Copo de 3: Vinho de Mesa
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25 outubro 2017

Alambre Ice


Foi a partir de uma prova que a equipa de Enologia da José Maria da Fonseca fez de um espumante de Icewine Canadiano, que nasceu a ideia de fazer algo com perfil semelhante, embora da região da Península de Setúbal. Com base num vinho generoso Moscatel Roxo de Setúbal 2005 e após um trabalho árduo de enologia, nasceu o primeiro Espumante Licoroso de Portugal, o Alambre Ice. Devido à grande viscosidade do vinho, são 185 g/l açúcar residual a libertação de bolhas não é visível. No entanto, são percetíveis no paladar, dando o crocante, tão normal em vinhos espumantes. Tudo resumido é muito mais do que uma mera curiosidade, é um miminho bom que se serve no final da refeição ao lado de sobremesas mais delicadas. Notas de geleia de toranja com apontamento de fruto seco, tudo com conta peso e medida. Bem concentrado com a doçura compensada na boca pela boa acidez e pela finissima bolha que lhe dá uma vivacidade inesperada. Ronda os 28€ na loja online do produtor. 91 pts

19 março 2014

PL/LR Velho Mundo XI

Este vinho de mesa, o ano apenas se dá a entender pela numeração romana no rótulo, resulta de um projecto Paulo Laureano/Laura Regueiro onde se juntam uvas da Vidigueira (Alentejo) com uvas do Baixo Corgo (Douro). Neste caso específico foi utilizado Antão Vaz, Gouveio, Viosinho e Malvasia, onde apenas a uva do Alentejo estagiou em barrica. Se há o direito a criar, a fazer ou a inovar também há o direito a opinar sobre a obra apresentada e nesta perspectiva direi que o vinho me soube a pouco. Foi-me apresentado com entusiasmo mas não lhe achei muita graça, um vinho balofo onde tudo aparece pesado, com pouco movimento de cintura, numa amálgama demasiado redonda e pesada sem que venha uma acidez cortante e vincada a salvar o conjunto. Pouco esclarecimento ou definição apesar de dar uma prova boa mas não passa disso mesmo, com várias tapas que lhe foram sendo lançadas em jeito de salva vidas nenhuma o conseguiu trazer à tona... até mesmo um queijo de ovelha no forno lhe passou literalmente por cima tal a falta de frescura, algo que a temperatura a aumentar no copo transformaram este branco num verdadeiro naufrágio. 88 pts 

13 janeiro 2014

Uniqo Touriga Nacional 2010

Lançamento Uniqo e exclusivo da Companhia das Quintas, um vinho emocionante que junta num lote da colheita de 2010 as melhores uvas de Touriga Nacional da Quinta da Fronteira (Douro Superior); Quinta do Cardo (Beira Interior); Quinta de Pancas (Lisboa) e Herdade da Farizoa (Alentejo). Estes lotes de Touriga Nacional estagiaram em barricas novas e de um ano (50%/50%) de carvalho francês durante vinte meses e depois seguiram-se doze meses de envelhecimento em garrafa, numa quantidade limitada de 3.300 garrafas e com um PVP Recomendado de 19,90€. 

É mais que um simples varietal, assistimos aqui a um puro vinho de lote, completo e complexo, sério, estruturado e repleto de encantos com muita vida pela frente. No início levemente austero cresce no copo para toda a opulência da fruta (ameixa, amora) carnuda e madura, fresco com toque balsâmico, cacau e floral. Nada forçado, robusto e elegante, coeso, sem artificialidades e a mostrar-se com apontamento de baunilha que confere sensação de ligeira cremosidade.  Na boca temos o complementar do nariz, estruturado mas a dar muito boa prova, ligeira secura no final de boca num todo saboroso, fresco e a dar muito prazer. Um Touriga Nacional de grande qualidade a merecer uns bons nacos de novilho no carvão para o acompanharem. 93 pts

05 setembro 2011

Cedro Mini Vinho Branco

Não faz muito tempo que foi lançada no mercado esta nova marca de vinho branco, o Cedro Mini, na realidade é uma ideia inovadora com toque de arrojo no conceito e também de alguma provocação, um puro branco de esplanada ligeiramente gaseificado (que vai saindo com o tempo de copo) e a preço mais do que convidativo. O objectivo parece ser o fazer com que se deixe de pedir uma imperial e venham para a mesa umas garrafitas deste branco, que simula o tamanho da Mini... da minha parte nada contra, uma vez que este branco sem ano de colheita, feito com Maria Gomes e Bical na Real Cave do Cedro (Anadia) com 11% Vol. não envergonha e até se mostra bem melhor do que alguns brancos com ano de colheita.
O que aqui temos é um vinho a beber fresco, muito fresco, em conversa ou sem ela, tornando-se um bom companheiro de esplanada, bebe-se descontraidamente, assenta na simplicidade e frescura de conjunto, tem lá o toque da fruta e do floral, todo ele agradável mas nada de mais... é o que é e a mais não é obrigado. E as pratadas de conquilhas agradeceram de que maneira esta nova companhia.
 
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