Copo de 3: Adega Cooperativa de Cantanhede
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13 novembro 2018

Marquês de Marialva Baga Reserva 2010

Um 100% Baga da Adega de Cantanhede (Bairrada) com preço a rondar os 6€ e que se revela uma aposta vencedora para beber no dia a dia, ou para guardar durante uns bons anos. Este é da colheita de 2010 e mostra-se numa fantástica forma, cheio de vida mas a mostrar que os 8 anos que passaram ajudaram a afinar o conjunto. Um tinto pleno de harmonia e equilibrio, frescura da fruta fresca e carnuda, cerejas e bagas silvestres, toque fumado com cacau em fundo e tom herbáceo. Com o tempo acomoda-se ao copo e fica sedutor e convidativo. 90 pts

29 junho 2018

Marquês de Marialva Arinto Reserva 2016

O Marquês de Marialva Arinto Reserva (Bairrada) surge com uma nova e bonita roupagem, continuando bem fiel às suas origens, mantendo o registo de qualidade das anteriores colheitas. Com a casta Arinto bem amparada pela madeira onde passou, sem o marcar muito mas dando uma boa dose de elegância. Combina frescura com a fruta de pendor citrino e polpa branca com um ligeiro toque vegetal. Fundo algo tenso e mineral, num vinho com passagem de boca fresca e saborosa. 6,40€ 90 pts

05 junho 2018

Marquês de Marialva Bical & Arinto Reserva Bruto 2014



Este espumante é a mais recente novidade da Adega de Cantanhede (Bairrada), com um preço de 8,70€. Se o preço já o torna tentador, depois de o beber dá vontade de ter mais umas quantas garrafas guardadas para ir abrindo de forma descontraida durante o resto do ano. Predomina a elegância tanto nos aromas como na boca, ligeira nota a fruto seco ligeiramente torrado, citrinos e alguma fruta de caroço, montrando-se coeso e preciso. Na boca uma ligeira sensação de cremosidade muito delicada acompanha a frescura e o travo mais cítrico com ligeiro biscoito. Fantástico a acompanhar uns mexilhões ao natural apenas regados com umas gotas de limão. 91 pts

21 maio 2018

Marquês de Marialva Baga Rosé Bruto


Directamente da Adega de Cantanhede (Bairrada) sai este espumante rosé feito a partir da casta Baga, com estágio mínimo de 12 meses em cave e 1 mês após dégorgement. Um espumante delicado e ao mesmo tempo saboroso, fresco e que dá prazer à mesa ou fora dela nos momentos prévios a uma refeição. Destacam-se os frutos vermelhos acompanhados de alguma pastelaria, ligeiríssima cremosidade que o arredonda ligeiramente, mas sempre num tom de harmonia e equilibrio que o torna muito agradável. Por 4,80 € será certamente uma das escolhas para o Verão. 89 pts 

13 julho 2016

Marquês de Marialva Espumante Extra Bruto Cuvée 2010


Do rejuvenescimento levado a cabo pelas Adegas Cooperativas na última década um pouco por todo o Portugal há algumas onde os vinhos atingiram patamares de destaque. Este é um desses casos que se apresenta como o topo de gama da Adega de Cantanhede (Bairrada) no que a espumantes diz respeito. Com enologia de Osvaldo Amado, o lote é composto por 85% de Arinto e o restante de Baga, com direito a um estágio mínimo de 36 meses em cave e mais 6 meses após dégorgement. De aroma elegante e fresco, bonita complexidade a misturar fruto seco com citrinos maduros, pão torrado e ligeiro floral. Cheio de personalidade, com palato amplo e fresco, boa presença da fruta em conjunto com sensação de ligeira cremosidade/mousse que se prolonga até final. Fantástico a acompanhar uns camarões grelhados com molho de manteiga e limão. 92 pts

15 fevereiro 2016

Marquês de Marialva Grande Reserva 2010


A Bairrada andou afastada dos copos dos consumidores durante demasiado tempo, porém tem sido feito nos últimos anos um esforço para contrariar essa mesma tendência e os resultados têm sido, passo a passo, conseguidos. Este vinho é um muito bom motivo para reencontrar a Bairrada, o qual junta 50/50 de Baga com Touriga Nacional e que vem da Adega de Cantanhede com enologia de Osvaldo Amado. Um vinho muito apelativo, onde as duas castas se conjugam e nos mostram um vinho cheio de frescura e nervo, com a gulodice da fruta (ameixa, cereja, mirtilos) fresca e rechonchuda, envolta em suave perfume de violeta e tosta do estágio de 12 meses em barrica. Pelo meio mora um ligeiro toque de rusticidade a lembrar os velhos tempos, com uma passagem de boca saborosa e marcada pela fruta, onde nos mostra que ainda tem muito para durar. Um belo vinho com preço a rondar os 15€ e que é sucesso garantido à mesa com uma sela de borrego no forno por exemplo. 91 pts 

11 setembro 2015

Marquês de Marialva Arinto Grande Reserva 2012

É o novo topo de gama branco da Adega de Cantanhede e apenas foi engarrafado em 2014. Escolha-se um copo largo que este é um branco que gosta de se espreguiçar enquanto desenvolve todos os seus encantos, criando empatia no imediato. A passagem por barrica não se faz disfarçar, mas é a fruta que nos conquista, cheirosa e bem fresca, muito bem delineada com apontamentos de limão, lima, laranja em geleia. Amplo, com muito boa complexidade a cativar a cada rodopio no copo com a casta sempre presente. Na boca é coeso, amplo e fresco, com ligeiro toque untuoso a embalar um conjunto que mistura a fruta fresca e sumarenta porem delicada com uma ligeira austeridade mineral de fundo. Um belo vinho com preço a rondar os 12€. 92 pts

