Copo de 3

04 julho 2006

PROVA Quinta da Aveleda 2005

Ano após ano a Quinta da Aveleda vem marcando posição nas melhores escolhas entre os vinhos verdes, recentemente com a casta Alvarinho na sua composição e mudança de visual deu um toque inovador a este clássico do tempo quente.
O Quinta da Aveleda 2005 é um vinho verde elaborado a partir das castas Trajadura, Loureiro e Alvarinho, apresentando-se com 11,5% e uma tonalidade citrina claro.
Com boa intensidade aromática, a fruta mostra-se presente com lembrança tropical, alguma fruta branca e citrinos (limão e lima), tudo com uma frescura presente e com fundo floral.
Na boca entra fino e com ligeira agulha que se torna muito agradável, frescura bem presente com alguma sensação de doçura, acaba em fundo mineral, redondo na boca com final longo, persistente e refrescante. Fácil de encontrar, a um preço a rondar os 4€ é uma aposta ganha para o Verão.
15,5

PROVA Cimarosa Pedro Jimenez 2005

Com o tempo mais quente a vontade de beber vinho branco é quase norma nos apreciadores de vinho.
De passagem pelo Lidl foi comprado este representante Chileno, Cimarosa Pedro Jimenez 2005 da região Coquimbo, que devido à sua localização faz com que os vinho sejam chamados os vinhos dos Andes.
Apresentando uma tonalidade amarelo citrino leve, na prova de nariz é suave de aromas com fruta tropical a destacar-se em conjunto com ligeiro floral, tudo muito fino e bem colocado, limitando-se a ser apenas isto.
Na prova de boca mostra-se com corpo médio/baixo, fruto presente, acidez a marcar a prova sem incomodar, a dar frescura ao conjunto, leve toque de mel com fim de boca fresco e de boa persistência, toque mineral de fundo.
Um vinho simples e directo, a beber sem preocupações e a mostrar um perfil ligeiramente seco na boca e frutado no nariz, sendo uma aposta válida para o Verão com um preço que ronda os 3€
13

01 julho 2006

Dia do Vinho – Domingo, 2 de Julho

No Dia do Vinho, 2 de Julho, o sector do vinho está unido para divulgar os seus produtos junto dos consumidores. Iniciativa da ViniPortugal desde 2004, as comemorações do Dia do Vinho têm como objectivo promover e divulgar o vinho português, dando a conhecer o vinho através dos seus enólogos e produtores.

Durante o Dia do Vinho irão ser desenvolvidas várias iniciativas em todo o país, assim como algumas acções específicas em Lisboa e Porto. Muitas adegas e quintas terão as suas portas abertas e darão a provar os seus vinhos aos visitantes. Na restauração será promovida a venda de vinho de qualidade a copo.

Em Lisboa, a Sala Ogival da ViniPortugal, no Terreiro do Paço, terá das 10H00 às 20H00 as suas portas abertas ao longo do dia, durante o qual se realizarão provas de vinhos e outras acções à volta do vinho.

No Porto, o Dia do Vinho arranca com um “Tour Degustação” que irá promover menus especiais, que poderão ser acompanhados de vinhos de qualidade a copo em restaurantes seleccionados no Grande Porto.

No Palácio da Bolsa, entre as 15H00 e 20H00, os visitantes terão entrada livre para provarem vinhos, visitarem as várias exposições subordinadas ao tema vinho e participarem na iniciativa “Vinho – Um segredo em cada garrafa”, a decorrer nas Galerias do Palácio, momento durante o qual poderão conhecer produtores e enólogos portugueses que desvendarão os segredos que se escondem por trás de cada garrafa.

O Dia do Vinho é uma iniciativa da ViniPortugal que conta com o apoio da Essência do Vinho e da APCOR.

Info retirada: http://www.essenciadovinho.com/

30 junho 2006

O Copo de 3 vai dar vinho...

