Copo de 3

26 setembro 2017

MR Premium Touriga Nacional 2012


Segue na linha dos topos de gama do Monte da Ravasqueira (Arraiolos), este monocasta de Touriga Nacional nascido na colheita de 2012. Após 24 meses de estágio em barrica nova, passou mais 20 meses de pousio em garrafa. Foram cerca de 3500 unidades as que sairam para o mercado, à venda na loja do produtor. É um vinho em fase adulta, na senda da qualidade a que a linha MR nos acostumou, aqui também ele dotado de bom descernimento no que toca a aromas e sabores, mostrando uma Touriga Nacional bem fresca e envolvente, com nota floral, cacau, leve balsâmico e apontamento de grafite no fundo. Bonitas sinergias num conjunto de grande finesse, suportado por uma estrutura que lhe permitirá uma vida tranquila por muitos e longos anos. Elegância e frescura num vinho feito para momentos muito especiais. 93 pts

25 setembro 2017

CARM branco 2016


Este branco da CARM (Douro) nasce no Douro Superior pela mão da família Roboredo Madeira. As uvas das castas Rabigato, Códega do Larinho e Viosinho, foram vinificadas na Quinta das Marvalhas, em Almendra. Apresenta-se com frescura, fruta fina bem elegante e a lembrar citrinos com laivo de vegetal fresco e um ligeiro rebuçado. Tem na sua frescura o seu ponto alto, cativando o palato com aquele toque de rebuçado de limão, mostrando-se um vinho que faz boa companhia à mesa. Preço de 7,39€ em garrafeira. 89 pts

Porta 6 2015


O colorido do rótulo chama a atenção, podia ser na primeira análise um qualquer rótulo criado para uma tasca da moda num qualquer bairro alfacinha. Mas não, é de um vinho criado pela Vidigal Wines na região de Lisboa. Neste caso um lote de uvas de Aragonês, Castelão e Touriga Nacional deram origem a um vinho que custa 2,70€ nas actuais feiras da especialidade. Portanto um vinho acessível, de sabores e aromas onde a fruta compotada abunda, temperado com uma pitada de pimenta preta e envolto com frescura suficiente para não ser enjoativo. Lá no fundo tem aquele toque mais agreste dos taninos marialvas que pedem petisqueira farta na mesa. Por mim pode ser um prato de iscas e umas moelas. 87 pts

22 setembro 2017

Branco dos Poços 2015


A Quinta dos Poços (Douro) fica localizada perto da Vila de Valdigem, no concelho de Lamego, e extende-se ao longo de 25 hectares. O lote desde branco é composto pelas castas Rabigato, Viosinho e Gouveio, tendo direito a um estágio em cuba de inox durante 8 meses. Somos brindados no imediato pela simpatia do rótulo, depois o conteúdo faz o resto. Um branco que cativa pela frescura de aromas e pelo nervo que o segura firme durante o tempo que balança no copo. Lá pelo meio surge um ligeiro travo vegetal acompanhado no fundo com uma ligeira austeridade que lhe assenta tão bem. É branco a pedir mesa com boa comida por perto. 90 pts

19 setembro 2017

BSE branco seco especial 2016


Um clássico da José Maria da Fonseca e assumidamente uma referência para muito consumidor. O preço em promoção rondará os 2.99€ na altura das feiras da especialidade na grande distribuição. Perfil fresco e descomplicado, complexidade pouca mas tudo na medida certa para agradar a acompanhar a refeição. Aquela fruta brincalhona com ponta floral, termina com boa secura, a mesma que o torna bom companheiro à mesa com uma grande variedade de pratos. 88 pts

28 julho 2017

Foz Tua 2014

Pertence ao grupo dos tintos mais vigorosos do Douro sendo aos olhos de alguns "puristas" como vinhos levados a um extremo quase inaceitável.Porém a qualidade está bem patente num vinho que foi pisado em lagar e estagiou 17 meses em barrica, mostrando-se cheio e opulento, fruta bem madura e suculenta apesar do evidente toque de licor, compota, tudo envolto pela madeira e por uma acidez que o aguenta firme e sem tremores. Queira pois um prato de bom condimento como um bom pernil de porco no forno e este tinto fará um brilharete. O preço ronda os 25€ e será certamente vinho para aguentar calmamente a passada do tempo. 92 pts

Casa do Arrabalde branco 2015


Salta no copo este branco carregado de aromas de fruta tropical, citrinos com apontamentos florais, o lote é composto pelas castas Arinto, Avesso e Alvarinho. Passando este impacto inicial o vinho pouco mais tem a dizer, tem a lição bem estudada e mostra-se directo e linear, boa presença de boca em corpo mediano num branco que refresca com predominante citrina a perdurar no final de boca. Um branco que cumpre embora lhe gostasse de ver algo mais de alma e um pouco mais de nervo. O preço ronda os 7€. 88 pts

