Dispensa apresentações este tinto criado por João Portugal Ramos nas terras de Estremoz e que sempre soube manter um perfil de vinho acessível mas ao mesmo tempo com uma qualidade bem acima da média. O preço a rondar os 5€ faz dele uma escolha acertada. Aqui o que se encontra é um tinto marcado pela frescura da fruta, sempre muito limpa e rechonchuda, a passagem por madeira dá um ligeiro toque de complexidade e arredonda um bocadinho os cantos mas continua a mostrar vigor e energia na companhia dos mais variados pratos da nossa gastronomia. 90 pts
28 setembro 2019
10 setembro 2019
Mamoré de Borba Vinho de Talha Branco 2018
A Sovibor (Alentejo) afirma-se em três colheitas como produtor de referência no Vinho de Talha tal a qualidade dos vinhos que ali são criados pelas mãos do enólogo António Ventura. Este 2018 foi o melhor branco no I Concurso de Vinho de Talha realizado este ano. O preço a rondar os 22€, destaca-se pela definição de aromas que as uvas de vinhedo velho onde brilha a casta Antão Vaz. Um vinho de memória, a mesma memória e história que as talhas onde nasceu transportam dentro de si. Conjunto que se esbate em notas de cera de abelha a dar alguma untuosidade, tangerinas, flores e tisana. Na boca claramente a pedir comida, marcado pela fruta, novamente o toque ceroso, textura muito marcante com frescura e secura que lhe prolonga o final. 93 pts
05 setembro 2019
Duorum Branco 2018
Se o Tons de Duorum branco já é bom, este Duorum branco então é muito bom, para o preço que se consegue na casa dos 8,50€ e para todo o prazer que nos mete no copo. Este com Rabigato, Arinto, Códega do Larinho e Gouveio, com 30% do lote a fermentar em barrica o que lhe dá um maior aconchego e também uma complexidade que vai um bocado mais além do que o Tons. Abrimos para acompanhar um soufflé de peixe e camarão e a festa ficou garantida, com o vinho a mostrar muita fruta de pomar, cascas de citrinos e ligeiro amanteigado, fundo com ervas de cheiro. Apetece ir bebericando, sabe bem, corpo amaciado pela madeira, a frescura está presente e o vinho elegante consegue manter uma boa prestação ao longo de todo o jantar. No final a garrafa estava vazia, sem dúvida a melhor homenagem que se pode fazer a um vinho. 91 pts
02 setembro 2019
Bridão Reserva 2013
Escolhi este Bridão Reserva 2013 oriundo da Adega do Cartaxo (Tejo), cujo preço ronda os 8,50€ e não sendo a última colheita no mercado é a meu ver um vinho que começa agora a afinar aromas e sabores. Este Bridão Reserva precisa de ar, precisa de tempo de copo e depois de provado mostra sinais que aguenta mais um tempo em garrafa. Um vinho cheio de garra, com aromas de fruta silvestre e toques de chocolate preto, chá, tudo envolto com uma boa dose de frescura que o abraça e não o deixa cair de maneira nenhuma. Vinho para pratos de bom tempero. 91 pts
01 setembro 2019
Vale Barqueiros Reserva 2015
A poucos quilómetros de Alter do Chão fica situada a Herdade de Vale Barqueiros, de onde sai este Reserva 2015 com preço a rondar os 12€. Um vinho maduro carregado de fruta preta com muita compota e cacau, estruturado mas com gordura a dar peso e um tom mais morno dado pelos 12 meses de barrica, aqui os 15% também ajudam. Taninos firmes a darem vida e persistência tal como alguma frescura que o ajuda a equilibrar "as contas" no final. 90 pts
30 agosto 2019
Quinta do Cardo Reserva Caladoc rosé 2016
Por vezes o que temos na garrafa é muito mais que vinho, é também uma identidade e a forma como um enólogo dá voz a uma casta ou parcela de determinada vinha. Este rosé da Quinta do Cardo (Beira Interior) criado a partir da casta Caladoc é disso exemplo. Nos dias que correm é notório que há da parte do consumidor mais exigente uma procura por uma definição/frescura/leveza nos vinhos. Ora aqui temos tudo isso de forma bem medida, um menino bem comportado que sabe estar à mesa. Elegante e com finesse na complexidade, menos concentrado e mais delicado que a anterior versão, que curiosamente gostei mais. Este aqui está muito focado na fruta com notas de bagas ácidas de groselha vermelha, roseiral e uma secura que faz o remate final. 91 pts
29 agosto 2019
Quintas de Borba branco 2018
