Dispensará grandes apresentações um vinho que é presença assídua na última década entre os melhores vinhos de todo o Alentejo. Falo obviamente do Malhadinha que nasce na Herdade da Malhadinha Nova, na Albernoa, bem perto de Beja. Esta é a mais recente colheita a entrar no mercado e mostra-se melhor que nunca, custa 34€ em garrafeira online. O vinho ainda muito novo a mostrar-se cheio de energia e vigor com muita fruta madura presente, estruturado e denso, muito boa frescura num conjunto complexo cheio de coisas boas. A barrica sente-se muito bem integrada, ligeira baunilha, especiarias, chocolate preto e balsâmico. Na boca conquista pela forma como se mostra cheio de garra, taninos a dar ligeira secura no final num conjunto fresco, amplo e com muito sabor e presença. Acompanhou com mestria uma barriga de porco assada no forno com batata corada, um belíssimo vinho com tudo para melhorar em garrafa. 94 pts
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22 fevereiro 2016
18 fevereiro 2016
Antão Vaz da Peceguina 2014
Da Herdade da Malhadinha Nova chega este Antão Vaz inserido na gama de Monocastas da Peceguina que nos são colocados à disposição conforme o ano em questão. Neste caso o Antão Vaz da Peceguina 2014, um branco com boa exuberância carregado de fruta madura bastante presente onde a frescura é uma constante, notas tropicais com citrinos onde tudo surge bem delineado. Enche o palato de sabor, bem encorpado e a pedir pratos de peixe no forno, com a fruta a marcar num final de travo ligeiramente mineral e seco. O preço é de 10,95€ em garrafeira online. 90 pts
10 novembro 2015
Convento do Paraíso, a reconquista do Algarve
O Algarve enquanto região produtora passou praticamente de inexistente para uma tímida e crescente vontade de se fazer ouvir. Os investimentos que têm sido feitos na última década têm sabido mostrar os seus frutos e hoje em dia o Algarve enquanto região produtora de vinho de qualidade é uma realidade. A região vive ainda órfã de uma identidade própria que consiga distinguir os vinhos ali produzidos das restantes regiões, algo que acontece por culpa própria e que depende dela própria para saber encontrar o melhor caminho. Têm esse dever os produtores que ali têm sabido fazer vingar com sucesso os seus projectos, como disto é exemplo o Convento do Paraíso (Silves). Tudo acontece na Quinta de Mata Mouros, propriedade do empresário Vasco Pereira Coutinho, localizada ao lado do rio Arade paredes meias com a cidade de Silves. O Convento de Nossa Senhora do Paraíso foi edificado no séc XII após conquista de Silves, de vinha são 12 hectares plantada de raiz no ano de 2000, onde despontam Cabernet Sauvignon e Sousão nas tintas e Alvarinho e Arinto nas brancas, sendo esta apenas a quarta vindima desta joint venture que começou em 2012 e que junta a família Pereira Coutinho com a família Soares (Herdade da Malhadinha Nova e Garrafeira Soares). Na adega juntam-se para o mesmo fim a vertente mais tradicional com os lagares e a faceta mais moderna com a tecnologia de ponta.
Poderiam optar por fazer vinhos previsíveis, felizmente não o fazem digo eu e serve isto de mote para o tinto Imprevisto 2014 num lote de Touriga Nacional/Aragonez. Desponta juventude com muita fruta carnuda e bem suculenta, muito vigor com balanço entre a doçura da fruta e a acidez, floral com toque de aconchego com alguma compota, bastante directo e apetecível desde o primeiro copo. O preço ronda os 5€ garrafa e está também num muito apetecível bag in box de 5 litros com preço de 9,95€.
Segue-se a gama Euphoria que nos invoca a sensação de bem-estar, satisfação e alegria, com versão rosado, branco e tinto. Três vinhos que seguem o mesmo diapasão, fruta bem limpa e madura com aromas muito presentes num conjunto a mostrar-se com energia e muito bem-disposto. O Euphoria branco 2014 centrado no duo Alvarinho/Arinto brilha pela sua frescura, alguma calda tropical a envolver os citrinos de bom-tom, floral num todo convidativo e muito atraente. Enquanto o Euphoria rosado 2014 com Touriga Nacional/Aragonez mostra os seus frutos vermelhos bem torneados envoltos num delicado perfume. Boa frescura no palato com passagem saborosa e ligeiramente seco no final de boa persistência. Por fim o Euphoria tinto 2013 que teve ainda direito a 6 meses de estágio em barricas de carvalho francês. Mostra-se num plano mais sério onde a fruta negra e vermelha muito centrada nas bagas e frutos silvestres se mistura com um toque vegetal muito presente. Ao conjunto juntam-se ainda notas terrosas e de alguma especiaria, em fundo a barrica aconchega todo o conjunto que ainda com sinais de juventude dá bastante prazer à mesa.
