Copo de 3: Herdade da Cardeira
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15 novembro 2013

Cardeira Reserva 2010

Cativou-me pelos primeiros aromas que debitou no copo este Cardeira tinto em formato Reserva 2010. Alentejano vaidoso com um extra de charme acrescentado pela barrica de boa qualidade onde nadou, coisa boa portanto, depois é fruta grossa e bem madura, redonda, com muito suco à mistura. Embrulha-se tudo em tosta, baunilha, cacau morno e algum pelo na venta. Mostra-se bom de corpo, presença acima da mediania, muito bem por sinal. Tudo para afinar, o vinho apesar de algum atabalhoamento que tem, aqui precisava de um pouco mais de descernimento e definição naquilo que tem para mostrar, dá prazer e acompanhou muito bem um cozido de grão. Preço alto a rondar os 20 e picos euros. 91 pts

02 outubro 2013

Cardeira 2010

Nas deambulações pelos vinhos que vou provando, calhou a vez ao Cardeira 2010, proveniente do Alentejo ali bem perto de Borba (Herdade da Cardeira). O tinto com preço de 7,60€ mostrou-se com leve químico no início,  coisa que lhe passou com o rodopiar no copo, destapa a fruta preta suculenta e madura, num conjunto que se sente com boa frescura, aromas de tabaco, flores, vegetal de rama, tudo moldado num conjunto de pequena complexidade. Na boca marca o palato o sabor de uma fruta cheia de sumo, travo de compota, apelativo sem grande largura ou comprimento, digamos que é mediano na espacialidade mostrando-se com final de persistência média. Sente-se aqui o travo de um vinho do Alentejo, sente-se aquele arredondamento que fará as delícias dos apreciadores do estilo, ainda há um Reserva que será alvo de atenção mais à frente. 89 pts

30 julho 2013

Cardeira branco Reserva 2012

Este é o branco topo de gama da Herdade da Cardeira, sente-se aqui uma clara diferença para melhor face ao colheita 2011 já provado, até ver é nos tintos que este produtor melhor se apresenta, já lá irei. Neste caso nota-se o aconchego das barricas de carvalho Francês onde descansou durante 6 meses, muito mais harmonia de conjunto num perfil menos bruto onde o álcool parece estar domado e integrado. Na prova sente-se frescura e "leveza" da Arinto a combinar com o peso da fruta da Antão Vaz, tudo envolto em leve baunilha, num conjunto bastante harmonioso. Sem ser tão agreste como o mano mais novo, revela mais finesse no trato, parece que na passada das colheitas se vai conseguindo afinar o perfil pretendido. Gostei bem mais deste vinho que do anterior, apesar do preço indicado que ronda os 10€ não mostrar uma boa relação preço/satisfação. Na boca mostra-se mediano com sabor frutado a destacar um toque citrino (lima, limão) com boa frescura no final. 89 pts 

Cardeira branco 2011

A Herdade da Cardeira situada na Orada (Borba) foi adquirida em 2010 pelo casal Suiço, Erika e Thomas Meier. Os vinhos são elaborados em estreita parceria com a bem conhecida Quinta do Zambujeiro. Nos dois brancos produzidos domina por completo o clássico duo do Alentejo, Antão Vaz e Arinto. Neste caso o vinho mostra um aroma sem grande exuberância ou definição, com fruta fresca (citrinos, tropical) madura e suave toque floral, num conjunto onde o álcool ainda que de forma algo dissimulada espreita o suficiente para distrair e até incomodar. Na boca tem frescura, mediano de copo, repete-se o encontrado anteriormente no nariz, leve amargo no final de boca com toque novamente de álcool a querer estragar a festa tirando-lhe grande parte do interesse durante a prova e a nota final reflete isso mesmo. 84 pts
 
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