Copo de 3: Giroflé Alvarinho 2013

25 março 2015

Giroflé Alvarinho 2013

A aposta no consumidor mais jovem e irreverente, com vinhos onde acima de tudo o prazer está garantido à mesa e onde se destacam rótulos apelativos e até atrevidos, tem sido colocada em prática muito timidamente por parte dos produtores nacionais. É esse o caso do projecto Giroflé (FAP Wines) onde o enólogo João Matos, após a experiência acumulada em empresas como a VDS ou a Beyra Vinhos de Altitude, sem adega própria decidiu estabelecer parceria com produtores onde produz e engarrafa os seus Giroflé. João Matos posta claramente numa linha de vinhos que se enquadra em tudo o que já aqui foi dito, aliando um forte pendor gastronómico, neste caso o rótulo do Alvarinho é da autoria de António Queirós Design.

Um Alvarinho de 2013 cujo preço ronda os 10€, a mostrar-se algo tenso de início, precisando de algum tempo no copo. Desdobra-se em toques de fruta madura, citrinos com ligeiro apontamento tropical, alguma geleia, muita frescura num vinho jovial com rasgo fumado em fundo. Na boca alguma austeridade a marcar o início de prova, abertura para ponto de mel com toda a frescura da fruta, saboroso e com boa persistência final. Grande companhia de umas gambas al ajillo. 90 pts

4 comentários:

Anónimo disse...

E porque não gambas ao alho?

João Pedro Carvalho disse...

Porque os pratos devem ser chamados pelo nome pelo qual são mais conhecidos. Certo dessa forma ou como gambas ao alhinho, agora não me chame o Guilho ao barulho.

Anónimo disse...

E no talho compra entrecosto ou entrecote?

João Pedro Carvalho disse...

Não queira desviar o assunto, as gambas al ajillo é um prato oriundo de Espanha que toda a gente conhece pelo nome original. Tal como se pede um roti ou um carré. PS: gostei da sua piada.

 
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