Um dos ícones do Douro, criado por um produtor que está mais que acostumado a criar vinhos de excepção no Douro. É na Quinta da Gaivosa que Domingos Alves de Sousa cria este vinho proveniente de uma só parcela, a Vinha de Lordelo. Um vinho musculado e carregado nos aromas e nos sabores, com uma complexidade rica e adornada pelo tempo que já leva de garrafa. Por entre as notas que invocam mato rasteiro, balsâmico, fruta preta macerada e umas notas mais terrosas em fundo. Como veio de ligação a boa frescura de um conjunto que nunca esconde o lado mais maduro da fruta ao mesmo tempo que se mostra cheio e com notas vigorosas e musculadas. Na boca mostra-se encorpado mas afinado, boa frescura e sabor, não ficamos a chuchar os dedos mas quase, elegância e boa dose de potência num final bem longo. É sempre um prazer revisitar um grande vinho com amigos por perto. 94 pts
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15 março 2017
01 fevereiro 2016
Quinta do Vale da Raposa Sousão 2010
O produtor Alves de Sousa (Douro) dispensa grandes apresentações no meio enófilo, o seu icónico Quinta da Gaivosa faz parte da história dos grandes vinhos do Douro e de Portugal. Sempre muito terrenos e sem entrar em grandes devaneios enológicos os vinhos de Domingos Alves de Sousa têm mantido um perfil muito fiel às origens, autênticas peças de ourivesaria afinadas ao mínimo detalhe. Do Vale da Raposa têm saído os seus varietais, quem não se recorda do fantástico Touriga Nacional ou mesmo do Tinto Cão na década de 90. Este que aqui coloco é dos mais recentes, um Sousão de 2010 que mostrou uma bonita elegância tanto de nariz como de boca, fresco, algo terroso e agreste mas já muito domado pelo tempo que leva em garrafa e a transmitir aquilo que mais importa num vinho, prazer. Da fruta madura ao cacau, passando pela especiaria e pelo toque terroso, todo ele com boa complexidade, concentrado e a dar uma prova de boca cheia de sabor e frescura. Teve a acidez e a garra suficiente para não destoar na companhia de um Leitão Assado de Negrais. 91 pts
16 fevereiro 2015
Quinta da Gaivosa Porto 20 Anos Tawny
Depois de se consolidar como produtor de excelência no que a vinho de mesa diz respeito, Domingos Alves de Sousa e a Quinta da Gaivosa (Douro) enveredam pelo Vinho do Porto. A âncora já foi lançada e os produtos colocados no mercado mostram que a qualidade mais uma vez é palavra de ordem. A confirmar isso falo deste fantástico Tawny 20 anos, cujo preço ronda os 40€ e mostra desde o primeiro contacto que no seu lote moram vinhos muito velhos e de grande qualidade. Um vinho de grande complexidade e elegância que nos dá vontade de repetir sempre mais um pouco, onde ficamos rodeados pelos aromas e sabores clássicos associados a este tipo de vinhos de grande qualidade. Macio na boca, revela um final longo e especiado. 94 pts
11 dezembro 2013
Alves de Sousa Memórias
O conhecido produtor Domingos Alves de Sousa (Douro), comemorou recentemente 20 anos (1992-2012) de um percurso vínico invejável. Que melhor maneira para celebrar do que lançar no mercado um vinho que fosse o espelho dessa sua dedicação ao longo dos anos, um vinho único e muito especial (não tem ano de colheita) que é fruto de um lote dos melhores anos e das melhores vinhas do produtor. Ficou por apurar por completo a história, que a dose de mistério aguça a curiosidade, mas anotado ficou que entre 2003 e 2009 foram incluídos vários lotes, que teve como resultado 1500 garrafas magnum com preço a rondar os 160€.
De aroma complexo ainda que algo amontoado e com falta de esclarecimento, profundo e coeso, muito apertado, com muito para mostrar ao longo do tempo que nos rodopia no copo com base na fruta vermelha rechonchuda, compota, cacau, bálsamo e café. Apesar disto tudo o vinho é fino, pouco ou nada extraído e assente numa base elegante. Boca com passagem saborosa de estrutura firme, frescura e persistência, leve bálsamo com secura final. Lado a lado com o Quinta da Gaivosa 2008 a escolha recaiu sobre este segundo. 93 pts
17 setembro 2013
Alves de Sousa Tapadinha Grande Reserva 2009
Foi-me apresentado na Prova anual dos Independent Winegrowers Association, nome que abraça um conjunto de altas individualidades no que a produtores de vinho diz respeito. Na mesma sala juntam-se Casa de Cello, Alves de Sousa, Luis Pato, Quinta do Ameal e Quinta dos Roques num apanhado do que de melhor se faz em Portugal. Em destaque por agora coloco uma recente criação do produtor Domingos Alves de Sousa, proveniente da Quinta da Tapadinha com a respectiva vinha dominada pela Touriga Franca.
