Copo de 3: Vértice Grande Reserva 2003

14 Dezembro 2007

Vértice Grande Reserva 2003

A aliança da Schramsberg Vineyards & Cellars da Napa Valley, Califórnia, com as Caves Riba Tua e Pinhão no Alto Douro, originaram a fundação das Caves Transmontanas em 1988. Nesta joint-venture, está o desenvolvimento da marca Vértice.
De uma completa falta de informação no contra rótulo destes vinhos, o consumidor mais uma vez envereda por um caminho, onde a prova dos mesmos quase poderia ser denominada «prova cega».
A ausência de um site on-line e de grandes textos na internet, fazem com que a informação seja mínima, não me permitindo apresentar o produtor em causa como seria desejado.
O que me permite deixar opinião são os 3 Vértices provados, e colocados nas provas que se seguem.
Seja então o primeiro vinho em prova aquele que dá pelo nome de Grande Reserva, um vinho que é o Reserva 2003 com mais 12 meses de estágio. Por esta razão passou de um Reserva para um Grande Reserva, o que se diz dele são maravilhas e quando o preço não passou dos 14€ então o melhor mesmo é dar a conhecer este vinho:

Vértice Grande Reserva 2003
Castas: 35% touriga nacional, 35% tinta roriz e 30% touriga franca - Estágio: 24 meses em barricas de carvalho francês - 14,5% Vol.

Tonalidade ruby muito escuro de alta concentração
Nariz a revelar uma bela intensidade, desperta com bastante fruta madura e presença de madeira bem interligada, a definir um grande equilíbrio e sustento para toda a prova, quer em finesse quer em complexidade. O vinho vai-se desembrulhando, essências que recordam moka, caramelo, cacau, baunilha, tudo isto embalado por toque especiado onde se destaca o cravinho e a canela. Fundo com frescura, chá preto envolto em flores muito delicadas, um todo elegante de boa complexidade e elegância.
Boca estruturada, com fresco balsâmico em conjunto de fruta madura e vegetal seco (esteva), mostrando alguma afirmação durante toda a prova com corpo cheio mas elegante, não deixa de ter a mesma elegância que mostra na prova de nariz, afinado, arredondamento de taninos (não todos mas a sua grande maioria) num final ondulante entre o especiado e o mineral. Final de boca de bela persistência.

O preço rondou os 14€ no El Corte Ingles, parece que nesta altura o preço aumentou para 15 ou 16 euros o que mesmo assim não retira nenhum mérito ao vinho em causa. Antes pelo contrário, torna-se um alvo de cobiça extrema e que deveria servir de exemplo em como um vinho de grande qualidade não tem de ter um preço obsceno.
Tem ainda a madeira um pouco vincada, mas naquela forma mais suave e sedosa, pronta a contrabalançar, evoluir e permitir que daqui a uns tempos as sensações sejam mais e melhores... ainda. Outras colheitas provadas: Branco 2004, 2006
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2 comentários:

Chapim disse...

Grande João Pedro,
mais um magnífico vinho. Tenho-o provado várias vezes e cada vez gosto mais. Há quem diga que lhe falta carácter Douro. Eu não acho. Acho que está lá tudo mas de uma forma elegante e bem colocada.
No Natal vou brincar com este e o seu irmão com menos madeira, o Reserva 2003. Po-los frente a frente e ver o q acontece..

Abraço e Boas Provas!!

Kroniketas disse...

É só para deixar votos de boas festas. Um abraço.

 
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