Um branco já conhecido cá de casa mas que foi com surpresa que o vi ser galardoado na versão 2018 com a Talha de Ouro ao Melhor Branco do Alentejo pelo concurso da Confraria dos Enófilos do Alentejo. Não tardei enquanto não lhe deitei a mão numa incursão à loja da Adega de Borba, onde o preço abaixo dos 4€ o torna uma verdadeira tentação. O calor apertava e as gargantas ao almoço pediam um branco fresco, frutado com toques de flores e uma acidez mais atrevida, nota-se o magano do Verdelho ali a vincar bem o perfil do branco, mais um toque de Roupeiro e Arinto para que o moço não fosse lá ficar triste sozinho. Assim que a modos o branco foi escorrendo bem fresco com uma acidez capaz de nos ir compensado o palato pelas comezainas que iam vindo da cozinha para a mesa. Terá sido o branco do Verão, pelo preço e pelo prazer que dava e continua a dar à mesa, quanto aos prémios, esqueçam lá isso. 90 pts
28 agosto 2019
Monte das Servas Escolha branco 2018
Este é o branco que serve de entrada de gama para os belíssimos vinhos a que a Herdade das Servas (Estremoz) nos tem vindo a acostumar ao longo de mais de uma década. Com a reformulação de rótulos e também da gama de vinhos, veio a mudança da enologia agora a cargo de Luís Serrano Mira e Ricardo Constantino. Este é o Monte das Servas Escolha 2018, branco feito a partir de um lote de tradicionais castas Alentejanas com 10% de Semillon. Bebido por mais que uma vez ao longo deste Verão que passou, custou cerca de 5€, mostrou-se focado na fruta fresca e madura ainda que muito esbatida num conjunto algo difuso, que é salvo por uma acidez que o arrebita ligeiramente e não o permite por momentos cair no esquecimento. 88 pts
27 agosto 2019
Ponte branco 2018
A Ponte das Canas, uma ponte medieval localizada na Herdade do Mouchão (Alentejo), deu nome a um dos icónicos vinhos do produtor, o Ponte das Canas. Agora com nova roupagem o vinho passou a ser designado apenas como Ponte. A novidade é o surgimento do Ponte branco 2018, um vinho da casta Verdelho que já por ali teve fama no ano de 1908. Numa tentativa de reviver esse vinho utilizou-se menos de um hectare de vinhedo e em 2015 fez-se uma enxertia sobre a casta Perrum com cerca de 20 anos. Nasceu assim um branco de grande qualidade, enorme frescura que envolve numa belíssima definição da fruta com travo citrino e de anis estrelado, tal como o vinho que ganha um tom mais roliço e devido aos seis meses de barrica. A produção foi pouca, cerca de 1500 garrafas a coisa de 18€ cada uma. 94 pts
18 agosto 2019
Hugo Mendes Lisboa branco 2018
O desejo de ter um projecto próprio por parte do enólogo Hugo Mendes já vem de longe. Conseguiu materializar o seu sonho com a colheita do Lisboa branco 2016, nesta fase já encontramos a colheita de 2018 num branco que procura dar a conhecer aquilo que segundo o enólogo será ou seria um possível perfil de um branco de Lisboa. Assim nasceu com base na casta Fernão Pires com toques ligeiros de Arinto e agora em 2018 com uma pitada de Vital. Com preço a rondar os 15€ é um branco ainda a pedir tempo de garrafa, o mesmo tempo que o enólogo sempre vincou ser necessário para os brancos que cria. Ficamos é com a certeza de que o vinho melhorou desde a sua primeira colheita. Este 2018, mais sério e menos trémulo, mostra mais nervo e ao mesmo tempo mais definição, mas já se deixa beber com pratos de temperança forte, neste caso acompanhou em grande um torricado de cachaço de bacalhau. 92 pts
15 agosto 2019
Herdade do Rocim Rosé 2018
Ano após ano continua a ser uma das escolhas no que a vinho rosé diz respeito, pareceu-me mais refinado este 2018 em relação ao 2017. A qualidade aliada a um preço que ronda os 8€ faz deste Rosé da Herdade do Rocim um dos eleitos da minha mesa. Feito a partir da casta Touriga Nacional com a riqueza e detalhe a que nos acostumaram por aqueles lados, o vinho deixa a fruta falar de forma solta e desinibida, muito franca num conjunto cativante com muita qualidade e a dar muito prazer no copo e na boca. Fresco, saboroso e com uma secura final que liga tão bem com uma escolha alargada de pratos e pratinhos. 92 pts
12 agosto 2019
Monte de Seda 2018
A poucos quilômetros de Alter do Chão fica situada a Herdade de Vale Barqueiros de onde nos chega este seu Monte de Seda tinto da colheita de 2018. Um vinho com preço a rondar os 4€ a mostrar-se muito focado na frescura da fruta que surge bem vincada tanto no aroma como no sabor. Algum vegetal na boca a dar secura mas de imediato a fruta a ligar bem com ligeiras mais gulosas de compota e algum cacau que lhe dão algum peso e sabor. Correto e muito amigo da mesa. 88 pts
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