Em formato Grande Reserva cujo preço recomendado ronda os 25€, o resultado de 2009 mostra um vinho sério, de aroma guloso, carregado de fruta sumarenta (ameixa e amora preta) e bem madura, especiarias, baunilha, balsâmico ligeiro, chocolate preto, estruturado e denso. Boca a mostrar frescura no sustento de toda a estrutura com uma fruta que domina por completo a passagem de boca, concentrado de sabores, junta toques de after-eight, cravinho, café torrado, harmonia e força de um conjunto que no fundo mostra taninos que lhe conferem ligeira secura no palato. Um Douro moderno cheio de tiques que fará as delícias dos amantes do estilo... 91 pts
Em formato Grande Reserva cujo preço recomendado ronda os 25€, o resultado de 2009 mostra um vinho sério, de aroma guloso, carregado de fruta sumarenta (ameixa e amora preta) e bem madura, especiarias, baunilha, balsâmico ligeiro, chocolate preto, estruturado e denso. Boca a mostrar frescura no sustento de toda a estrutura com uma fruta que domina por completo a passagem de boca, concentrado de sabores, junta toques de after-eight, cravinho, café torrado, harmonia e força de um conjunto que no fundo mostra taninos que lhe conferem ligeira secura no palato. Um Douro moderno cheio de tiques que fará as delícias dos amantes do estilo... 91 pts
05 agosto 2013
Branco da Gaivosa Reserva 2011
O vinho em causa é o topo de gama do produtor no que a branco diz respeito. Tem sobre ele a enorme responsabilidade que é ser o Reserva Branco da Gaivosa, que como muito bem se sabe é nome da Quinta que vê nascer aquele que é um dos melhores tintos feitos o Portugal, o Quinta da Gaivosa. Porém o branco não consegue debitar a mesma qualidade, com tanta coisa que nos quer mostrar acaba por se enrolar e perde o fio à meada. Será certamente branco de meia-estação, indicado mais para jantar do que para almoço onde quem chega da praia apetece comer e beber coisas mais frescas e menos elaboradas. Um vinho elegante com alguns encantos, tem frescura contida e acaba mesmo por mostrar-se confuso por causa da madeira (ainda que fina) que sobressai dando-lhe sensação de arredondamento e cremosidade.
Destaco a qualidade do conjunto com bastante delicadeza da fruta numa boa dose de frescura, a madeira marca o suficiente (mesmo que sem exagero). Apesar da muito boa prova que dá, mostra-se um conjunto preso num novelo de aromas e sabores que apenas o tempo irá decidir se desenrola ou não. Na boca repete a dose do nariz, o vinho sente-se preso, com arredondamento dado pela madeira num conjunto amaciado compensado por uma boa acidez. Um pouco melhor que o Reserva 2006 aqui provado, continua sem uma grande relação preço/satisfação coujo preço ronda os 19€ e o afasta claramente das minhas escolhas. 91 pts
14 abril 2013
Quinta da Gaivosa Porto 10 Anos
Após uma limpeza de garrafeira, deparei-me com este exemplar de Quinta da Gaivosa Porto 10 anos, veio mesmo a calhar uma vez que tinha acabado de tirar do forno um fantástico Sericá que inundava a casa com aquele aroma tão característico. Coloquei a garrafa, devidamente acondicionada na cave climatizada para que ficasse o mais próximo possível de a uma boa temperatura de serviço, no final do jantar o vinho foi aberto e servido. A ligação entre o vinho e a sobremesa foi imediata, para aqueles que gostam de Sericá com a dita ameixa então foi qualquer coisa de fantástico a ouvir pelos elogios que lhe foram fazendo. E isto é o maior elogio que se pode fazer a um vinho, que se beba com muito prazer, que coloque sorrisos nos rostos daqueles que o bebem, que se olhe para o fundo da garrafa e se fique com pena por não haver mais. Vinho fresco, com bouquet refinado, toque de madeira envelhecida, tabaco seco, caramelo, frutos vermelhos com ameixa, aroma rico, cheio e complexo onde no fundo parecem dançar especiarias doces, convidando sempre a mais um pouco. Na boca envolve o palato, só coisas boas, macio e untuoso (frutos secos), fresco , saboroso, de final longo e persistente. Um vinho que se encontra com preço a rondar os 19€, mas independentemente do seu custo, é um belíssimo vinho. 93 pts
13 fevereiro 2013
Quinta da Gaivosa 2008
Se há vinho do Douro que gosto bastante e que faço questão de ter guardado em casa, exemplo do que é um vinho de guarda, é o Quinta da Gaivosa. Este vinho com contornos de clássico é um dos grandes da região, são mais de 20 anos a mostrar a todos os que o provam, o melhor que o Douro nos pode dar. Quem não se lembra de colheitas como o 1994, 1995, 1997, 2003, 2005 e agora mais recentemente o 2008 que vem no seguimento dos grandes Gaivosa.