Não é engano nem está a ler mal, o Copo de 3 vai mesmo dar vinho... em causa uma garrafa de Valle Pradinhos Branco 2004 que pode ser sua.
Para poder ganhar esta garrafa apenas tem de fazer uma pequena entrevista ao Copo de 3, entre 10 a 15 perguntas, dentro do perfil da secção Apaixonados do Vinho que o Copo de 3 tem no seu espaço, e enviar juntamente com a sua morada para o mail copo_de_3@hotmail.com até ao final do mês de Junho.
O autor da melhor entrevista vai ser premiado com uma garrafa de Valle Pradinhos Branco 2004 e vai ver a sua entrevista no Copo de 3 com as devidas respostas.
O vinho em causa não precisa de muitas apresentações, é um dos melhores exemplares de brancos aromáticos em Portugal, elaborado com Riesling, Gewurstraminer e Malvasia Fina teve leve passagem por madeira, referenciado pelos principais guias e revistas da especialidade, é um vinho que merece uma prova atenta...
Participe, vai ver que vale a pena... quem não arrisca... não prova.
O vencedor será anunciado para a próxima semana, juntamente com a divulgação da entrevista com as respectivas respostas.
O Copo de 3 agradece desde já a todos os participantes neste primeiro evento.

29 junho 2006

Beja, os vinhos das planicies...

Nos tempos que correm é preciso um enófilo menos esclarecido ou algo desatento para não reparar que a zona do Alentejo onde tem aparecido mais novidades, e algumas de peso é o Baixo Alentejo e mais propriamente BEJA.

Quase que poderíamos falar numa nova Zona Vitivinícola que surge no Alentejo, seria a nona depois de Borba, Redondo, Évora, Portalegre, Reguengos, Vidigueira, Granja/Amareleja e Moura, esta nova seria sediada em Beja tal o número de produtores que tem aparecido na região nos últimos tempos.
Grandes investimentos têm surgido na zona com alguns dos mais inovadores projectos a nível de Adegas e mesmo de Enoturismo, são a nova onda de vinhos do Alentejo, que conquistam tudo e todos (basta reparar nos prémios que têm conquistado ao longo deste curto espaço de tempo) com a sua qualidade bem patente, frutos de uma enologia de ponta com alguns dos melhores enólogos a darem o seu contributo.

A destacar:

Casa de Santa Vitória : Produtor recente, tem como entrada de gama o Versátil (mudou de Insólito para Versátil), na gama média o Casa de Santa Vitória branco Tinto e rosé, depois aparece na gama média alta o Casa de Santa Vitória Reserva e como topo de gama o recente Inevitável.

Henrique Uva : Tem como vinhos de entrada de gama os Terras D´Uva Branco e Tinto, na gama média o Alfaraz e gama média alta o Alfaraz Reserva, nos próximos tempos vamos ter o lançamento do topo de gama e de uma curiosidade.

Herdade dos Grous : Começa pelos Herdade dos Grous branco e tinto, e como topo de gama o Herdade dos Grous Reserva.

Herdade da Malhadinha Nova : Novo produtor que já deu muito que falar e sempre que lança um novo vinho é motivo de notícia... como entrada de gama temos os Monte da Peceguina Tinto, Branco e Rosé, surge um varietal Aragonês da Peceguina, um inovador Pequeno João e o topo de gama da casa, Malhadinha versão Branco e Tinto.

Encosta do Guadiana : A entrada de gama é feita com o Herdade das Albernoas, seguido da gama média com os Herdade Paço do Conde Branco, Tinto e Rosé e como topo de gama o Herdade Paço do Conde Reserva.

Monte Novo e Figueirinha : Mais um produtor com vinhos bastante interessantes com preços atractivos associados a uma qualidade correcta, começando nos Alqueire, Herdade da Figueirinha, Herdade das Fontes e por fim os Fonte Mouro desde o Reserva Tinto o Colheita Seleccionada Branco e o Garrafeira Tinto.

Resta então desejar boas provas.

