Copo de 3

18 maio 2006

PROVA Quinta da Vegia 2004

Mais um vinho do produtor Casa de Cello e da sua Quinta da Vegia situada em Penalva do Castelo perto de Viseu, elaborado com as castas Aragonês e Touriga Nacional, de tonalidade granada escuro de boa concentração e com 13%
Vinho de aromas frescos com toque vegetal inicial em companhia de fruta negra/vermelha madura, sensação floral e leve baunilha aliada a uns torrados suaves e bem colocados, ligeiro toque fumado de fundo em perfil harmonioso e afinado.
Na prova de boca tem um corpo de estrutura mediana, fresco e com fruta presente, mostrando-se equilibrado e bastante agradável com uma ligeira secura vegetal em final balsâmico de boa persistência.
Preço a rondar os 12€ num vinho bem feito, mostrando-se afinado e fresco que vai melhorar com mais um tempo de garrafa.
16

PROVA Quinta da Vegia Reserva 2003

Depois de um inspirante Dão e Douro é altura de voltar a novas provas, hoje em destaque um vinho que me foi aconselhado pelo amigo Rui Miguel (Pingas no Copo) e que após provar no dito evento achei que merecia uma prova mais atenta.
Pois cá estamos, do produtor Casa de Cello e da sua Quinta da Vegia situada em Penalva do Castelo perto de Viseu, sai este vinho em que o conjunto bastante elegante garrafa/rótulo em muito lembra o look de alguns Borgonha.
Das mãos do enólogo Anselmo Mendes sai este Reserva 2003, elaborado a partir das castas Touriga Nacional e Aragonês, com estágio de 5 meses em barrica com mais 15 meses em garrafa apresentando-se um vinho de tonalidade granada escuro de concentração média/alta e com 13%
Vertendo este néctar no copo o impacto inicial na prova de nariz prende de imediato as atenções, levando-nos a segurar no copo e começar uma viagem de sensações, começando com uma arajem floral (violetas) em conjunto com fruta (vermelha e negra) muito madura, com ligeira compota a fazer companhia a torrados, ligeiro café, caramelo de leite, tudo com uma bela harmonia num perfil ao mesmo tempo fresco e muito agradável com um balsâmico de fundo em companhia de leve vegetal.
Na boca mostra-se elegante com uma entrada muito fresca, fino e equilibrado, fruta presente a dar uma passagem de boca muito boa com notas balsâmicas de grande nível em final longo e persistente.
Um Dão com D grande, cheio de personalidade e a mostrar-se muito fiel ao padrão que caracteriza os vinhos desta zona... um vinho notável. 17,5

15 maio 2006

Prova de Excelência 3º Dão e Douro

Realizou-se no dia 14 de Maio no Pestana Palace Hotel, Sala Belém a Prova de Excelência do 3º Dão e Douro em Lisboa.
Produtores, vinhos, simpatia e muito apreciador curioso por provar alguns vinhos já no mercado e outros ainda por aparecer, tudo reunido com destaque este ano para um primeiro encontro da blogosfera vínica de Portugal em que os autores se conheceram e trocaram algumas impressões.
Os participantes neste pequeno encontro foram o Copo de 3, Pingas no Copo, Vinho a Copo e Saca a Rolha, juntamente com os responsáveis pelo COV, ao que parece o blog «Que tal o vinho» também esteve presente mas não me recordo que se tenha apresentado.
Feitas as apresentações, pelo simpático e atencioso anfitrião João Roseira, foi tempo para colocar a atenção nas estrelas da tarde... os vinhos. Fica então aqui um breve relato com destaque para os vinhos que pela sua personalidade ou pela sua qualidade mais marcaram durante toda a prova.

