Copo de 3: Nova Zelândia
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26 janeiro 2011

Conceito Sauvignon Blanc 2010

Engane-se quem pense que este é mais um Sauvignon Blanc oriundo do Douro, pois não é e ainda bem... é sim a mais recente aventura da enóloga Rita Marques, depois do primeiro Bastardo e com um Vin de Paille na calha, desta vez é da na Nova Zelândia, a segunda terra natal da casta Sauvignon Blanc logo após o Vale do Loire. A casta por si produz alguns dos mais fascinantes brancos do mundo, sendo que na Nova Zelândia se mostra mais exuberante plena de exotismos, por vezes a mais do que é necessário o que poderá tornar os respectivos vinhos enjoativos ao melhor estilo Secret Stone por exemplo. Mas o nome mais falado, ou mais comercial no que a Sauvignon Blanc diz respeito oriundo da NZ, é sem dúvida o Cloudy Bay... um vinho que por estas alturas é mais a fama que goza do que o proveito que tiramos dele... mas a conversa estava animada e um pouco antes de uma fantástica Bouillabaisse ser servida foi provado este Conceito New Zealand 2010, um branco novo mundo em que é de aplaudir a presença da rolha de cortiça em vez da já usual rosca tão na moda por aqueles lados.

De aroma não engana, é Sauvignon Blanc por todos os lados, aqui note-se que há cuidados para a casta não nos massacrar o nariz com excessos, é comedido e muito fresco, bom de exuberância... como eu gosto, tem o toque verdasco e ácido do espargo verde, relva cortada, tem uma tropicalidade da fruta muito bem encaixada, limão, fruta limpa sem artifícios extras de mousses ou de geleias... é apenas fruta e da boa, da que apetece trincar e ficar com o sumo a escorrer. A enóloga já tem acostumado os consumidores nos seus brancos do Douro a estas coisas, aqui voltamos à mesma precisão, rigor, mineralidade misturada com tudo o resto, hortelã pimenta... tudo bem definido em belíssima harmonia e a parecer ter um toque de arredondamento pelo meio. Apetece cheirar, apetece beber e quando damos por isso ainda nem o metemos à boca.


Ora na boca é a frescura e a pureza de conjunto que manda, com fruta presente ao nível do nariz em boa concentração num vinho de corpo médio, a tal ligeira sensação de arredondamento surge novamente, ainda que ligeira, tudo com boa amplitude em espacialidade forrada por uma acidez fresca e com boa vivacidade, toque de rebuçado tutti-frutti num vinho onde a mineralidade é ponto assente no plano de fundo. A dar muito prazer beber e mostra ser um belíssimo exemplar da casta naquelas paragens.


O que dizer de um vinho que nos conquista pela maneira como se mostra, por tudo o que tem de bom e pela bela companhia que faz à mesa ? O rótulo é mais uma vez muito bem conseguido, certamente neste caso será um branco a ter muito em conta e muito em casa, que quando o calor do Verão apertar quero ter umas por perto. O vinho ainda não foi lançado no mercado pelo que não consigo dizer o preço, mas 15€ seria um preço bom para a qualidade apresentada, tendo em conta que o tal Cloudy Bay ronda esses mesmos valores quando comprado em locais onde a expeculação não faz o seu trabalho. Sim, para mim este Conceito é bem melhor que o do Cloudy Bay. 17 - 92 pts

26 março 2009

Silverlake Sauvignon Blanc 2006

Após aquele instinto de cozinhar algo rápido para jantar, mas que ao mesmo tempo até se vai pensando com o que acompanhar dito prato, eis que dou por mim a vaguear no meio das garrafas para escolher um branco que se apresentasse com um mínimo aceitável de acidez, sem passagem por madeira e com perfil a recair mais nos ventos tropicais.
Encalhei num branco encalhado, pelo ano de colheita (2006) pensei eu que ''Já devias ter ido...'' mas dando o benefício da dúvida , como convém sempre dar, lá lhe saltou a tampa... modernices.
A bem dizer, até gosto da gulodice que alguns Sauvignon Blanc apresentam, mais os do novo mundo (este veio da Nova Zelândia) que se perdem em espampanantes aromas de espargos, xixi de gato e até mesmo aquela mousse irritante de manga madura que enjoa muita gente.
Este nem foi dos mais caros, custou cerca de 8€, o que é bom ao comparar com os exemplares Sauvignon Blanc made in Portugal que têm sempre mais de Blanc do que propriamente de Sauvignon.

Silverlake Sauvignon Blanc 2006
Castas: 100% Sauvignon Blanc - Estágio: n/d - 13% Vol.

Tonalidade amarelo limão com laivo esverdeado

Nariz de aroma a entrar no panorama claramente de frutos tropicais maduros e frescos, que deriva para mousse de manga naquela sua ligeira cremosidade, com fundo fresco de espargos verdes acabados de cortar. Tem uma ponta de mineralidade, tudo em conjunto arrumado, com mais exuberância que complexidade.

Boca com entrada fresca, a puxar novamente aos encantos da fruta, aqui já um pouco apagada, com o vegetal fresco (relva cortada) a manifestar-se de igual maneira. Está integro, com harmonia, e ainda mostra ares da sua graça.

Ora lá está, é isto que se espera de um branco acessível face ao preço, proveniente do novo mundo. Mostrando aquele toque de diferença, do que estamos acostumados, caindo depois na mediania entre iguais. Mostrou que deve ser bebido enquanto é novo e que o stock deve ser renovado ao fim de cada ano. É um daqueles casos que serve para mostrar aos amigos que se tem vinho de muito longe e que na Nova Zelândia até nem fazem mau vinho.
Por mim vale a pena ter um ou dois exemplares para acompanhar um prato de tendência mais oriental ou mesmo os devaneios mais condimentados.
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