Prova Ibérica de Vinhos Alvarinhos

Prova Ibérica de Vinhos Alvarinhos.
Vinho Verde Alvarinho português foi o grande vencedor.
O vinho branco Quinta do Regueiro Alvarinho 2005 foi o grande vencedor da 1ª Prova Ibérica de vinhos Alvarinhos, realizada em Pontevedra nos dias 22 e 23 de Junho. Esta inédita prova internacional resultou de uma iniciativa conjunta da revista espanhola SOBREMESA e da portuguesa REVISTA DE VINHOS e realizou-se na sede do Conselho Regulador D.O. Rias Baixas, na cidade galega de Pontevedra. Estiveram em prova doze vinhos Alvarinhos portugueses da Região dos Vinhos Verdes e outros tantos Albariños produzidos na D. O. Rias Baixas, todos produzidos em exclusivo a partir desta famosa casta branca que atinge a sua maior expressão naquelas regiões do norte de Portugal e Espanha.
Alvarinhos portugueses e espanhóis.
Os vinhos em prova foram seleccionados pelas redacções das duas revistas que também escolheram o júri paritário de 12 elementos - seis de cada país, entre jornalistas, somelliers, compradores e outros especialistas - que procederam à avaliação dos vinhos pelo método de «prova cega» (as garrafas são encapsuladas de forma que o provador desconheça o vinho que está a avaliar). Esta iniciativa contou com o apoio e a colaboração empenhada do Conselho Regulador da D.O. Rias Baixas e será a primeira de uma série de provas a realizar a partir de agora a um ritmo anual, alternadamente num e noutro lado da fronteira delimitada pelo rio Minho. Pretende-se com ela sublinhar perante a opinião pública a relevância extraordinária desta casta branca, bem assim como a magnífica qualidade dos vinhos dela produzidos nos dois países, ao mesmo tempo que se reforçam laços de colaboração e conhecimento mútuo entre produtores e consumidores. Também está na mente dos organizadores a defesa e promoção externa de um património vitivinícola comum num mercado cada vez mais globalizado. Esta iniciativa decorre de outra experiência similar, já com dois anos de vigência, desenvolvida pelas mesmas revistas mas relativa à prova de vinhos do Douro (e Duero) e que reúne no mesmo espírito os melhores tintos produzidos nas duas regiões vitícolas ao longo do trajecto desse rio comum.
A classificação.
No final da prova dos Alvarinhos, retirados os anonimatos das amostras provadas, verificou-se que o vencedor absoluto foi o vinho português Quinta do Regueiro Vinho Verde Alvarinho 2005, produzido por Alzira de Castro Cerdeira Rodrigues, da sub-região de Melgaço, tendo atingido 92 pontos em 100 possíveis. O vinho vencedor, elaborado pelo enólogo Paulo Cerdeira Rodrigues, filho da proprietária, é obtido a partir das uvas da casta Alvarinho proveniente dos 3 hectares em socalcos que constituem a Quinta do Regueiro, no lugar do Coto, Alvaredo, concelho de Melgaço. Nesta colheita foram produzidas 20.000 garrafas e a marca existe deste 1999. Em 2º e 3º lugar ficaram outros dois vinhos portugueses e dois espanhóis: o Alvarinho Deu-La-Deu 2005 da Adega Cooperativa de Monção, de Monção e o Alvarinho Touquinheiras 2005, do produtor José Luís Araújo, Melgaço. Nos mesmos lugares, ex-equo, classificaram-se também os Albariños Laxas 2005 e Pazo de Señorans 2005, respectivamente, com 91 e 90 pontos. Os resultados completos da prova e a apreciação fundamentada de cada uma dos vinhos concorrentes sairão em simultâneo nas edições de Agosto das duas revistas.
Divulgam-se por agora os vinhos classificados nos primeiros 10 lugares:
Class.; Vinhos; País; Pontos
1º; Quinta do Regueiro 2005; Portugal; 92
2º; Deu-la-Deu 2005; Portugal; 91
2º; Laxas 2005; Espanha; 91
3º; Touquinheiras 2005; Portugal; 90
3º; Pazo de Señorans; Espanha; 90
4º; Granbazam Âmbar 2005; Espanha; 89
5º; Fillaboa 2005; Espanha; 88
6º; Martin Codax 2005; Espanha; 87
6º; Albariño de Fefinanes 2005; Espanha; 87
6º; Portal do Fidalgo 2005; Portugal; 87
7º; Solar de Serrade 2005; Portugal; 86
7º; Muros Antigos 2005; Portugal; 86
8º; Pazo de Berrantes 2005; Espanha; 85
9º; O Nogueiral 2005; Portugal; 83
9º; Albariño do Ferreiro 2005; Espanha; 83
9º; Soalheiro 2005; Portugal 83
10º; Nora 2005; Espanha; 82
O painel da prova de Alvarinhos / Albariños foi formado pelos seguintes provadores: Portugueses
- João Afonso, jornalista da Revista de Vinhos, autor de guias vinícolas e provador em concursos internacionais
- Luis Antunes, professor universitário, colaborador e membro do painel de prova da Revista de Vinhos
- Aníbal Coutinho, jornalista da revista Evasões, autor de guias de vinhos
- Luís Lopes, jornalista, director da Revista de Vinhos, provador em concurso de vinhos internacionais
- David Lopes Ramos, jornalista do diário Público, crítico gastronómico e de vinhos e colaborador da Revista de Vinhos
- João Paulo Martins, jornalista da Revista de Vinhos, autor de vários guias de vinhos, provador em concursos internacionais
Espanhóis
- Cristino Alvarez, escritor e jornalista de vinhos e gastronomia da Agência EFE e de La Voz de Galicia
- Jaime Bermudez, do Departamento Técnico do clube de vinhos Vinioseleccion, membro do painel de provadores da Sobremesa
- Guillermo Campos, jornalista de vinhos e gastronomia em diversos meios generalistas e especializados
- José Ramón Martinez, jornalista de vinhos e gastronomia, director da revista Sobremesa
- Ernesto Portuondo, jornalista de vinhos e gastronomia, chefe de redacção da revista Sobremesa.
- Kasia Romanska, somellier e comunicadora vínica, membro de painel de prova da Sobremesa.
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Copo de 3 na Revista de Vinhos

