Apresenta-se com aroma de média intensidade, mostrando logo de início os aromas frescos da fruta (pêssego, ananás, citrinos) com vegetal fresco (rama tomate) a fincar pé, rebuçado de limão e lemon grass. A passagem por madeira deu-lhe ligeira sensação de arredondamento e um extra de ligeira complexidade que se sentem à medida que vamos provando.
Na boca sente-se conjunto de boa espacialidade, a fruta fresca acompanhada de boa dose de acidez, a meio palato leve arredondamento, nada de mais apenas o suficiente para embalar o vinho na descida, de resto bebe-se tranquilamente e em boa companhia, com final de boca de boa persistência. O ponto forte na boca mostra ser a frescura enquanto que no nariz parece ser o conjunto vegetal/fruta que marca o ritmo.
Está mais do que pronto a beber pois a próxima colheita não tarda em surgir no mercado e estes brancos são melhores ainda na plena força da sua juventude. Estes Monte da Ravasqueira são na sua essência vinhos frescos, vinhos onde a fruta se mostra sem pudor, que estão muito virados para acompanhar uma refeição e que não nos saturam com aromas repetidos, cuidados, certinhos e bem prazenteiros. Daqui em diante tentarei dar mais atenção a este produtor que me tem passado tão ao lado estando eu ali tão perto. 15,5 - 89 pts
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