Este Dona Berta Reserva tinto 2012, mostra-nos que continua a haver vinhos que levam o seu tempo a entrar para o mercado. Muito carácter num vinho com raça e cheio de vida, muita fruta (bagas e frutos silvestres) mas também uma ligeira austeridade quer a nível de aroma como faz intenção de o confirmar no palato. Tudo muito compacto e bem coeso, apertado de tal forma que só com tempo é que se vão poder descortinar melhor os aromas. Por enquanto é um tinto cheio de vida e energia, capaz de fazer um brilharete com um bife de novilho no carvão com molho alioli. 91 pts
Mostrar mensagens com a etiqueta Douro Superior. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Douro Superior. Mostrar todas as mensagens
06 setembro 2016
04 setembro 2016
Dona Berta Vinhas Velhas Reserva Branco 2015
É já um clássico este Dona Berta Vinhas Velhas Reserva (Douro), a mostrar um 100% Rabigato cheio de frescura com a raça que lhe é conhecida. O vinho abandonou os aromas intensos e mais frutados que de certa maneira faziam adivinhar a casta no imediato, para agora mostrar-se mais tenso e mineral. Muito boa a frescura com a fruta bem coesa e presente, sem exageros que nunca aqui fizeram a festa. Tenso e com nervo na boca, boa secura no fundo de corpo bem estruturado, tem tudo para evoluir favoravelmente na passada do tempo. Por agora pede pratos de peixe/marisco com bom tempero até porque a estrutura que mostra ter, dá-lhe essa capacidade de embate. 91 pts
21 agosto 2014
D.Graça by ViniLourenço
A ViniLourenço (Douro) é uma pequena empresa familiar, onde se destaca a figura de Jorge Lourenço. Na totalidade conta com 40 ha de vinhas, de idades entre 1 e 80 anos, repartidas por muitas parcelas, a maior parte das cotas está entre os 500 e os 650 m de altitude, na zona da Mêda, mas há parcelas a 200 m, junto ao Pocinho. As castas principais são a Viosinho, Rabigato, Verdelho e Malvasia Fina (brancas), e a Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Sousão e Tinta Barroca (tintas). A viticultura é sustentável e, para além das castas tradicionais do Douro, há também várias parcelas de castas antigas, para recuperar e preservar sabores do passado. Um produtor que apenas conhecia de ver no papel e ocasionalmente em alguma prateleira, constata-se mais uma vez que não há nada melhor do que visitar as instalações e falar com os seus responsáveis para se ficar a conhecer e entender o que ali é feito e aproveitar para entrar em contacto com alguns dos seus vinhos. Diga-se de passagem que foram uma bela surpresa principalmente o Rabigato 2012 e o Tinto Cão Reserva 2009, vinhos que se mostram distintos sem aquele "mais do mesmo" tão fácil de encontrar nos dias de hoje, salutar a maneira fresca e airosa com grande domínio à mesa.
D.Graça Rabitago 2012
Mostra-se fresco e com ligeira austeridade, envolto em frescura com fruta sóbria e directa, marca vegetal com acompanhamento de ligeiro mineral, tudo comedido e sem exageros. Boca a confirmar o já descrito, melhor na boca do que no nariz, entra fresco e saboroso, boa presença quer no palato quer no final. Para o preço a rondar os 6€ mostra-se bastante tentador. 90 pts
D.Graça Tinto Cão Reserva 2009
Chama a atenção no imediato, conjunto muito bem conseguido com uma atractiva e graciosa rusticidade, marcadamente vegetal (rama de tomate) no início, fruta gorda com especiaria, suave tosta da madeira, tudo muito bem embrulhado e apetecível. Boca com prova cheia de fruta sumarenta, muito elegante de mediano porte mas vincado no palato, agradável e distinto. Preço a rondar os 15€. 91 pts
Chama a atenção no imediato, conjunto muito bem conseguido com uma atractiva e graciosa rusticidade, marcadamente vegetal (rama de tomate) no início, fruta gorda com especiaria, suave tosta da madeira, tudo muito bem embrulhado e apetecível. Boca com prova cheia de fruta sumarenta, muito elegante de mediano porte mas vincado no palato, agradável e distinto. Preço a rondar os 15€. 91 pts
Etiquetas:
Branco,
Douro,
Douro Superior,
Tinto,
ViniLourenço
Local:
ViniLourenço
15 agosto 2014
Mapa - os vinhos de Pedro Garcias
Inserido na visita ao Festival do Vinho do Douro Superior, tive a oportunidade de conhecer mais de perto o projecto Mapa, cujo proprietário é o jornalista Pedro Garcias. O seu projecto nasceu vai para uma década, em 1999, com a compra das primeiras terras perto da aldeia de Muxagata (Vila Nova de Foz Côa), sendo que nos dias de hoje a exploração agrícola conta com duas quintas e cerca de 30 hectares. São vinhos ligados à terra como Pedro Garcias ia explicando à medida que se ia caminhando pelo vinhedo, dominado pelo xisto e com uma fantástica paisagem a servir de cenário. As primeiras colheitas vieram a público em 2009 com o tinto e 2010 com o branco onde predomina a casta Rabigato.