Finalmente o que se assume como topo de gama, o Convento do Paraíso 2012 que resulta do inusual lote de Cabernet Sauvignon e Sousão. Diferente, desafiante e ao mesmo tempo cativante quer a nível de aromas como de sabores. Da fruta muito sólida e fresca combina tons de vegetal maduro, alguma compota e especiaria com bonita envolvência da madeira. Vinhos de um projecto recente que merecem ser conhecidos e cujo cunho de qualidade conferido pela equipa da Herdade da Malhadinha promete muitas alegrias no futuro próximo.
Published in Blend All About Wine
26 outubro 2015
Touriga Nacional da Peceguina 2013
Da Herdade da Malhadinha Nova (Beja) sai este Touriga Nacional fora de modas, diferente, fresco e com energia suficiente para se conseguir afirmar no copo, sem desmaios nem enfado. É nesta altura um vinho dominado pela juventude e frescura da fruta escura e muito compacta, ligeiro floral num tinto vigoroso com a austeridade que costuma andar de mãos dadas com a casta. Mas neste caso é a frescura que lhe toma a alma e que muitos poderão estranhar encontrar num vinho do Baixo Alentejo, algo que os solos dominados pelo xisto ajudam em muito a explicar. Exemplar que nos pede pratos de forte tempero, cujos aromas e sabores precisam de um vinho com energia para os conseguir acompanhar, qual barriga de porco no forno ou mesmo umas bochechas de novilho estufadas em vinho tinto. Pode ser comprado com preço de 22€ na loja online do produtor. 92 pts
11 março 2010
Monte da Peceguina 2008
Castas: Aragonês, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah e Cabernet Sauvignon - Estágio: parcial de 7 meses em carvalho francês - 14,5% Vol.
Tonalidade ruby escuro de concentração mediana.
Nariz com boa intensidade, cheira a fruta (framboesa morango e ameixa) limpa e madura, com notas de compota num todo aconchegado pela madeira, conferindo sensação de suavidade. Aroma de vegetal fresco em segundo plano, com cacau e alguma especiaria. Atraente na maneira como se mostra, facilmente conquista pela fina complexidade que debita no copo.
Boca de boa estrutura com entrada frutada e a mostrar frescura, é um vinho guloso no sentido em que dá bastante prazer durante a sua prova, em grande sintonia com a prova de nariz. Passagem de boca afinada, elegante com toques ligeiros de cremosidade, finalizando com toque balsâmico em persistência mediana.
É daqueles vinhos muito bem feitos e acima de tudo com a capacidade de agradar a um alargado leque de consumidores. Direi mesmo que é difícil não se gostar deste tinto, cujo preço, a rondar os 8,50€ não permite um consumo diário mas para quem quer um vinho acima da média sem querer gastar muito €€€€ tem aqui uma óptima solução. Pessoalmente não o achei tão bom quanto a anterior colheita (2007), um pouquinho abaixo na prestação que se reflecte obviamente na nota final, questões de gosto pessoal nada mais. 15,5 - 89 pts
03 fevereiro 2010
Monte da Peceguina branco 2008
Dando continuidade às provas de alguns brancos de 2008, rumo ao Baixo Alentejo mais propriamente à Albernoa onde fica situada a Herdade da Malhadinha Nova. É de lá que sai este Monte da Peceguina branco 2008. De invejável consistência qualitativa ano após ano, este vinho confirma-se como um valor seguro para o dia a dia com qualidade acima da média. O preço neste caso ronda os 7€, num vinho que se mostra mais apelativo e apetecível que outros de igual ou superior valor que podemos encontrar nas prateleiras.
Castas: Antão Vaz, Roupeiro e Verdelho - 14% Vol.
Tonalidade amarelo citrino em rebordo esverdeado
Nariz de boa intensidade, cheira a pêssegos e alperces bem maduros e frescos, com algum ananás e citrinos. Complementa-se com a correspondente calda que lhe confere um suave toque melado, floral e travo vegetal fresco em segundo plano. Tudo bem delineado e muito aprumado, em conjunto fresco e harmonioso.
Boca de entrada fresca e frutada, gentil no trato, sentindo-se por vezes como que um certo arredondamento suave e frescura a marcar toda a passagem pela boca, com espacialidade mediana em boa persistência final.
Nariz de boa intensidade, cheira a pêssegos e alperces bem maduros e frescos, com algum ananás e citrinos. Complementa-se com a correspondente calda que lhe confere um suave toque melado, floral e travo vegetal fresco em segundo plano. Tudo bem delineado e muito aprumado, em conjunto fresco e harmonioso.
Boca de entrada fresca e frutada, gentil no trato, sentindo-se por vezes como que um certo arredondamento suave e frescura a marcar toda a passagem pela boca, com espacialidade mediana em boa persistência final.
O vinho de 2008 vem na linha do que esta marca nos tem acostumado, apesar de o álcool se apresentar algo exagerado, ainda que bem integrado, para o perfil de branco apresentado, falamos de 14% Vol. É um branco bastante aprumado, com a prova de boca a complementar a provar de nariz, revelando-se fresco e com certa dose de elegância. Transmite uma prova sólida e bastante coesa, num perfil que se torna muito apetecível nos tempos mais quentes. É um vinho que ganha bastante se consumido durante o seu primeiro ano de vida, com preço a rondar os 7€. 15,5 - 89 pts
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