamento da sua complexidade muito bom. Ligou bem com o dito cujo "hamburguer" uma vez que a carne grelhada com sabor intenso, notas de fumo, especiaria, a força do queijo e a gulodice da fruta a ligar com a cebola caramelizada, ligou tudo muito bem com o frescura, sabores e estrutura do vinho. 92 pts
17 janeiro 2011
FitaPreta 2007
Nariz maduro de aroma, fruta (ameixa, amora) em compota com alguma doçura presente, tem boa expressividade e frescura suficiente para não o tornar muito pesado. Madeira aporta cacau, especiarias e leve baunilha, tudo harmonioso, muito moderno e bem pronto a beber
Boca de estrutura média, fruta presente com a madeira e seus contributos ao nível do encontrado no nariz, arredondado e harmonioso com frescura ligeira, leve adocicado a meio palato, com final a mostrar-se de persistência média.
Um vinho cujo preço ronda os 9€, muito pronto a beber e a dar prazer, fácil na abordagem, está muito apelativo, apesar da pontada adocicada que quer mostrar dar notas que não será vinho para grandes guardas. É beber enquanto não sai a nova colheita, que os vinhos como este são feitos para serem desfrutados enquanto são novos. 15,5 - 89 pts
15 dezembro 2010
FitaPreta branco 2009
FitaPreta branco 2009
Nariz com frutos citrinos, alperce e o ananás em boa quantidade, mediano na intensidade e na complexidade, alentejano calmo com alguma frescura a contrabalançar as sensações de calda que lhe conferem algum toque mais "morno". O final é marcado por agradáveis e suaves notas minerais que se misturam com todo o restante conjunto.
Boca com entrada fresca e muito correcta, corpo a mostrar-se centrado no peso da fruta com o pingo da doce calda que dá ao vinho uma sensação de arredondamento e ao mesmo tempo sensação de maior largueza, a acidez limonada porta-se bem e estica até ao final de boca com apontamento de mineralidade, em persistência média.
É um branco do Alentejo bem apresentado, por um lado mostra a casta Antão Vaz de uma forma eficaz, se bem que com uns toques frescos ao lado da casta Roupeiro, mas no conjunto resulta um vinho bastante agradável a um preço que ronda os 8€. 15,5 - 89
23 outubro 2010
Sexy by Fita Preta
| Sexy branco 2009, Sexy Rosé 2009 e Sexy tinto 2009 |
Sexy é o arrojante e atraente nome que o projecto Fita Preta arranjou para os seus vinhos de entrada de gama. Se o nome por si só já chama a atenção, os rótulos fazem o resto do trabalho, cativando a compra destes vinhos cujos preço cerca de 7€ se revelou, num mais que noutro, sensato para a qualidade oferecida. São na sua essência vinhos para serem consumidos no imediato, num consumo de curto prazo a fim de tirar máximo partido da frescura da fruta que mostram. Os vinhos de consumo a médio e longo prazo desta empresa vão ser alvo de prova mais para a frente.
Sexy branco 2009 : São 10.000 garrafas, vinho feito à base de Roupeiro (50%), Verdelho (30%) e Viognier (20%), apenas 10% passou por barricas novas de carvalho francês. Mostra aroma de mediana intensidade, frutado com nota de fruto tropical, citrinos e alguma fruta de polpa branca, frescura, conjunto compacto e jovem, mistura-se com sensações vegetais onde se destaca aroma a chá e ligeira sensação de arredondamento lá no fundo do copo. Boca com entrada fresca e ligeiramente frutada, mediano em estrutura com passagem agradável e persistência final moderada. 15 - 87 pts
Sexy rosé 2009 : São 15.000 garrafas com Touriga Nacional a meias com Aragonês, em que só conheceram o frio do inox. Um rosé onde se destaca um aroma fresco centrado na fruta vermelha com leve toque floral, entendimento bom entre as castas, tendencialmente para a secura (sem grandes doçuras associadas) o que é sempre bom sinal. Na boca revela boa elegância e frescura, frutado com toque de vegetal fresco a terminar em boa persistência. 15 - 87 pts
Sexy tinto 2008 : São 65.000 garrafas onde o lote é constituído por Touriga Nacional, Syrah, Aragonês e Cabernet Sauvignon. Aroma sem despontar grande complexidade, frutado e jovem, com frutos do bosque e ligeiro travo vegetal fresco a despontar criando uma ligeira austeridade vegetal que se dilui em toque fumado, baunilha a criar algum aconchego. Sensação morna, harmonia de conjunto onde tudo parece querer agradar. Boca com corpo mediano a revelar sintonia com a prova de nariz, macio, frescura ligeira, guloso a mostrar leve doçura da fruta, bastante equilibrado e apetecível. 15,5 - 89
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