Copo de 3: Luís Pato
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10 dezembro 2013

Luís Pato Pé Franco Vinha das Valadas 2011

É o mais recente "brinquedo" a sair da adega de Luís Pato (Bairrada), o novo irmão do Quinta do Ribeirinho Pé Franco, a dar pelo nome de Vinha das Valadas Pé Franco. O que os difere será o solo onde as vinhas de Baga estão instaladas, na Vinha das Valadas é argilo-calcário enquanto que no Ribeirinho é arenoso. Numa manhã em que o produtor carinhosamente nos brindou numa inesquecível vertical de Quinta do Ribeirinho Pé Franco e Vinha Formal, culminou com a apresentação deste novo "brinquedo" que vai ser caro e raro. Destaca-se o rótulo numa clara piscadela de olhos ao mercado Asiático é mais que visível nos detalhes do rótulo, mais uma vez a genial veia comercial de Luís Pato a trabalhar. Está previsto um aumento de produção mas teremos de esperar por novo lançamento, no entanto deste 2011 apenas foram engarrafadas 23 magnuns e 20 garrafas... coube a honra de abrir a nº2.

Numa passagem pela sala de barricas onde se provou entre outros aquele que vai ser o Ribeirinho Pé Franco 2011, a comparação com este Valadas foi obrigatoriamente alvo de conversa entre todos os presentes. O vinho aproxima-se mais a um Barrosa no estilo do que de um Ribeirinho Pé Franco, os barros fazem aqui toda a diferença, a Baga torna-se gulosa e o vinho fica mais macio sem perder estrutura e energia, direi em tom de brincadeira que ficou mais Alentejano. Muita finesse de aroma, mais pronto a beber e menos aguerrido que o Ribeirinho, sedutor com frescura, complexidade muito boa com toques de fruta (mirtilos, cereja ameixa preta) bem madura acompanhada por toque de mocha café, ligeiro fumado com ervas aromáticas em fundo. Na boca explosão de sabor, estruturado e com toque de chocolate a envolver a fruta muito limpa numa passagem cheia de glamour e frescura que o guia num fundo cheio de nervo e que lhe vai proporcionar longa vida em garrafa. Enorme evolução no copo, um vinho que se bebe e volta a beber e quando queremos mais um copo já acabou... 95 pts

14 novembro 2013

Luis Pato Vinhas Velhas branco 2012

O famoso Vinhas Velhas de Luis Pato (Bairrada) anda com nova roupagem, perdeu aquela cápsula dourada que o destacava entre a multidão, no entanto o vinho continua bem fiel às origens mantendo toda a sua voracidade por tempo de garrafa. Feito com Bical, Cerceal e Sercialinho sem qualquer passagem por madeira, é daqueles vinhos que se alimenta de tempo em garrafa, cresce com isso, evolui e surpreende pela refinada complexidade que então debita no copo. Este que agora falo é o 2012, muito coeso com o aroma a ser uma amalgama de citrinos maduros, pederneira e leve vegetal. Na boca é a frescura que o guia, mineralidade de fundo, marcante no palato com citrinos, fruta de caroço e sensação de algum arredondamento ainda que muito ligeiro. Vinho com muita garra, nervo, direi que muito novo e que precisa de dormir. Por pouco mais de 6€ temos acesso a um belíssimo branco. 92 pts


15 outubro 2013

Homenagem DLR 2011

Na saudável irreverência e genialidade que Luís Pato mostra ter para criar verdadeiras obras de arte, lá mais para a frente irei dar destaque a outras tantas, destaco este branco não comercializado feito em homenagem ao ilustre jornalista do Público, David Lopes Ramos, um apreciador dos vinhos brancos da Bairrada, pela subtileza e complexidade que só os grandes vinhos proporcionam, que infelizmente já não se encontra entre nós. 

Um branco bairradino feito a partir da casta Cerceal da Bairrada, plantada na Vinha Formal, que vai envelhecer por mais de uma década sem grandes problemas e que não poderia deixar de passar em claro. Numa breve busca nas minhas notas, este branco destaca-se na linha dos melhores provados este ano, o que me leva a questionar se a partir deste vinho não irá nascer uma nova marca deste produtor. O aroma é complexo, fresco e perfumado, com boa exuberância e uma delicada envolvente de notas de fores brancas e amarelas, pederneira, geleia de alperce bem fresca, fruta muito limpa e de grande qualidade, profundo e muito coeso. Na boca é amplo, arredonda e depois explode com sabores de fruta e flores, mineralidade a forrar o fundo, belíssima acidez que lhe percorre todo o corpo, sempre com muito nervo e a mostrar que está feito para durar muitos e longos anos. 95 pts
 
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