As provas começaram pelo Dão, uma zona que tem vindo a aumentar a qualidade dos seus vinhos nos últimos tempos a olhos vistos, sempre com as castas da zona em destaque mas com vinhos a apontar para um perfil mais ao gosto do consumidor actual.
Exemplo disso é por exemplo o novo design adoptado pela Quinta de Cabriz no que toca à garrafa e respectivos rótulos, deste produtor foram provados o Quinta Cabriz Encruzado 2005 que se veio a mostrar um vinho muito fresco e equilibrado, com 50% estágio em inox e 50% em barrica de carvalho o suficiente para lhe dar alguma elegância e estrutura mantendo a boa acidez, um vinho agradável e com uma excelente relação preço/qualidade sendo vendido a cerca de 5€, foi dito pelo responsável presente que o vinho vai deixar de aparecer nas grandes áreas comerciais.
Deste mesmo produtor foi ainda provado o Cabriz Touriga Nacional 2003 um vinho ainda algo duro com madeira presente, fresco de aromas a pedir algum tempo em garrafa, como novidade vai aparecer para o mercado uma colheita tardia feita a partir de Encruzado que promete bastante.
Mudando para a Quinta da Pellada destaque para uma novidade, um Quinta de Saes Rosé 2005 onde este ano deixa de ser Pellada e passa a Saes tal como a casta deixa de ser a Touriga Nacional e passa para a Alfrocheiro, sendo um vinho a mostrar boa tonalidade, aromas frescos, e a mostrar alguma secura final.
Foi provado um Quinta de Saes Reserva Branco 2004 !! que se mostrou um pouco plano de aromas, muito simples e directo sem muito que contar, passando para os tintos o seguinte vinho provado foi o Quinta de Saes Reserva Estágio Prolongado 2004, dos tintos provados foi o que se mostrou mais fácil mas nem por isso o pior, é um vinho com a fruta muito bem casada com a madeira, fresco com baunilha, tosta, floral, tudo em boa dose e harmonia quer em nariz quer em boca com final ligeiramente balsâmico muito agradável.
Provado foi também o Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004 que ainda se mostra fechado e a precisar de mais tempo em garrafa para poder brilhar com a dignidade que os melhores varietais desta casa nos acostumaram.
Passando para o produtor ao lado e por sugestão do amigo Rui Miguel, fui provar os vinhos da Quinta da Vegia onde se destacou o Quinta da Vegia Reserva 2003 de perfil sedutor, aveludado e com a frescura balsâmica de fundo que muito me agrada nos vinhos do Dão.
Para acabar o breve passeio por terras de Grão Vasco visitamos desta vez o produtor dos vinhos Terras de Tavares, marca pouco conhecida por terras lusas com grande parte da sua produção a ir para o estrangeiro, sendo um caso de sucesso com o seu famoso Reserva 1997. Este produtor mudou recentemente o rótulo dos seus vinhos, bastante mais inovador e adequado aos tempos de hoje em dia, prometendo para breve o primeiro lançamento no campo dos vinhos brancos. Foi dado a provar dois varietais, um Touriga Nacional e um Jaen, uma casta quase exclusiva do Dão que faz parte da maioria dos grandes vinhos de lote que aqui se produzem. Esta prova deu para melhor entender o perfil do produto final, não ficando colocada de parte a oportunidade de lançar um varietal... a ver vamos, no final foi dado a provar o Terra de Tavares Reserva 2003 que se mostra com um pouco mais de touriga nacional mas dentro da linha dos anteriores vinhos do produtor, a merecer uma prova atenta.