No total foram provados três vinhos, os brancos 2012 e 2013 e o tinto 2012, mostrando todos eles muita frescura com uma rusticidade muito própria que lhes assenta lindamente, nunca impedindo por sua vez uma muito boa prova nas duas versões. O branco cujo preço ronda os 8€, assenta num blend com destaque para a casta "local" Rabigato, sem passagem por madeira apenas com direito a battonnage. Já o tinto com preço a saltar para próximo dos 17€ mostra-se como Reserva, tem passagem durante 12 meses por carvalho francês. Todos eles a mostrarem ser uma aposta séria na qualidade e identidade, com boa margem de evolução em cave.
No total foram provados três vinhos, os brancos 2012 e 2013 e o tinto 2012, mostrando todos eles muita frescura com uma rusticidade muito própria que lhes assenta lindamente, nunca impedindo por sua vez uma muito boa prova nas duas versões. O branco cujo preço ronda os 8€, assenta num blend com destaque para a casta "local" Rabigato, sem passagem por madeira apenas com direito a battonnage. Já o tinto com preço a saltar para próximo dos 17€ mostra-se como Reserva, tem passagem durante 12 meses por carvalho francês. Todos eles a mostrarem ser uma aposta séria na qualidade e identidade, com boa margem de evolução em cave.
Mapa branco 2012
Com menos exuberância que o 2013, menos complexo e mais espaçado no que mostra, evidentes notas vegetais, perfume floral de flores de limoeiro, fruto tropical com invocações minerais em fundo. Boca com boa frescura, preenche o palato com presença de corpo mediano cheio de sabor com uma ligeira quebra no final. 90 pts
Mapa branco 2013
Melhor definição de aromas em relação ao 2012, mais sério e afinado com toques minerais acompanhados de aromas citrinos, tropicais envoltos num toque de calda, com folhas de limoeiro cheio de frescura. Boca a condizer, num vinho cheio de frescura, com nervo, ligeira austeridade no palato, a battonnage a que teve direito arredondou-lhe ligeiramente os cantos, fresco, harmonioso e em grande forma. 91 pts
Mapa Reserva 2012
Feliz surpresa este novo Reserva, cheio de fruta silvestre madura e fresca, raça com complexidade e aquele toque mais agreste a combinarem muito bem com uma harmonia e frescura que o envolve por completo. Boa profundidade de aromas, a barrica fez o seu trabalho sem deixar rasto, dando lugar para que a fruta brilhe como deve ser. Na boca replica o prazer da prova de nariz, fresco, arredondado mas com muita e generosa fruta a combinar com pimenta preta, toque mineral mais rude. Uma bela surpresa que acompanhou uma perna de cabrito no forno. 92 pts
Feliz surpresa este novo Reserva, cheio de fruta silvestre madura e fresca, raça com complexidade e aquele toque mais agreste a combinarem muito bem com uma harmonia e frescura que o envolve por completo. Boa profundidade de aromas, a barrica fez o seu trabalho sem deixar rasto, dando lugar para que a fruta brilhe como deve ser. Na boca replica o prazer da prova de nariz, fresco, arredondado mas com muita e generosa fruta a combinar com pimenta preta, toque mineral mais rude. Uma bela surpresa que acompanhou uma perna de cabrito no forno. 92 pts
Etiquetas:
2012,
2013,
Branco,
Douro,
Douro Superior,
Tinto,
Vinhos Mapa
Local:
Vinhos Mapa
Subscrever:
Mensagens (Atom)