As vinhas velhas são a sua alma, vinho que nos pede tempo, cheio de carisma e complexidade, enorme estrutura ainda por refinar com uma belíssima frescura pelo meio. Fruta em grande quantidade e qualidade, madura, limpa, pura, sem detritos à sua volta, cativante pelo que já mostra, com travo a pinheiro (bálsamo). Madeira sabiamente talhada, sem excessos, apenas com conta peso e medida, quase que um trabalho de alfaiate. Na sua força e raça que agora mostra, é vinho que conquista pela fantástica prova de nariz e boca, pela complexidade que tem no nariz que sempre que cheiramos parece ter algo de novo, e pela sua presença na boca, quase que explodindo de sabor por todo o palato, com final longo e muito persistente.
Por agora acompanha na perfeição pratos de bom tempero, com os anos vai acalmar e refinar os seus apetites. O preço ronda quase sempre os 30€, penso que é adequado face à qualidade e garantias que o vinho nos dá face aos anos em que o podemos desfrutar na plenitude das suas melhores capacidades... neste caso foi acompanhado por um cabrito assado no forno. 94pts
As vinhas velhas são a sua alma, vinho que nos pede tempo, cheio de carisma e complexidade, enorme estrutura ainda por refinar com uma belíssima frescura pelo meio. Fruta em grande quantidade e qualidade, madura, limpa, pura, sem detritos à sua volta, cativante pelo que já mostra, com travo a pinheiro (bálsamo). Madeira sabiamente talhada, sem excessos, apenas com conta peso e medida, quase que um trabalho de alfaiate. Na sua força e raça que agora mostra, é vinho que conquista pela fantástica prova de nariz e boca, pela complexidade que tem no nariz que sempre que cheiramos parece ter algo de novo, e pela sua presença na boca, quase que explodindo de sabor por todo o palato, com final longo e muito persistente.
Por agora acompanha na perfeição pratos de bom tempero, com os anos vai acalmar e refinar os seus apetites. O preço ronda quase sempre os 30€, penso que é adequado face à qualidade e garantias que o vinho nos dá face aos anos em que o podemos desfrutar na plenitude das suas melhores capacidades... neste caso foi acompanhado por um cabrito assado no forno. 94pts
08 março 2012
Alves de Sousa Reserva Pessoal branco 2004
Mais um branco a saltar para o copo, mais um dos meus favoritos desde sempre e que brilhantemente se impõe pela diferença, qualidade e perfil, neste caso o preço ajuda pois ronda os 18€. O Alves de Sousa Reserva Pessoal branco é um vinho diferente e muito especial, ao mesmo tempo desafiante e complicado para o apreciador mais incauto, não é vinho para todos pois não... é para aqueles que lhe sabem dar o valor imenso que tem e deixemos as pieguices de lado. Como dizia um amigo meu, é complicado explicar a grandiosidade deste branco por palavras, só provando se chega lá, menos complicado foi o encontrar parelha à mesa para o dito cujo. Neste caso e devido à complexidade aliada a uma boa dose de frescura não perdi muito tempo a pensar, é vinho para o Mar, bichos do mar com e sem casca, batata, cebola, salsa, caldo, redução, cozinhado lentamente para apurar o gosto, aquele toque de açafrão num misto de aromas e sabores que se conjuga "ao meu gosto" de forma genial com este branco, sim falo da caldeirada piscatória da zona Francesa de Provence, a belíssima Bouillabaisse que acompanhou a preceito este branco sério e estranhamente complexo.Curiosamente notei neste um pequeno afinar do estilo, mostrando um pouquinho menos aquilo que já foi noutras colheitas, o de 2005 mudou ainda mais, embora a filosofia por detrás seja a mesma há aqui um notório afinar da maquinaria.
Apresenta-se com 12,5%Vol., foi decantado uma hora antes e servido a uma temperatura que variou entre os 12ºC e os 14ºC , marca de imediato pela diferença pela tonalidade com laivos laranja que apresenta, não é tão "assustador" como por exemplo nas suas primeiras edições e até tem vindo a mudar essa sua faceta, mais adulto, mais afinado, direi que o fato cada vez lhe assenta melhor. Tudo começa num lote proveniente de vinhas velhas, adaptadas ao terroir, sem necessidades de estrangeirismos para se afirmarem, passa por madeira e depois deixa-se adormecer até chegar à nossa mesa, desmarca-se pela mesma diferença com que nos brinda no nariz, aromas frescos, limpos e fluídos, nada atabalhoado, flores amarelas bem vivas (azedas), aromas de infusão de flores, fruta amarela, tropical e citrinos, alguma laranja cristalizada com resinas a fazerem lembrar por algum instante um leve travo balsâmico e no fundo uma boa dose de mineralidade, a madeira pouco se dá por ela, contribui para suster o conjunto, arredondado sem nunca perder a frescura que é basilar no conjunto. Na boca é essa mesma frescura que guia durante toda a passagem, sente-se untuoso, fresco, carnudo, muito complexo e com boa amplitude, enche de sensações e sabores, fruto fresco e maduro em conjunto com algum fruto em calda, flores, mineral... a meio do palato um pouco de mel, depois é um prolongar de sensações durante largos segundos. Um autêntico rendilhado de sensações... 93 pts
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