Apanhamos a boleia dos nossos companheiros de viagem e entramos no Douro com uma breve passagem pela Quinta das Tecedeiras onde o Touriga Nacional 2003 se mostrou bem à altura, feito pelo mesmo enólogo do Cabriz Touriga Nacional 2003, a mesma casta, mesmo ano, mas as duas regiões a ditarem as regras e o perfil final do vinho a ser bem diferente.
Com uma curta passagem pela Quinta do Infantado fomos recebidos pelo João Roseira que nos apresentou o Quinta do Infantado 2003, vinho bastante agradavel e bem feito, certinho e com tudo no sítio, seguindo viagem fomos convidados a provar os vinhos da VDS - Vinhos do Douro Superior onde a estrela que mais brilhou foi um excelente Castello d´Alba Vinhas Velhas 2004 Branco, um vinho guloso e refrescante ao mesmo tempo, untuoso, amanteigado, com notas de torrados em companhia com a fruta, sem dúvida um dos melhores exemplares brancos do Douro, seguindo viagem com curta paragem pelos Lavradores de Feitoria onde provamos o seu novo Sauvignon Blanc 2005 em grande forma mostrando-se fresco, frutado com leve mineral num conjunto bem melhor que o anterior 2003.
Segue viagem com paragem na Quinta da Gaivosa onde o simpático Tiago Alves de Sousa, filho do conhecido produtor apresentou os seus novos vinho em que se destacou acima de todos os outros um belíssimo Alves de Sousa Reserva Pessoal 2003 Branco cheio de personalidade e com anos pela frente, um vinho a rever com a atenção merecida.
Mesmo ao lado foram provados os vinhos Aneto 2003 que me agradou muito, ainda tem muito que mostrar e vai ganhar bastante com um repouso na garrafeira, seguindo nas prova foi a vez de provar alguns vinhos da Kolheita de Ideias onde convém destacar o novo Esboço Branco 2005 e o Kolheita 2003, da casa Niepoort em prova um Tiara bem mais fresco e mineral que a versão anterior, um Charme 2004 e um Batuta 2004 ambos em excelente forma e um Niepoort Porto 2005 muito guloso e já a dar uma boa prova.
No final a destacar a boa organização do evento, com alguns vinhos a acabarem ao aproximar do fecho das portas o que revela um bom número de visitantes e de procura.
Resta-me enviar cumprimentos a todas as pessoas com quem fui falando durante o Encontro e que para o ano lá estaremos.

14 maio 2006

3º Dão e Douro, em Lisboa de 4 a 14 de Maio


Bem vindo ao 3º Dão e Douro, em Lisboa.
Entre os dias 4 e 14 de Maio de 2006, Lisboa volta a receber as duas mais prestigiadas regiões vitivinícolas portuguesas, o Dão e o Douro.
48 dos melhores Vinhos e Produtores das duas Regiões dão-se a conhecer em Lisboa numa parceria com Garrafeiras de referência e Restaurantes de prestígio.
A parceria com as Garrafeiras, onde será possível degustar e obter descontos na compra dos vinhos do Dão e Douro, e com os Restaurantes, onde serão servidos vinhos do Dão e Douro a copo e em garrafa a preços reduzidos, vai contribuir para que a harmonia entre o copo e o prato, no conforto do lar ou fora dele, se torne inesquecível para os amantes do bom vinho.


O 3º Dão e Douro, em Lisboa encerra com um Leilão de Vinhos Raros, um charity event com a receita a reverter a favor da Associação Sol e da Biocoop, no sábado 13 de Maio e a Prova de Excelência, reunindo todos os produtores, domingo 14 de Maio, no Hotel Pestana Palace entre as 15h00 e as 20h00. Em prova vão estar cerca de 200 vinhos, incluindo as novidades da vindima de 2005, o que confere um carácter único (no panorama nacional) e irrepetível a este evento.
A acompanhar os produtores de vinho vão estar produtores de azeite, queijos, enchidos e doces regionais. Estes são os imensos sabores com que qualquer visitante do 3º Dão e Douro, em Lisboa terá oportunidade de se deliciar…
E você está convidado!

Produtores presentes na prova de dia 14 - Dão: Casa de Darei, Casa de Mouraz, Casa de Santar, Quinta da Falorca, Quinta da Pellada, Quinta da Vegia, Quinta de Cabriz, Quinta do Penedo, Quinta do Perdigão, Quinta dos Roques, Terras de Tavares, Vinha de Goje, Vinhos Borges, Vinícola de Nelas, Dão e Douro DADO, Douro: Alves de Sousa, Aneto, Bago de Touriga, Calheiro Cruz, Casa de Santa Eufémia, Esmero, Kolheita de Ideias, Lavradores de Feitoria, Niepoort, Poeira, Quanta Terra, Quinta da Pacheca, Quinta da Revolta, Quinta da Veiga, Quinta das Tecedeiras, Quinta de la Rosa, Quinta do Cachão, Quinta do Infantado, Quinta do Monte Travesso, Quinta do Tedo, Quinta dos Avidagos, Taylor’s, VDS, Vertice, Vicente Leite Faria, Vinhos Borges.

