Copo de 3: La Vinya del Vuit 2003

15 Novembro 2007

La Vinya del Vuit 2003

É de Espanha, mais propriamente da zona do Priorato que nos chega este vinho que tem tudo para ser considerado especial. Em primeiro lugar corria o ano de 2000 quando 8 jovens enólogos compraram uma vinha em Gratallops para juntos produzirem um vinho de produção muito limitada, este 2003 foram apenas 2300 garrafas.
Estes 8 jovens enólogos (Sara Pérez, Ester Nin, Nuria Pérez, Montse Mateos, René Barbier Jr, Iban Foix, Julian Basté e Philippe Thevenon) são responsáveis pelos vinhos de algumas das mais prestigiosas adegas do Priorato mas decidiram ter um vinho só deles. E assim nasceu o projecto La Vinya del Vuit, ou a Vinha dos Oito com a colheita de 2001, onde dominam as castas Cariñena e Garnacha.
Em destaque para além do vinho está o rótulo, criado por artistas catalães tem na sua representação o Sexo (Sexe) que se pode reparar no jogo de palavras no rótulo principal onde o 8 faz de X. A criatividade mais uma vez ao dispor do mundo do vinho, e mais ainda quando se repara no contra rótulo onde a alusão aos 8 produtores se faz notar com 4 rapazes e 4 raparigas.

La Vinya del Vui 2003
Castas: Cariñena (90%) e Garnacha (10%) de vinhas com 60-80 anos - Estágio: 20 meses barricas novas carvalho Allier - 13,5% Vol.

Tonalidade ruby muito escuro de concentração média/alta.
Nariz onde se sente um vinho com frescura ao primeiro contacto, com o aroma inicial a fazer lembrar uma bancada de granito molhada. Entra então a fruta muito madura e concentrada, temperada com especiarias e toque de ligeiro licor de cereja presente. Não vacila e mostra-se sólido, com torrado em ligação a chocolate preto e lá no fundo uma ligeira azeitona preta. O fundo mostra-se completo com sensação de moka e ligeiro mineral.
Boca a indicar um vinho de bela estrutura, frescura presente, ligeiramente encorpado e cheio de força, algo explosivo no palato a preencher bem o espaço. Tudo isto com alguma harmonia e complexidade. A fruta marca também presença com alguma compota, especiaria e cacau, lá no fundo o toque de bombom ginja mostra-se em sintonia com toque mineral, com persistência final média/alta.

Sao 2300 garrafas com um preço que ronda os 80€ por garrafa, temos um perfil de vinho que opta por uma solidez de conjunto, mostra corpo cheio de força em vez de um perfil fino e delicado, mas que consegue dentro da sua envergadura ter harmonia.
17,5

3 comentários:

J. Gómez Pallarès disse...

Creo que has descrito muy bien este vino: un proyecto especial para un vino especial. Conociendo a fondo como conozco la DOC Priorato, puedo decir que éste es un producto puro y duro de la zona, tanto por variedades de uva, como por edad de las cepas, como por sistema de vinificación. Sólo me molestan dos cosas de él. Una, y mucho, el precio!!! Me parece claramente desmesurado. la segunda, es que creo que hay demsaiada madera y concentración en el vino. ¿Lo decantaste mucho rato antes del servicio?
Por lod emás es un producto satisfactorio, que lo sería más si valiera la mitad.
Saludos
Joan

Copo de 3 disse...

Lo cate durante una cena con amigos, me lleve la botella para mi casa e lo cate de nuevo en la noche siguiente. Estaba mucho mejor en el día después.

Una vez alguien me hablo que el Clos Mogador lo metía en el decanter casi 24 horas antes.

J. Gómez Pallarès disse...

Sin duda, ésa es una gran opción. Tu percepción de las 24 horas y de su mejora es muy buena, Joao, gran aireación necesitan estos vinos.
Yo no llego a tanto pero unas dos / tres horas antes, sí; y si queda algo, pues a las 24 horas está mejor.
Saludos
Joan

 
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