
Tive oportunidade de estar na apresentação deste vinho, que decorreu em Zamora, onde também foram apresentados os seus irmãos mais velhos provenientes de Toro, o elegante Victorino e o portentoso Alabaster. Mas centrando as atenções neste Almirez, um vinho criado a partir de vinhedos próprios com idades que variam entre os 15 e os 35 anos de idade, localizados em Valdefinjas e Toro.
As diferenças para o trabalho que anteriormente foi feito, é que desta vez no Teso la Monja temos direito a um vinho de entrada de gama, com um preço muito mais que acessível, com o cunho de qualidade que acostumou o grupo Eguren.
Como nota curiosa, a palavra Almirez provém do Árabe "al-mirhäs" e é um pequeno morteiro utilizado na cozinha para moer alhos, especiarias, sementes...

Castas: 100% Tinta de Toro - Estágio: 12 meses em 30% de barrica nova de carvalho francês e 70% em barrica de 1 ano. - 13,5% Vol.
Tonalidade granada escuro de concentração média.
Nariz onde o que destaca inicialmente é a qualidade e intensidade da fruta (frutos do bosque), madura, fresca e ao mesmo tempo com toque guloso de compota e notas licoradas. Madeira presente mas discreta, contribuição sustentada nos toques de baunilha, café torrado, especiarias e um conjunto que no seu jeito graxista/envolvente, ainda mostra alguns sinais de ligeira austeridade, sinais de que mais tempo em garrafa lhe faz falta.
Boca com ataque conquistador, é do estilo deixem passar que ele é que manda, a fruta ao querer-se trincar explode na boca com toques de café torrado e licor de frutos do bosque. Bem estruturado e apesar de firme, nota-se com corpo mediano, mas não convém esquecer que apesar de tudo este é o entrada de gama, e pelo que apresenta, está de parabéns. Tudo muito convincente, frescura a contrapor a dosagem da fruta, tudo sem ser abusivo ou austero, a passagem de boca apesar de ter algum "caudal" mostra já certa afinação entre fruta e taninos, com final de boca onde os toques de café torrado se mostram novamente, em média persistência.
É uma belíssima estreia este Almirez, com alguma margem de progressão em garrafeira, fiel à casa e à região, valor seguro para agora ou daqui a uns anos. Preço a rondar os 15€, e a deixar vontade de provar os vinhos que a ele se seguem na escala da qualidade, com próxima paragem lá para Setembro na saída do Victorino 2007.
16,5
2 comentários:
Caro,
de que produtor é este vinho?
Grande abraço
Chap
Rui, como podes ver pela pequena introdução, este vinho pertence à nova incursão em Toro, do ex dono dos Numanthia Termes.
Portanto é um vinho feito pelo grupo Eguren, cujo nome da bodega em Toro, é Teso la Monja.
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