Esta e outras informações mais detalhadas no site http://www.daoedouro.com/

13 maio 2006

PROVA Anta da Serra Branco 2005

Depois de uma boa surpresa que foi a colheita 2004, relembrar que obteve uma Talha de Prata nos Brancos do Alentejo, surge agora a nova colheita deste Anta da Serra Branco, elaborado com Fernão Pires e Arinto, com 2/3 da fermentação em cubas inox, temperatura de fermentação controlada a 17 º C, e 1/3 em barricas de carvalho francês, resultando um vinho com 13,5% de tonalidade amarelo citrino de ligeira concentração.
No nariz mostra-se com uma boa intensidade, nada que seja muito intensa mas o suficiente para que os aromas sejam possíveis de identificar, notas de fruta tropical madura em conjunto com apontamentos florais, ligeiro rebuçado e toque de baunilha, tudo muito directo ao nariz sem grandes evoluções mostrando-se fresco e com leve álcool de fundo.
Na prova de boca a mostrar boa entrada, com fruta presente e acidez a dar frescura durante a prova, boa passagem de boca e final de boca com persistência média em fundo mineral.
Mostra-se um vinho bem feito apesar de estar uns furos abaixo da colheita 2004, com um preço a rondar os 2,40€ continua uma aposta interessante para o dia a dia.
14,5

Um Copo de 3 de Antão Vaz

Antão Vaz o «ouro líquido» do Alentejo
Após uma breve ausencia da secção das castas, o Copo de 3 volta a apresentar mais uma casta em que a escolhida foi a principal casta branca em terras do Alentejo... a Antão Vaz.

Sem sinonímias conhecidas da mesma, ao que parece originária da Vidigueira a Antão Vaz reina no que toca a vinhos brancos de qualidade no Alentejo, sendo os seus varietais como os seus bi-varietais bastante apreciados.
Apesar de dominar no Alentejo a mesma pode ser encontrada em Setúbal, alguns exemplos são o Herdade da Comporta Branco 2004 elaborado com Antão Vaz e Arinto, ou mesmo o BSE 2004 branco.

Os Vinhos
Dá origem a vinhos de cor citrina, com boas caracteristicas aromáticas (exuberante de aromas) de aroma fino e persistente, sabor ligeiramente acidulo a lembrar frutos tropicais maduros (ananás,maracujá), como leves apontamentos de frutos citricos e fundo mineral. Mostra-se com boa estrutura, harmonioso e no final de boca é persistente. Por vezes carece de alguma frescura e é complementada com a presença de castas com mais acidez sendo a Arinto a mais utilizada e com que obtem os melhores resultados, sendo o Pêra Manca Branco 2004 um bom exemplo disso.
No que toca à longevidade dos seus vinhos, a grande maioria deve ser consumida nos 3 primeiros anos de vida, podendo alguns aguentar mais algum tempo na garrafeira.

A Casta
É resistente à seca e a doenças, pouco exigente no que toca a solos, mostrando-se bem adaptada ao Alentejo e apresenta uma qualidade consistente de ano para ano o que permite aos produtores manter a qualidade sem grandes problemas, caso exemplar o Couteiro Mor Antão Vaz que conseguiu por 3 anos consecutivos ganhar a Talha de Ouro de Melhor Vinho Branco do Alentejo, atribuido pela Confraria dos Enófilos do Alentejo.


O abrolhamento ocorre na 2ª quinzena de Março e a maturação na 2ª quinzena de Setembro e tem a particularidade de apresentar alguma resistência à seca, pelo que se encontra bem adaptada às condições edafo-climáticas do Alentejo. Os cachos são de tamanho médio, de forma cilindrico-cónica e de maturação uniforme; os bagos são geralmente muito pequenos, de tamanho uniforme e de forma troncovóide.

