Copo de 3: Perlarena rosado 2013

17 março 2015

Perlarena rosado 2013


Conheci este vinho pela primeira vez na adega do Dominio del Bendito (Toro) com o vigneron Anthony Terryn, em 2009. O rosado que naquela altura ainda descansava na garrafa, mal tinha tido tempo para ser rotulado, um rosado que na passada do tempo e das colheitas tem vindo a refinar e a redefinir o seu percurso e perfil. Agora podemos afirmar que está melhor que nunca, para mim um dos melhores, cabe sem grande necessidade de questionar, nos três mais tendo em conta muito do que se tem bebido dentro e fora de portas. Custa coisa de 8€ e pode ser encomendado na loja online do produtor.

Na alma corre a Tinta de Toro (80%), Syrah (10%) e Verdejo (10%) proveniente dos solos arenosos de La Jara, o vinho fermentou em barricas, mostra-se com enorme frescura e elegância, cativa e conquista de imediato, a secura em boca catapulta o vinho para a mesa de forma categórica. Como se informa no contra rótulo, bebe-se como água bendita mas não o é, na verdade o vinho bebe-se com gosto e quando damos por ele acabou. Cheio de delicadeza e com fruta a mostrar muita framboesa, flores, ligeiro vegetal fresco e toque de anis estrelado, num conjunto que tanto se bebe fresco como a temperaturas de tinto, onde se transforma e mostra a garra da região. Pede saladas com marisco, peixe grelhado, carnes brancas, entradas das mais variadas, canapés, comida de forte tempero pois a acidez revigora o palato. Um grande rosado com a onde a capacidade de envelhecimento é natural. 93 pts

2 comentários:

Anónimo disse...

Conheço o vinho e reconheço que é agradável, mas 93 coloca-o ao nível dos melhores dos melhores. Discordo. Mas cada um tem os seus gostos e percepções sobre vinho. Nicolau

João Pedro Carvalho disse...

A função principal de um vinho é dar prazer, ser bebido de forma a que quando acabe a garrafa dê vontade de abrir outra, sem que cause desgaste ou enjoo a quem está na mesa. Este tal como outros grandes vinhos rosados do mundo tem essa capacidade, a qualidade, a pureza de aromas e sabores, mas acima de tudo a frescura que tem faz dele algo muito especial.

Não é um rosado a saber a tinto, não é rapado nem insípido, nem sequer tem açúcar residual que o torna doce, é até bem seco. Se juntar a isso a capacidade que tem de melhorar em garrafa ao longo do tempo e o preço a rondar os 8€ se não é dos melhores do mundo anda lá perto. E isto não é reduzir a um 5 ou a 10, digo que faz parte do que de melhor se faz nesta categoria.

Em Portugal não temos muitos assim e os que o são a nota é idêntica, aqui ao lado em Espanha falarei do Tondonia e mais um outro que não vem ao caso. Poderia entrar pelos do Loire ou os de Bandol, mas são muito poucos os que escolheria como grandes.

Mas não se preocupe, sao "apenas" 93pts... um valor que decidi atribuir e que deverá ser entendido de modo separado para cada tipo de vinho. Neste caso os 93 pontos equivalente a 17 valores, coloca este rosado como dos melhores provados e aqui anotados. Caso surja algum melhor a nota será superior... e tenho ainda espaço para o poder fazer.

 
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