Marquês de Marialva Reserva Arinto 2013


Sob a batuta do enólogo Osvaldo Amado surge este Arinto da Adega de Cantanhede que foi vencedor do 4.º Concurso de Vinhos e Espumantes Bairrada, onde 30% do lote fermentou em barrica nova. O resultado é um branco que nos cativa pela maneira como combina a frescura da fruta (lima, toranja) com leve vegetal, num perfil bem vincado e abraçado pela ligeira sensação de untuosidade que a madeira lhe confere. Fundo algo tenso e mineral, num vinho com passagem de boca prazenteira e saborosa. Mediano de corpo, não tão vigoroso como faria supor pela prova de nariz, mas com bastante frescura e um final seco. Um pouco acima da qualidade que a anterior colheita aqui se tinha mostrado. O preço ronda os 6,90€ em garrafeira. 90 pts 

29 abril 2015

Marquês de Marialva Baga Blanc de Noir 2013

Chega da Adega de Cantanhede este espumante que cativa logo de início pela misteriosa tonalidade que nos mostra no copo. Feito a partir de uma casta tinta (Baga) que alia todo o vigor e vivacidade tão característicos da Baga, com muita fruta encarnada, grande vivacidade de aromas, ligeira tosta a embrulhar o conjunto bem fresco e perfumado. Boca a condizer, boa presença com acidez a limpar todo o palato, bolha fina, novamente a fruta aparece cheia de vigor. Pelo que custa, a rondar os 6€ é uma aposta bastante interessante para a mesa desde entradas a pratos de bom tempero como por exemplo umas iscas de leitão. 89 pts

23 janeiro 2014

Marquês de Marialva Reserva Arinto Branco 2012

O conhecido enólogo Osvaldo Amado tem na casta Arinto uma das suas paixões, os vinhos que faz conquistam pela fácil abordagem e qualidade que apresentam durante toda a prova, neste caso é o Marquês de Marialva Reserva Arinto Branco 2012 produzido na Adega de Cantanhede (Bairrada). É neste como noutros casos um vinho a precisar de atenção, essencialmente porque corre o risco de passar ao lado sem o merecer, tem qualidade e muita coisa boa para mostrar, é preciso é coragem e saber ultrapassar o preconceito que leva muita gente a pensar que por ser vinho de uma Cooperativa será "inferior" aos outros da região.

Este Reserva serve para demonstrar isso mesmo, conquista pela frescura de conjunto, pela maneira desafogada e limpa como se mostra a fruta (citrinos), folha de limoeiro, subtil mineralidade acompanhada por baunilha do estágio que teve em madeira. Na boca muita harmonia com frescura, presença da fruta em média concentração, seco, mineral com final delicado e longo. Acompanha na perfeição um Soufflé de pescada e camarão. 89 pts

13 novembro 2013

Marquês de Marialva Baga Bruto Reserva 2011

O que temos aqui é um Espumante Bruto branco elaborado a partir da casta tinta (Blanc de Noirs) Baga feito na Adega Cooperativa de Cantanhede (Bairrada). Um espumante que alia todo o vigor e vivacidade da casta Baga a uma harmonia e delicadeza cativante cujo resultado se esconde atrás de uns bonitos contornos platinados. Na boca é refrescante, sem nunca esconder o vigor da fruta que mostra boa presença, envolto em toque levemente fumado. Uma belíssima surpresa tendo em conta o preço a rondar os 6€, muito recomendável a acompanhar entradas de bom tempero como por exemplo umas iscas de leitão. 90 pts

02 janeiro 2012

Marquês de Marialva Bruto Reserva 2009

Festeje-se a entrada num novo ano neste caso não como costuma mandar a regra no trivial Champagne mas sim com um Espumante nacional do mais democrático que conheço no que toca a relação Preço/Qualidade. Este é já um velho conhecido meu, o preço que me custa no LIDL, teima em não passar dos 4€, leva a que tenha repetido a compra por mais que uma mão cheia de vezes. A qualidade acho-a mais que correcta, é um vinho que cumpre exactamente aquilo que sempre procurei num espumante desta qualidade, antes de mais o essencial prazer à mesa, boa qualidade pelo seu conjunto que até ousa em dar alguma sensação de cremosidade, pão torrado e manteiga, creme de pasteleiro com uma boa dose de sabores e aromas frutados no tema citrino. E é exactamente esta "piquena" complexidade que o afasta das limonadas gaseificadas que por vezes encontrei a 5 e mais euros... 

No que ao Espumante em causa diz respeito, é produzido na Bairrada pela Adega Cooperativa de Cantanhede, 80% Bical e 20% Maria Gomes, é daqueles sem espinhas tudo simples e de maneira directa e bem composta. Por vezes fica-se na dúvida de que o barato pode sair caro, por vezes pensamos que por ser mais barato pode não ser bom e os que pagamos pelo dobro é que valem a pena... enchemos o peito e oferecemos um copo como se aquilo fosse do melhor feito no mundo, jocosamente falando ainda nos falta a medalhinha do Melhor Espumante do Mundo uma vez que Moscatel, Branco, Tinto e Rosé já cá moram... mas adiante, aqui fala-se daqueles que não precisam ser melhores do mundo, afinal é aquele que a minha carteira mais gosta e que eu também gosto... para beber de forma descontraída e sem complexos, com marisco, com entradas, com salmão, com leitão ou até a regar um faisão com uvas... polivalente à mesa e no final todos gostam. 


 
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