
Com ou sem passagem por madeira, dos mais exóticos aos mais tradicionais e sérios, assistimos hoje em dia a um autêntico desfile de vaidades que fazem as delícias do consumidor quando chega o tempo mais quente.
Constata-se pois que a revolução tem vindo a acontecer também no rosé em Portugal, certas marcas acostumadas a brilhar sozinhas, deixaram de reinar nas prateleiras e contam hoje com dezenas de referências a seu lado, a qualidade por seu turno veio com o tempo, com a aprendizagem e com o aperfeiçoamento do perfil de cada vinho.
Com todas estas revoluções e necessárias evoluções no mundo do vinho, o sector Cooperativo e neste caso falo da Cooperativa de Borba, teve como seria lógico de apanhar o comboio juntamente com todos aqueles que se quiseram manter actuais e capazes de servir os consumidores com vinhos apetecíveis e de qualidade assegurada.
É com uma imagem jovem e descomplexada que este Rosé se apresenta a quem ele se aproxima, um rosé que nasceu de uma renovação da gama de vinhos levada a cabo pela já cinquentenária Adega Coop. Borba.

Castas: Aragonez - 12,5% Vol.
Tonalidade ruby vivo com toque salmonado.
Nariz de aroma jovem e intensidade mediana, vinho fresco e equilibrado, de aroma limpo e com a fruta vermelha madura a mostrar-se bem presente. Um ligeiro traço vegetal colmata o perfil com apontamento especiado em fundo. Sem grande complexidade, conquista pela maneira fácil e descomplexada com que se apresenta.
Boca com entrada fresca e fruta vermelha bem presente, estrutura média/baixa assente numa doçura presente que é bem balanceada pela acidez presente. Sem se deixar cair nas tentações do açúcar em excesso, o vinho mostra-se equilibrado e ligeiro face aos 12,5% com que se apresenta. Final de boca de persistência média/baixa com ligeiro vegetal em fundo.
Sem querer complicar apresenta-se com um perfil que foge do austero e rigoroso, ou entrando na toada do possivelmente enjoativo, este é um rosé muito simpático e descomprometido. Fresco, com pouca graduação que não o torna pesado, ideal para acompanhar saladas, peixe e carne grelhada, ou simplesmente como aperitivo.
São 25.000 garrafas a rondar os 2€ que fazem deste vinho, pelo preço, qualidade e prazer que proporciona, uma aposta irresistível.
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6 comentários:
Ainda recentemente aproveitei para comprar uma caixa na Coop. de Borba! Bela opção RQP.
Abraço
O problema é que uma caixa acaba num instante.
Abraço
Fica a sugestão para experimentar.
Agora que vai começar o Verão, os Rosés vão começar a dar que falar. Ainda na última RV estiveram à prova dezenas de Rosés.
O que já reparei algumas vezes, foram rosés tão frutados tão frutados, que de tão frutados que são parecem autênticos xaropes. Por exemplo o Rosé Terras d'Uva, não sei se o João já teve oportunidade de provar, para mim este Rosé nem sequer é vinho pois parece um produto artificial. (e a RV atribuiu salvo erro 15 val...)
Em 2008, ano em que a oferta de rosés baterá de certeza um record, pergunto, o que se quer afinal de um vinho Rosé?
Tive oportunidade de provar um leque alargado de vinhos rosés no passado Sábado.
Destaco a qualidade do rosé da Herdade Grande e do novo Comenda Grande.
Este Coop Borba acho um bela compra, e tem a vantagem de o teor de álcool não ser muito elevado.
Este irei experimentar certamente.
Já agora sugiro-lhe o Rosé de que mais gosto, o Guarda Rios.
Eu também gostei deste quando passei lá pela Adega Cooperativa.
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