Vinhos provados no Copo de 3:

Fonte Mouro Colheita Seleccionada Branco 2004
Dolium Escolha Antão Vaz 2004
Coop Borba Antão Vaz & Arinto 2004
João Portugal Ramos Antão Vaz 2004
Boa Memória Branco 2004
Farizoa Branco 2004

10 maio 2006

PROVA Status Branco 2005

Directamente do Dão, da Vinícola de Nelas sai a versão branco do vinho Status, aqui na colheita de 2005 em que se escolheram as castas Encruzado, Malvasia Fina e Cercial Branco apresentando-se o vinho com 13% e uma tonalidade amarelo muito pálido de concentração muito baixa.
Na prova de nariz tem uma entrada com aromas florais em conjunto com fruta (citrinos marcantes e ligeira maçã) em perfil bem fresco, mostrando tudo o que tem para dar sem muitos rodeios... ligeiro toque mineral de fundo.
Na boca temos corpo médio com a fruta (citrinos) presente, acidez viva (que pode incomodar um pouco) a dar muita frescura ao conjunto que acaba com leve mineral, persistência final média.
Um vinho fresco que mais parece uma ligeira limonada, com um preço praticado de 2,60€ mostrando-se uma aposta refrescante para o Verão.
14

09 maio 2006

PROVA Catedral 2003

Mais um vinho do Dão, pelo produtor Cavipor sai esta colheita de 2003, elaborado com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro apresentando-se com 12,5% com uma tonalidade ruby escuro de concentração mediana.
Nariz com fruta vermelha madura em companhia de alguma baunilha de fundo, chocolate preto, fumo, leve torrado, balsâmico no final com leve especiaria também presente, tudo muito composto e sem grandes desequilibrios.
Na prova de boca tem corpo médio, acidez a dar frescura agradável com a fruta presente, harmonia entre boca e nariz resultando um conjunto bem afinado, ligeiro torrado com balsâmico no final numa persistência final média.
Preço de 2,60€ que se revela uma boa escolha para o dia a dia sem ter de se gastar muito dinheiro.
15

08 maio 2006

PROVA Serradayres 1992

Nos dias que correm não será muito comum provar vinhos velhos, com o consumidor cada vez mais a ser um consumidor apressado sem dar tempo ao vinho para envelhecer ou evoluir até pontos óptimos de consumo, facto que se deve a novas tendências ou simplesmente a que hoje muitos consumidores não tenham as condições ideais de guarda dos vinhos o que os leva a consumir enquanto jovens, certamente os vinhos ditos «velhos» vão ser uma espécie rara dentro de alguns anos.
Para quem não conhece, Serradayres é uma marca centenária (desde 1896), ligada à extinta empresa Carvalho Ribeiro & Ferreira, e depois à Cockburns ( Allied Domecq) tendo sido adquirida em 1999 à multinacional Cockburns pela Caves Dom Teodósio, o vinho aqui provado é a colheita 1992 ainda pertencente à C.R.&F. com a curiosidade de no rótulo indicar o centenário da mesma casa.
Elaborado com João Santarém (Castelão) e Tinta Miúda, apresenta-se com 12% e uma bonita tonalidade ruby escuro de concentração média com rebordo a acusar os seus quase 14 anos de vida.
No nariz mostrou-se com aromas de fruta vermelha (amora, ameixa) em compota, marmelada, ligeira frescura de aromas em companhia de caixa de charutos, ligeiro vegetal e um fundo com fumo. Um perfil muito fino e ligeiro que passado este tempo ainda diz presente.
Na boca tem boa entrada com fruta em ligeira compota, fresco, muito redondo com boa passagem de boca mas muito ligeiro em final de boca médio/baixo com leve secura vegetal.
Porque as condições de guarda o permitiram, porque a arte de fazer vinho tem destas coisas, o vinho mostrou-se acima das minhas expectativas que eram poucas, uma raridade nos dias que correm que vale como isso mesmo não sendo atribuída qualquer classificação.