Gostava de deixar aqui uma pequena nota para dar a conhecer aos menos atentos que o Copo de 3 vem referenciado juntamente com outros colegas da blogosfera vínica de Portugal, na renovada Revista de Vinhos deste mês, no artigo «Os vinhos na blogosfera» da autoria de António Falcão.

Resultados de `Portugal tem vinho branco de nível internacional´

Seguindo com as sondagens no Copo de 3 e sobre a questão se Portugal tem vinho branco de nível internacional, o nível de participação foi positivo atingindo o número desejado mais uma vez.
Em 100 pessoas que votaram:
66 votaram SIM
34 votaram NÃO
Parece que uma maioria clara de consumidores olha com bons olhos para a qualidade do nosso vinho branco, o que revela confiança nos nosso vinhos e também pode indicar que de certa maneira o vinho branco tem vindo a ser mais consumido e aumentado de qualidade.
Em minha opinião, Portugal tem vinho branco de nível internacional, pode não ter muito mas temos algum, apesar de alguns serem mais conhecidos e outros menos a qualidade está bem patente em vinhos como os Redoma, Esporão Private Selection, Alves de Sousa Reserva Pessoal, Dolium Escolha Antão Vaz...
A nossa vantagem perante o estrangeiro são as nossas castas, destaque para a Antão Vaz e Encruzado entre tantas outras, que apesar de pouco conhecidas lá fora, podem significar uma lufada de ar fresco frente a tantos Sauvignon Blanc, Chardonnay e Riesling entre tantas outras...

26 junho 2006

PROVA Cortello 2004

Cortello: Segundo o que diz no contra rótulo é uma fortificação que não chega a ser um castelo visto não ter uma das suas paredes.
Ora este Cortello vem da Estremadura, da Quinta do Gradil que pertence ao gigante Dão Sul, é elaborado com Aragonez e Castelão, apresenta-se com 12% e tonalidade ruby escuro de concentração mediana.
Com fruta muito madura em destaque, faz a ligação com um lado vegetal presente mas não se sobrepondo à fruta, tem um toque especiado ligeiro de fundo que lhe confere algo mais, num vinho não muito complexo mas ao mesmo tempo directo, mostrando-se bem afinado de aromas e muito certinho com toque quente de fundo.
Na boca mostra uma boa entrada, um corpo suave e fino, mas a mostrar boa acidez com a frescura bem colocada no conjunto, a fruta marca presença em conjunto com um toque especiado no final de persistência média, num todo muito equilibrado e certinho, a um preço muito chamativo que não passou os 3€ revelando-se uma boa escolha para o dia a dia, a beber sem preocupações ou cerimónias.
14,5