14 julho 2017

Carvalhas branco 2015

Oriundo da mítica Quinta das Carvalhas (Real Companhia Velha) em pleno Douro e ali bem perto do Pinhão, este branco afirma-se a cada colheita (nasceu em 2010) como um dos grandes exemplares da região. Na sua base as castas Viosinho e Gouveio oriundas de um dos pontos mais altos da Quinta. Estagia cerca de 8 meses em barrica de carvalho francês antes de sair para o mercado. Neste caso é a mais recente colheita, ainda muito novo e a pedir tempo de garrafa. Nota-se que temos um vinho cheio de detalhes e complexidade, onde de momento a madeira doce ainda surge num plano superior ao da fruta e aqui apenas e só o tempo irá conseguir inverter os papeis. De resto temos a fruta acompanhada por notas de baunilha que confere algo de cremosidade, rebatida por um fundo bem fresco e com alguma austeridade mineral. O preço ronda os 25€ e é daqueles vinhos que apetece ter na garrafeira. 94 pts

11 julho 2017

Vinhas Antigas da Beira Anterior by Rui Madeira 2011

Começar pelo fim e dizer que é mais um vinho que passou entre tantos outros sem deixar vontade nem saudade. Não emociona, não cativa nem mete aquela sineta pequenina atrás da orelha a tocar. Um vinho casmurro ou talvez fruto da idade que não sendo muita, parece a responsável para se apresentar destes modos, pouco falador, rugas da idade, conversa com pouco conteúdo e um leve desequilíbrio que o faz cambalear. Dito por outros modos, a fruta surge madura com evidentes toques de licor a envolver um conjunto enfadonho sem grande graça ou complexidade. Esperava-se mais de um vinho que nos aponta para vinhas velhas situadas em altitude e cujo preço atinge quase os 30€. 88 pts

30 junho 2017

Contos de Fadas...


E num piscar de olhos enquanto se beberica mais qualquer coisa para ir mantendo a alma lavada, passou mais um mês. Este que foi de má memória mas que ao mesmo tempo serviu para um renascer de ideias bonitas.


Por entre a escrita e mais algum bebericar, olhamos à volta e constatamos que não se passa nada. E mesmo sem nada se passar a festa dos goblins do bosque lá continua de árvore em árvore, de cova em cova. Criaturinhas de riso irritante, orelhas pontiagudas e língua de prata, cujo único trabalho que se lhes reconhece é levar taças de vinho à boca.

Dar de caras com uma destas criaturas dá azar, diz-se que nos tornamos igual a eles, entorpecemos a escrita e a fala. Ficamos reféns de uma realidade que apenas existe num conto de fadas em que eles participam activamente e para o qual nos arrastam. 

Enquanto vou dando conta do resto de um fantástico Moscatel Superior 2001 da Bacalhôa noto que este será provavelmente o único post do corrente mês. É algo que não estava nos meus plano mas que será devidamente recompensado no mês de Julho.



14 maio 2017

Quinta da Bica Vinhas Velhas 2007


Só produzido em anos especiais, este Quinta da Bica Vinhas Velhas nasce de uma vinha com cerca de 50 anos com várias castas misturadas, onde se destaca a Touriga Naciona, Baga, Alvarelhão, Jaen e Rufete. Antes de ser colocado no mercado por coisa que ronda os 10€, tem direito a um estágio que ronda os 5 anos. Grande elegância num vinho já em fase adulta que a caminho dos 10 anos, rejubila na sua elegância com perfil clássico em grande destaque. Frescura, fruta ácida com bagas bem suculentas, leve caruma de fundo, bosque, bouquet com muita finesse e longo final. Num grande momento de forma, é um digno exemplar da região onde nasceu. 92 pts

12 maio 2017

Terras Altas 2014


O Terras Altas 2014 é um vinho DOC Dão, que nasce de um blend de Jaen, Alfrocheiro e Touriga Nacional, o qual teve um envelhecimento de 2 meses em carvalho americano.A nova imagem deste vinho faz uma justa homenagem a António Porto Soares Franco e a uma cepa pela qual tinha especial afeição, podendo ser visitada na Casa Museu José Maria da Fonseca, em Azeitão. Por um preço a rondar os 4€ temos um vinho bastante directo onde a fruta desponta pela frescura, num todo amaciado pelo tempo. A barrica limou ligeiramente os cantos, num vinho que se mostra bastante cordial e pronto a ser bebido com prazer. 87 pts
 
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