07 maio 2006

PROVA Sexy 2004

Novo produtor no Alentejo sediado em Vimieiro (perto de Estremoz), Fita Preta Vinhos é o resultado de uma sociedade estabelecida entre dois consultores da indústria vitivinícola nacional, o ascendente jovem enólogo António Moita Maçanita e o reputado viticultor David Booth.
Não possuindo as suas próprias vinhas ou adega, a Fita Preta Vinhos selecciona e avalia uma série de vinhas em todo o Alentejo escolhendo as que mais se adaptam ao perfil dos seus vinhos, alugando espaços nas mais prestigiadas adegas do Alentejo onde os seus vinhos são elaborados.
Em prova temos o Sexy 2004, o vinho de entrada de gama, com preço recomendado de 6,90€.
Em vinhas situadas por terras de Fronteira e Évora foram escolhidas as castas Cabernet Sauvignon, Aragonês e Touriga Nacional com estágio de 30% do vinho em barricas de carvalho francês grão fino, tosta média + e o restante em cuba de inox, dando origem a um vinho com 13,5% do qual foram feitas 17.000 garrafas.
Tonalidade ruby com concentração mediana, mostra uma entrada no nariz muito frutada (amora, framboesa) acompanhada de ligeira baunilha, fresco, com ligeiro toque vegetal que não chega a incomodar, ligeira especiaria com algum fumo no fundo.
Na boca mostrou-se com corpo suave, ligeiro na passagem de boca com fruta presente, harmonia de conjunto com final ligeiro e de persistência algo curta.
Um vinho que apesar do nome não chega a seduzir, vale mais como curiosidade e pela apresentação do que a qualidade do vinho, que mostra um preço algo elevado.
14

06 maio 2006

PROVA Quinta do Ribeiro Santo 2003

O Dão nos últimos tempos tem vindo a sofrer uma revolução em termos qualitativos, depois de uns anos em baixa forma parece que uma injecção de adrenalina foi dada e a energia está a tomar conta dos vinhos desta zona.
Em prova mais um Dão do produtor Dão Sul que se mostra como um pequeno motor de desenvolvimento da zona:
Elaborado com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Alfrocheiro teve estágio de 6 meses em barrica de carvalho francês, com 13,5% mostrando uma tonalidade ruby escuro de concentração média.
Na prova de nariz tem presença de fruta negra madura (ameixa e amora), floral (violeta), ligeiro vegetal , fresco de aromas bem integrados com notas derivadas do estágio em madeira, especiaria, leve baunilha, fumo, caramelo, café e tabaco com final mentolado.
Boca com corpo mediano, presença de fruto, fresco na boca, equilibrado e fino, mostra elegância e boa passagem de boca, leve adstringência com pequeno travo vegetal e final balsâmico num vinho com persistência final média. Um vinho bem feito, elegante e a mostrar-se uma boa aposta em terras do Dão com um preço a rondar os 5€
16

01 maio 2006

PROVA Malhadinha 2004

Depois do sucesso do multi-premiado topo de gama da Herdade da Malhadinha Nova de seu nome Malhadinha 2003, temos agora ocasião de provar esta nova versão 2004.
Elaborado com as castas Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon com estágio em barrica de carvalho francês durante 12 meses, apresentando-se com 14,5%
A sua côr retinta e muito concentrada repete o estilo do anterior, no nariz ao primeiro contacto nota-se as notas derivadas do estágio em barrica muito bem trabalhados com a fruta vermelha (groselha, amora) bem madura, leve marmelada, chocolate, bons torrados presentes, café, especiarias (pimenta), tudo muito afinado com equilíbrio entre os seus componentes com final balsâmico.
Na boca é um vinho que dá uma bela prova, com boa estrutura, fruta em compota, madeira bem colocada, leve chocolate, especiarias com final balsâmico acompanhado de algum torrado a mostrar um final de boca longo e persistente.
Parece mais um predestinado ao sucesso que se mostra já com grande nível apesar de poder evoluir nobremente com mais algum tempo em garrafa.
18
 
Powered By Blogger Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-Noncommercial-No Derivative Works 2.5 Portugal License.