Copo de 3: Moscatel Roxo
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09 agosto 2018

DSF Moscatel Roxo Rosé 2017


A Colecção Privada de Domingos Soares Franco (José Maria da Fonseca) mostra uma linha de total liberdade no que toca ao perfil de vinho apresentado colheita após colheita. Nesta rosado onde se tem como base a casta Moscatel Roxo, o vinho ganha um perfil muito cativante e atraente pelas suas fragrâncias num tom libidinoso associado a uma acidez que lhe confere a dose certa de frescura. Um festim para os sentidos, uma delicia no copo que se move com elegância e suavidade. Dá uma boa prova conseguindo balancear leve docinho com ponta de secura, mediano no corpo, fruta e flores, sem exageros é delicado mas com boa presença. 9,90€ 90 pts

25 outubro 2017

Alambre Ice


Foi a partir de uma prova que a equipa de Enologia da José Maria da Fonseca fez de um espumante de Icewine Canadiano, que nasceu a ideia de fazer algo com perfil semelhante, embora da região da Península de Setúbal. Com base num vinho generoso Moscatel Roxo de Setúbal 2005 e após um trabalho árduo de enologia, nasceu o primeiro Espumante Licoroso de Portugal, o Alambre Ice. Devido à grande viscosidade do vinho, são 185 g/l açúcar residual a libertação de bolhas não é visível. No entanto, são percetíveis no paladar, dando o crocante, tão normal em vinhos espumantes. Tudo resumido é muito mais do que uma mera curiosidade, é um miminho bom que se serve no final da refeição ao lado de sobremesas mais delicadas. Notas de geleia de toranja com apontamento de fruto seco, tudo com conta peso e medida. Bem concentrado com a doçura compensada na boca pela boa acidez e pela finissima bolha que lhe dá uma vivacidade inesperada. Ronda os 28€ na loja online do produtor. 91 pts

29 março 2016

Alambre Moscatel Roxo 2010


A última novidade a ser lançada pela José Maria da Fonseca no que a Moscatel diz respeito foi este Alambre Moscatel Roxo 2010. Um Moscatel Roxo de entrada de gama a permitir o acesso a um público mais alargado (custa 12,49€ em grande superficie comercial) uma vez que os generosos feitos a partir desta casa são por regra mais caros que os restantes. Assim resolveu-se apresentar um Moscatel Roxo mais jovem e moderno, fresco, directo e sem toda a complexidade e mesmo densidade que por exemplo um Roxo 20 Anos nos apresenta. É um vinho com a qualidade que o produtor em causa já nos acostumou, mas que se bebe de forma descontraída em fim de tarde no terraço com os amigos. E esta abordagem mais directa faz falta porque nem tudo na vida tem de ser encarado de fato e gravata, em tom formal porque o vinho que nos deitam no copo assim o exige. Por aqui e neste caso com o Alambre Moscatel Roxo 2010 vive-se um clima festivo, num conjunto que da maneira como se mostra convida a isso mesmo, fresco, apelativo, conjuga o trio doçura/acidez/concentração de tal forma que se torna um sucesso imediato à mesa. 91 pts
 
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