24 junho 2006

PROVA Deu la Deu Alvarinho 2005

Nada melhor para começar a entrada no Verão do que um Alvarinho... neste caso o primeiro alvarinho de 2005 a ser provado, um vinho elaborado pela Cooperativa Regional de Monção e que ano após ano consegue manter um nível qualitativo invejável, dá pelo nome de Deu la Deu 2005.
Mas que quer dizer Deu la Deu ?
Regressando um pouco no tempo, corria a guerra entre D. Fernando de Portugal e Henrique II de Castela. O monarca castelhano manda um preposto, o galego Pedro Rodriguez Sarmento, com um formidável exército, cercar o Castelo de Monção, exactamente quando da ausência de seu capitão mor, que era Vasco Gomes de Abreu. Dentro do castelo sitiado estava a esposa, um mulher notável que dava pelo nome de Deu-la-Deu Martins.
Depois de um longo cerco às muralhas de Monção, a fome reinava no interior da fortaleza, o que impunha a rendição, quando apenas lhe restava meio saco de farinha, com ela mandou fazer pães quentes, os quais guardou num saco, Deu-la-Deu num misto de audácia e astúcia, subindo as amuradas do castelo, arrojou os pães nos soldados inimigos e gritava-lhes que, considerando o tempo decorrido, deviam estar com fome. Esta estratégia teve um excelente efeito psicológico. O inimigo pensando que a abundância na fortaleza era tal que a rendição pela fome era impossível, levantou o cerco.
Por este feito o brasão de Monção ostenta uma mulher, segurando um pão em cada mão, no alto de uma torre, com a legenda – “Deus a deu – Deus o há dado”. Homenagem merecida de uma heroína, repleta de coragem e astúcia, que passou a ser conhecida pelo nome de “Deu La Deu Martins”. Até hoje os vereadores recem empossados dirigem-se ao seu túmulo e prestam-lhe os agradecimentos por esta notável acção.
Depois de uma breve passagem pela história voltamos ao Deu la Deu 2005, um vinho que se apresenta com 13% e uma tonalidade amarelo leve dourado de mediana concentração.
A prova de nariz mostra boa intensidade aromática, tem o perfil fino e elegante com frescura a marcar presença, a fruta aparece madura em boa concentração marcando quase toda a prova, fruta tropical (ananás) em conjunto com citrinos (lima) e algum fruto branco (maçã) a equilibrar o conjunto com um ligeiro toque melado com um fundo onde se junta o vegetal (erva) e o mineral.
Na boca entra com bom corpo, dando uma sensação de frescura imediata, com a acidez a marcar a prova mas sendo bem suportada e acompanhada pela presença de notas de fruta e um toque melado. O final mineral agradável em conjunto com alguma secura dá uma persistência média/alta com frescura presente.
É um vinho com perfil muito bem desenhado, não se destacando pela exuberância consegue ter equilíbrio e frescura que o tornam muito agradável, o preço a rondar os 6€ torna este Alvarinho uma boa opção para os calores que se aproximam.
16,5

21 junho 2006

PROVA Porta de Santa Catarina Reserva 2003

É mais um Reserva 2003 da zona de Estremoz, produzido pela Sociedade Agrícola Poeiras e Xarepe este vinho foi elaborado a partir das castas Aragonês, Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon, com estágio de 12 meses em carvalho francês sendo produzidas 5991 garrafas e em prova a nº 5654.
Apresenta-se com 13,5% e tonalidade granada escuro de concentração média/alta.
Na prova de nariz mostra impacto vegetal inicial de intensidade média/alta tapando a fruta madura (leve compota) que se vai revelando com a passagem do tempo, ligações com baunilha e tosta em conjunto com café e tabaco surgem dando um toque quente ao vinho, que fica atenuado com leve floral de fundo.
Na prova de boca mostra corpo mediano, com leve doçura inicial, fruta presente, café torrado acompanhado de uma adstringência presente no final que não ajuda na prova, em final de boca médio.
O vinho mostra-se melhor no nariz que na boca, pois devido à adstringência que mostra no final tira algum do encanto ao vinho, o preço praticado de 15€ também não ajuda muito.
15

20 junho 2006

Uma prova com Reservas...

Foi no passado Sábado que o Copo de 3 juntou uns amigos com o objectivo de provar alguns Reservas de 2003 da zona de Estremoz.
Na zona de Estremoz temos actualmente grandes produtores de vinhos, com esta prova colocamos em confronto alguns dos nomes mais sonantes com o objectivo de avaliar os seus mais recentes topos de gama. Fomos buscar o novo Reserva do Monte Seis Reis, um produtor que deu mostras de grande qualidade com os seus varietais de 2003, da casa Encostas de Estremoz veio o seu novo Reserva 2003 que se estreia como topo de gama da casa e promete bastante, da casa Herdade das Servas juntou-se o seu Reserva 2003 e no final fomos à casa Dona Maria de onde veio o seu Dona Maria Reserva 2003.

Como nota de destaque, todos os vinhos provados são da colheita de 2003, têm como base o Alicante Bouschet e três deles são apoiados entre outras castas pela Touriga Nacional.
Os vinhos foram decantados com 1 hora de antecedência e servidos a 15ºC subindo posteriormente para a temperatura da sala, 18ºC
Os vinhos foram servidos de forma aleatória e surgiram algumas surpresas (devidas a algumas expectativas criadas) quando se destaparam as garrafas.

1º Herdade das Servas Reserva 2003
2º Dona Maria Reserva 2003
3º Encostas de Estremoz Reserva 2003
4º Seis Reis Reserva 2003
 
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